29 de jul de 2011

Desenfreio


Fico vendo você nessa espécie de desespero, querendo à todo custo viver as aventuras que os outros vivem e que tanto dizem ser fonte plena de alegria e satisfação.
Lá vai você... Com o coração na mão, num agito espantoso, não observando a quem você o oferece e entrega, sem conseguir enxergar o abismo em que se joga. Sem saber aguardar, querendo viver a qualquer custo o que lhe aparece pela frente.
Espera que a felicidade seja qualquer coisa, qualquer um... desde que sempre fora de você?
Procurando por alto, quase todos vão lhe servir. Todos serão capazes de lhe dizer o que gosta de ouvir, o que quer acreditar.
Nem você se entende! E confessa que nem sabe bem ao certo o que deseja encontrar. Ignora por quais caminhos segue e não percebe que sempre se perde... Deixa de lado a bússola da razão, sem compreender que a liberdade dosada é o freio da desventura.
E na verdade, o desespero maior é o meu. Pois que assisto atônito cada vez que você se entrega, se perde, se decepciona e se endurece.
Ao fim, na solidão das noites, sei que só quer ser feliz...
Vai aos poucos perdendo a doçura da visão do amor, perdendo munição e logo estará lutando com as próprias mãos, tornando-se igual aos que te usam -e abusam.
Não deixe que apenas seu coração lhe guie os passos, lhe cegue as decisões e lhe domine os sonhos.

2 comentários:

  1. "E na verdade, o desespero maior é o meu. Pois que assisto atônito cada vez que você se entrega, se perde, se decepciona e se endurece."

    Gostei muitoo...

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  2. Obrigado pela visita, grande Patrick!
    Que bom que gostou! Valeu!
    Abração!

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