9 de mar de 2013

Confissão

A conclusão é de que nada do que eu escreva vá aliviar meu peito enquanto você não esteja aqui.
Não importa o montante de palavras, de explicações e detalhamentos que tanto gosto de transcrever e você de ler.
E olha que ando sendo o que escrevo o tempo inteiro, com palavras que seguem o curso que só meu coração impõe sem medo de ser dominado.
Mas você por perto é muito melhor que escrever, que teorizar qualquer sentimento.
Porque é a prática mais prazerosa dos últimos tempos.
Você extrapolou o meu limite, não permitindo mais meu alívio pelas palavras.
É muito difícil de conseguir tal feito. Sou duro na queda.
Ou era, até então...
Acho que a idade também vai enfraquecendo o orgulho de sujeitos velhos como eu.
A gente vai se perdendo sem perceber e quando vê, está liberando informações antes ultra-secretas.
Mas você ainda não tem a mínima ideia sobre o fato.
Até ler essa singela confissão.

2 comentários:

  1. e que essa confissão traga menos ausência!
    beijo.

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    1. Ah, sim. Com certeza, querida Gláucia. Mas até que por outro lado, a ausência é o combustível dos otimistas.
      Beijão.

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