19 de jun de 2013

Olhares: espelhos da alma, janelas do coração

Eu sei -e você também- que quando nos olhamos, ainda trazemos bem mais que os nossos simples olhos e olhares.
Não importa no que estamos envolvidos -se seu coração está sendo ocupado e se o meu também segue esse rumo.
Esse incêndio (duramente disfarçado de descaso) não é como um interruptor que pode ser desligado quando um de nós bem entender. Está mais pra um vazamento de gás, prestes a explodir, onde todo cuidado é pouco.
Quando olho pra você, ainda que de longe, enxergo lá fundo dos seus doces olhos, a mesma faísca de sempre. A certeza é tão absoluta que pra não correr riscos, evito ao máximo tanto quanto posso não olhar. (Ninguém merece sofrer as consequências de uma ato irresponsável destes...)
Mas às vezes eu olho. E você também. Eu, só pra sentir aquele tremor, aquela adrenalina (da explosão que nunca se deu). Você eu não sei. Talvez pela mesma razão.
Seu olhar é uma grande porta, de onde facilmente acesso seu interior. E acredito igualmente que o meu também lhe seja assim.
Não precisa você dizer nada, nem eu. Nada a assumir. Nada a declarar.
Basta-nos o olhar.
...
Depois de alguns dias, lembrei-me dessa pérola do grande Celso Fonseca... Chega perto do que eu queria dizer. Inclusive começa como esse texto... "eu sei"... Pra quem não conhece, vale a curiosidade. Pra quem já ouviu, vale escutar de novo. (20 de Junho de 2013)

2 comentários:

  1. Que texto lindo, Flávio!

    Eu sempre pensei bastante sobre os olhos... Como são "diferentes" do resto corpo, como não disfarçam
    nada, nunca. Os olhos são tão lindos e carregam mesmo toda a identidade de uma pessoa. E bonito também, é que quando a velhice chega, os olhos ficam inalterados.

    Beijos e boa tarde. :)

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    1. Obrigado, Gláucia!
      Verdade. E não é impressionante essa "presença de vida" nos olhos de todos nós, até o "fim"?
      Beijo grande, minha querida!

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