23 de abr de 2012

Ela, dela, eu e de mim



Ela me consome todos os espaços onde poderiam surgir ideias sobre outras coisas que não ela.
Ela me absorve toda a disposição que seria usada para olhar pros lados na fixação da minha atenção em outras cores e luzes que não as dela.
Ela me traz na ponta dos dedos, sem mover um deles sequer, e se mostra um tesouro tão desconhecido que quem mais desconhece é ela.
Ela me cerca por todos os cantos sem fazer qualquer movimento, apenas por eu já haver percebido seu encanto, pela simples existência dela.
Ela não sabe de nada, talvez desconfie, mas eu sei de tudo, sei do seu mundo, sei dela...
E sei de mim.

6 comentários:

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    1. E não é, Marcelo?
      Abração e obrigado por retornar ao blog e participar.

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  2. Há pessoas que são assim mesmo, tem o poder de nos absorver, inebriar.
    Possuem aquele encanto despretensioso, simples...
    No final das contas só sei de uma coisa.
    É muito bom poder sentir isso por alguém.
    :)
    Beijos, moço carioca!

    Obs: ah, e vai ser sempre o moço carioca rs!

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    1. Sim, Dai!
      É uma combinação de cativar e de ser cativado, naturalmente...

      Beijos, minha querida moça de Minas!

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  3. E não é uma das melhores coisas da vida pensar em alguém em segredo... Nessas pessoas que atraem por naturalidade?
    Me lembrou o Sol: assim insubstituível, dando vida e calor, mas nem suspeita de sua importância. Sempre lá, intacto, indiferente.
    Beijos.

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    1. Verdade, Gláucia... Ótima comparação.
      Acho que o dito 'segredo' tem uma função anti-vaidade, justamente pra tentar manter essa naturalidade. Mas um dia, fica impossível sustentar. E aí, é preciso revelar.

      Beijão e obrigado pela presença mais uma vez!

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