28 de out de 2009

Pouco tempo pra tanta coisa...

Eu não sou só esse. Tenho certeza disso. Nao é possível que eu tenha conseguido erguer minha personalidade em tão pouco tempo. São gostos, vícios, preferências, dons, sensações, emoções... tudo distinto de quem eu convivo. Realmente, vivi outras vidas e de lá, trouxe parte dessas coisas. São bagagens, eu sei. Mas como pode ser? Não sei.
Assim também como com quem vivo. Afinidades, repelências... Essas pessoas não estão aqui juntas a mim por mera casualidade. É lógico demais pra ser obra do acaso. Com o tempo, tudo vai se encaixando e a gente vai percebendo isso. E outros cruzarão meu caminho e terei a mesma sensação de já tê-los conhecido em outros e esquecidos tempos.
Sei que é absoluto. A todo instante essa idéia me persegue. Senão, seríamos todos iguais aqui, filhos da mesma mãe, sobre a mesma criação. E não somos os mesmos.
E quem já foi? Por que sinto que simplesmente não acabaram? Por que sinto que continuam sendo os mesmos, sob outra ótica? Sob outro estado?
Eu vou morrer e sei que vou continuar vivendo depois. Pra quem sabe, voltar de novo e questionar mais uma vez... e torcer para que, da próxima, não duvide nunca que já vivi outra vida.

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