23 de jan de 2010

O que seria um herói?

Um herói se distingue dos mortais principalmente pelos super-poderes, ou seja: capacidades de realizar determinadas ações superiores -ou mesmo diferenciadas- que maioria das pessoas normais.
Mas não é só isso, já que um vilão também poder possuir super-poderes. O herói difere-se por ter caráter tão potente quanto seu dom. Deve ser humilde enquanto sabedor da sua superioridade. Não deve apenas confiar nas suas capacidades dilatadas mas também deve aceitar ajuda quando perceber que precisa dela.
Ele sabe que mesmo que faça todo o possível, nem todo o possível foi feito. Que há algo maior que rege o inevitável.
O herói não busca o reconhecimento de terceiros. Age por amor incondicional ao próximo. Não pára pra pensar nas glórias. Apenas ouve o chamado... e segue.
É corajoso e aparentemente destemido, mas não por orgulho de não se mostrar fraco. É odiado pelos inimigos justamente por ter limites racionais. Assim o é por ter fé e acreditar que o exemplo arrasta e convence mais que uma palavra.
O herói de verdade é frio diante do desafio, enquanto se emociona com os que sofrem. Sim! Ele abre mão de suas próprias dores para apenas sentir as dores alheias.
Mas sua emoção não é cega e por isso mesmo não o permite torná-lo justiceiro vingativo à serviço do imediatismo.
Herói sem caráter, humildade, fé, coragem, limite, justiça, racionalidade e emoção não existe. Tudo isso é essencial à existência e à sobrevivência do mesmo.
Todos podemos ser grandes heróis, mas quase ninguém o conseguirá. Basta um desequilíbrio nas nossas necessidades e despencaremos ao solo. E seremos desacreditados por longo tempo. Não é uma injustiça. Faz parte da vida do herói.
Nunca deixe de tentar e de querer ser um.

Um comentário:

  1. Conheça os seus limites, medos, respeite-os, mas esteja igualmente consciente de que pode superá-los. Isso define tanto o herói quanto o vilão. Para mim, o que os diferencia é que o herói tem em mente que, para superar seus desafios, ele não pode infligir sofrimento ou perdas aos outros. Sua construção não admite desconstrução alheia. O ser humano é, quase sempre, um anti-herói.

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