28 de abr de 2013

Uma conquista nada diplomática

Ela une todas as coisas.
Sábado. Djavan no palco. Se não me engano, naquele momento, o pássaro-poeta alagoano entoava "Fera" ou "Brilho da noite", não me lembro bem. Ambas maravilhosas.
Foi quando ouvi:
-Olha, não sou lá de conseguir tudo o que quero, mas faço sempre tudo o que posso -quando quero... Será que consigo te conquistar? -brincou me olhando firme e doce.
Por fora, só um sorriso me escapou.
Por dentro, ela não sabia, mas refletia profundamente no fato. Ah, essa minha mania de pensar demais...
Sem dúvida, que se ela fosse mais que aquela cabeça de idéias maravilhosas, aquele coração de nobres sentimentos, aquela coragem de quem já viveu e deixou de viver por muito amar, aquele perfume de envergonhar qualquer flor, aquela juventude de triatleta, aquela maturidade de monge budista, aquele sorriso de fazer qualquer dentista se orgulhar, aquela voz de derrubar anjo, aquele olhar de derreter icebergs, aquele rosto lindo de desarmar ditador, aquele corpo de fazer qualquer GPS se perder... Ela não só me conquistaria, como ao mundo inteiro.
E tremendo, mais uma vez temi por mim.

2 comentários:

  1. Ahhh, que coisa mais linda!
    E aposto que essa moça adora/adoraria esse texto, que como ela, conquista o mundo inteiro! haha
    Beijos.

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