16 de jul de 2010

Escrever

Pode parecer mentira, mas escrevo egoisticamente sempre, sempre. Me esforço sim, em esclarescer à mim mesmo as idéias que me surgem em turbilhão de noções. Escrevo pra me convencer do que deve ser mudado, do que pretendo ser.
No fundo, acho também que escrevo pra me desvencilhar de mim mesmo. Pra afrouxar as amarras da matéria e das intenções que me povoam, cercam e pesam.
Tenho uma ilusão bem sutil de que escrevendo, serei algum dia, um cara melhor. Mais que palavras no papel ou na tela.
E com um pouco mais de sorte e pretensão excessiva, que toque o coração de alguém pra vida. É um tiro no escuro.
Depois de escrever, leio e releio. Reflito aflito. Sob meus olhos.
Quando alguém comenta que leu, modifico o olhar. Releio novamente, agora como quem chega de surpresa.
Exercício de repetir palavras, de pensar, de concentrar, focar... e aprender.
Foi nessas tentativas que descobri que qualquer conhecimento liberta da ignorância, enquanto nos cativa à consciência. É pra se alegrar e se lamentar...

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