18 de jan de 2013

A minha felicidade ou a sua paz?

Dia desses, estava voltando pra casa à noite e -pra variar- pensando sempre muito em tudo: no dia passado, nos acontecimentos decorrentes, e nos últimos causos ouvidos -vindo de quem anda buscando a felicidade com todas as suas forças e de forma até desesperada. (Mesmo sem saber ao certo o que seria essa tal de felicidade...)
E de fato, a grande maioria de nós tem apenas uma vaga noção do que deve buscar para sentir-se realizado e feliz. Muitos focam só no imediatismo das sensações; outros tantos, em aquisições materiais de vulto (aos olhos do mundo), mas ainda assim, puramente superficiais.
Olhando hoje pra minha vida, cheguei à conclusão de que é claro que devo buscar sim minha felicidade, mas não a qualquer custo.  Ela jamais deve exigir o preço da tranquilidade de quem me acompanha por amor e que comigo se importa de verdade.
Em vários momentos, estive preocupado apenas em reclamar o meu direito de ser feliz, e de me dar esse direito de qualquer maneira, muitas das vezes na marra, sem considerar com a devida atenção que meus desenganos nessa busca poderiam gerar a infelicidade dos meus mais amados.
Antes de tentar ser feliz, preciso é que eu tenha o cuidado de analisar (de forma imparcial) qualquer oportunidade que se apresente como possibilidade de felicidade.
Ser feliz -ao mesmo tempo que não atribular a vida das pessoas que me importam- pode parecer algo extramente comum, simples, mas é preciso que eu tenha a sensibilidade de entender o porquê da trabalheira que tenho em encontrar o que me satisfaz com certa garantia e só aí relaxar e curtir.
Mas será justamente esse trabalho aparentemente "desnecessário" e "perda de tempo" que testará a solidez do que me pode fazer bem e feliz, e consequentemente também a quem me ama. Qualquer qualidade que se deseje, requer no mínimo mais cuidado na sua busca. Em tudo na vida é assim.
Entendo cada dia mais que não exercitar a análise do que busco como objetivo de vida e felicidade, me faz arriscar demais, investindo (muitas das vezes de forma inútil) em expectativa, tempo e energia, em coisas rasas, e que certamente podem me causar grandes decepções. Não quero mais viver me arriscando desnecessariamente, mergulhando de engano em engano, de frustração em frustração, levando intranquilidade a quem me cerca. E o pior: muitas das vezes, sem perceber ou sem me importar com esse fato.
Não posso esquecer que sou também responsável por parcela significativa da felicidade de quem me ama verdadeiramente. Por isso eles ainda dependem das minhas decisões para terem certa paz.
É preciso então fazer a minha parte, sempre de forma racional e criteriosa. Coisa que, sinceramente, nem sempre consigo...
Não é mais o tempo de viver sob o ímpeto dos meus desejos, sem qualquer traço de ponderação, guiado praticamente apenas pelas minhas ilusões, pelo meu cego coração.
Só assim, identificando o valor real das minhas necessidades e simulando meus amados na linha de fogo delas é que dá pra entender a música que diz que "é impossível ser feliz sozinho".

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