30 de nov de 2011

Portas nunca faltaram e nem nunca faltarão

Desejaria agora ser livre de todas as sombras que ficaram pra trás só no tempo. Como seria bom começar nova caminhada sem o receio de olhar pelo retrovisor, sem medo de ver o que passou apenas porquê o tempo anda sem parar, sem ter que abrir um dia o baú e mostrar tudo aquilo de estranho que não me persegue, mas que eu ainda faço questão de trazer. Sem essa espécie de maldição por indicação própria, sabe?
Seria só seguir em frente e nada mais me seria preocupação. Seria viver sem o risco de um cobrador me bater à porta a qualquer momento e levar a única coisa de valor que eu tenha no momento. Porque a sensação é essa.
Mas me pergunto também se eu estaria buscando o que tento ser hoje, com todas as coisas que sei de mim agora -e que continuo descobrindo-, com toda essa disposição sincera de nunca mais querer errar daquele jeito... Será que eu teria essa noção toda, esse desejo tão firme? Porque agora eu consigo ser sincero comigo como nunca fui.
Certamente que não. Eu não estaria buscando nada além da superfície.
Talvez, o sentido da maldição seja esse mesmo...
Fingir que se consegue seguir despreocupado, mas sem deixar de olhar pra trás.
E ficar satisfeito fazendo feliz alguém que se disponha em receber a doação.
...
Depois de não me permitir mais novas oportunidades por tanto tempo, estou indo abrir uma porta...

12 comentários:

  1. É isso ... olhar focado para frente, sem medo do que passou, sem medo do que está por vir ... se for pra sentir medo, que seja por algo que valha.

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  2. "...Como seria bom começar nova caminhada sem o receio de olhar pelo retrovisor, sem medo de ver o que passou apenas porquê o tempo anda sem parar, sem ter que abrir um dia o baú e mostrar tudo aquilo de estranho que não me persegue, mas que eu ainda faço questão de trazer..."

    Ah! Como seria bom sim meu amigo, esse retrovisor que muito mim assusta.



    http://paulosergioembuscadotempoperdido.blogspot.com/

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  3. Cleber, mas esse medo é justamente por algo que valeu...
    Abraço!

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  4. Camarada Paulo, é o preço que a gente tem que pagar pelas nossas inconsequências.
    É ou não é?
    Abraço!

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  5. Ah, Flávio, vazio a gente nunca anda. O que se é, pesa.

    Um beijo.

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  6. Bonito isso, Luna! Gostei...
    Dois beijos.

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  7. Profundo o que a Luna disse, poucas palavras resumem muitas coisas.
    Um Abraço.

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  8. Primeira palavra que me veio a mente, Magnifico.
    Intenso, e não sei a solução.
    Sem mais..
    Abraços.

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  9. meu caro, errar todos nós erramos, e vamos continuar errando por mais que busquemos a perfeição, o bom coração... mais o pior erro que se pode cometer é não se perdoar, cara, quem vai te amar se você não amar, perdoar e compreender a si mesmo?



    http://www.diariodagarotadevariasfaces.blogspot.com
    visita o meu blog? me dá esse prazer ;)

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  10. Jheniffer, só sua presença aqui já vale.
    Beijo!

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  11. Amigo Paulo, aliás, se há uma coisa que não posso reclamar nessa vida é da qualidade de quem tem paciência de comentar por aqui. Pois sei que os assuntos não são dinâmicos.
    Só posso agradecer.
    Abraço.

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  12. A Garota dando lição no velho... e a gente quase sempre sofrendo das mesmas consequências, né Garota?
    Beijo!

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