<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327</id><updated>2012-02-16T11:01:48.091-08:00</updated><category term='Crônicas'/><category term='Poesias Registradas'/><category term='Vídeos'/><category term='Conceitos'/><category term='Trechos de Livros'/><category term='Opiniões'/><category term='Reflexões'/><category term='Análises de Músicas'/><category term='Cartas'/><title type='text'>Textículos Crônicos</title><subtitle type='html'>Opnião, reflexão e crônicas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>214</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-6662203674112192633</id><published>2012-02-15T12:55:00.015-08:00</published><updated>2012-02-15T15:27:16.860-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Qual o preço da liberdade?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Dona Jurema, quando conheci, tinha noventa e dois anos. Tinha sido enfermeira num grande hospital daqui do subúrbio do Rio, e era amiga de uma conhecida. A mãe morreu quando ela tinha uns dez anos, sendo então criada por uma vizinha. Contava que seu único irmão -há algumas décadas já falecido- havia trabalhado na construção da estátua do Cristo Redentor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viúva desde os trinta anos, sempre lembrava do esposo -homem bem mais maduro- amável e cuidadoso. Por conta disso talvez, nunca mais desejou se amarrar a outro alguém.&amp;nbsp;Só que engana-se quem pensa que o que se deu à sua vida foi fruto apenas do isolamento em que se auto-impôs por conta da viuvez precoce. Olhando-a com um pouco mais de cuidado, deixava transparecer que o que a fizera tão arredia aos que se aproximavam e desapegada aos que partiam, fazia parte de sua personalidade desde sempre. A solidão apenas serviu de estopim para que atingisse seu elevado grau de rebeldia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dona Jurema não suportava limites ou qualquer regra. Envelhecendo e sobrevivendo aos poucos amigos que partiam da vida, foi cada vez mais perdendo o já pouquíssimo contato social que ainda lhe restava.&lt;br /&gt;Segundo Tereza, vizinha do apartamento ao lado e que a adotara "como um bebê", dizia que "&lt;i&gt;Dona Jurema, absolutamente só e incapaz, havia perdido completamente o discernimento."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não por caducar -era muito lúcida ainda-, mas por não ter há muito tempo alguém por perto a lhe dizer o que era certo e o que não era, a lhe cobrar e dividir espaços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado? Ao longo do tempo, o apartamento todo virara um banheiro só, e também um quarto e uma cozinha. Pode alguém dizer que isso se dava pela sua incapacidade enquanto muito idosa, e não deixaria de ter certa razão. Mas a &lt;i&gt;vizinha-anjo&lt;/i&gt; nos contava da dificuldade que era lhe impor novos-velhos hábitos, como ir ao cômodo específico para fazer cada coisa devida. E o mesmo acontecia na hora de levar-lhe a sopa, o leite, o mingau, dar-lhe banho, definir toalhas dos panos de chão e de prato... Mas o mais difícil ainda era se aproximar dela e lhe fazer um carinho mínimo que fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dona Jurema durou pouco mais de um ano além, já morando num asilo para senhoras, visto que o prédio de antes não tinha elevador e seu apartamento era no quarto andar. Na época, dava raros passos devido à artrose grave nos joelhos e à falta de coordenação. Lamentava sempre a falta de um "familiar de sangue", vivo, por perto, apesar da Tereza lhe acompanhar fielmente até o fim dos dias e de modo amoroso, nobre e raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pude testemunhar a dificuldade que era estar ao lado de Dona Jurema, pois inúmeras vezes fui a visitar no abrigo e ouvi suas histórias, seus lamentos e até suas desconfianças. De certo, o estado frágil do corpo nos comovia, mas a personalidade&amp;nbsp;intransigente&amp;nbsp;continuava marcante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Indestrutível mesmo, só a paciência de Tereza, que certa vez, denotando toda sua gigantesca sensibilidade, disse a maior das verdades:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-A pobrezinha viveu sozinha a vida toda. Ficou bruta, coitada... Não dá pra levar nada do que ela considera pro lado pessoal... Me dói ouvir certas injúrias, mas tenho pena da minha menina...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a gente sentia a sinceridade nas suas palavras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fim da história: Dona Jurema, apesar de carregar até o fim a sensação de estar sempre só, nos últimos tempos, não esteve mais fisicamente sozinha em qualquer instante desde que a vizinha lhe surgira no caminho, visto que, apesar de morar num asilo, recebia mais visitas que qualquer outra idosa do lugar. Tereza então estava praticamente todos os dias lá, e quando não podia ir, ligava preocupada. Comprou-lhe um celular e tudo. A solidão da Dona Jurema era apenas o resultado de uma escolha equivocada.&lt;br /&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quanta gente hoje eu vejo se isolando igualmente do mundo, dizendo estar buscando a liberdade, quando no fundo, apenas quer deixar livre sua rebeldia. Não falo de obrigatoriedade de estar grudado com alguém. Não é isso. Falo de quem foge do contato e do convívio social, por não gostar da ideia de qualquer tipo de &amp;nbsp;compromisso, de ter seu espaço dividido e do risco de ter algum atrito.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"-É pra evitar aborrecimentos. Mereço paz."&lt;/i&gt;- acobertam-se por aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Buscam a independência como que se buscassem um mundo só seu, com regras rígidas suas para com os outros, mas sem quase limites para si mesmos. Mundos onde tudo é possível, desde que seja conveniente.&lt;br /&gt;Sozinhos, nós podemos beber todas, sermos incorretos com segurança e nos justificarmos por isso. E não percebemos que tudo isso é se embrutecer.&lt;br /&gt;E não vale acreditar que, só por ter um bicho de estimação em casa, a nossa inevitável degradação humana diante do isolamento egoísta deixe de acontecer algum dia...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente, chego a seguinte conclusão:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O único que é livre de verdade é aquele que é absolutamente solitário.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Aquele que busca -geralmente sem assumir- viver isolado de tudo e de todos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Aquele que lava as mãos friamente e que se livra das responsabilidades adquiridas em conjunto com outros.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sempre na desculpa da independência e da conveniência em ser livre.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Livre e bruto, pois que quem foge do contato e do atrito cuidadoso, não perde as arestas, não se trabalha.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Livre, só e espinhento como um tronco perdido na aridez da vida isolada.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Qual vantagem em ser completamente livre nesse sentido?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Fazer o que bem entender?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Não seria mesmo sinal de rebeldia?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Ter a solidão para se lamentar tarde demais?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Talvez tudo isso...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Certamente, ser livre apenas pra se debater pelos limites da vida sem qualquer olhar de reprovação.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O orgulho, maquiado de liberdade, é muito conveniente.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Disfarça-se a incapacidade de acatar os limites normais da vida com a busca pela independência.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Livre...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E mesmo assim, livre do tempo que passa sem cessar, nunca ninguém o será.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-6662203674112192633?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/6662203674112192633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/02/qual-o-preco-da-liberdade.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6662203674112192633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6662203674112192633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/02/qual-o-preco-da-liberdade.html' title='Qual o preço da liberdade?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-4005341080982621168</id><published>2012-02-13T14:01:00.000-08:00</published><updated>2012-02-13T16:38:36.723-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Às Claras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É bom demais ir ao encontro de alguém que nos interesse e encontrar todas as informações básicas, sem que seja necessário cumprir uma empreitada pesada de procedimentos. É bom demais encontrar quem tenha respostas minimamente precisas e relativamente consistentes sobre si. Ir ao encontro sem GPS, sem um mapa cheio de coordenadas de alta precisão ou sem um decodificador de senhas. Principalmente quando se pretende viver coisas que a gente não tem certeza alguma de ter futuro...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Eu sou assim e pronto."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Meu jeito é esse."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Sou complicado mesmo, e daí?"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Aviso que é muito difícil me entender."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tradução disso tudo: "O mundo que se vire para me compreender e me aceitar do jeito que sou, porque não estou nem afim, nem preocupado e muito menos pretendo mudar minha maneira de ser tão cedo."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinceramente, lamento quando, logo de cara, &lt;i&gt;"pesco"&lt;/i&gt; essa ideia sobre alguém. No geral, é uma ducha de água fria pra quem tem a pretensão de entender e possivelmente aceitar o outro como o outro é. Mas como compreender, receber e tolerar aquele que sequer deseja saber de si?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante desse tipo de postura, ainda me vejo me arriscando. Mas só entro de teimoso que sou, porquê já está na cara que está fadado a não dar certo. Garanto também que é o tipo de coisa que vem me acontecendo cada vez menos. Afinal, nós mesmos temos de nos impor valor, nos respeitar e definir o que nos é realmente importante. Principalmente se temos mais o que fazer na vida...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro porquê entrar nessa requer um investimento pesado -pra não dizer excessivo- de recursos sobre algo de retorno duvidoso. Aplicar tempo, saliva, criatividade, energia e paciência naquilo que não tem previsão de restituição é coisa pra espírito superior. Logo, ainda não é pra mim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo que existe sempre um número muito maior e atrativo de pessoas mais acessíveis, de melhor trato, menor complexidade e mais fácil leitura por aí. E eu, não tenho -aliás, nunca tive- a menor paciência pra ficar parado muito tempo diante de uma esfinge que sequer sabe a resposta do próprio enigma...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Acredito que mesmo que tivesse, não seria por isso fã de pessoas difíceis nesse sentido...)&lt;br /&gt;Curto mesmo, decifrar pessoas. Mas apenas as decifráveis...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoas descansadas demais para com suas imprevisibilidades, e de limites assumidamente desconhecidos são, antes de tudo, egoístas com crachá de &lt;i&gt;"bem resolvidos"&lt;/i&gt;. E o são realmente bem resolvidos, mas só consigo mesmos... Como está na tradução mais acima, &lt;i&gt;"os outros que se virem para estar ao meu lado"&lt;/i&gt;. Então, além de tudo, também são bons demais para minha pessoa... Não os mereço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra mim, isso é muito mais que suficiente para que percam todo o encanto da noite pro dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-4005341080982621168?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/4005341080982621168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/02/as-claras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4005341080982621168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4005341080982621168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/02/as-claras.html' title='Às Claras'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-3596964722566158545</id><published>2012-02-07T18:18:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T18:28:00.406-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Desejando acreditar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ainda não acredito quando me pedes para que eu diga que te adoro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E me pedes uma história, uma graça, um beijo, um abraço, um afago qualquer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não acredito, é certo, mas quase me derreto por inteiro...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sonho, desejo... acreditar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que quando isso acontece, sinto-me seguro, sujeito importante pra ti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá no fundo, sei que é teu jeito humilde de valorizar quem está ao teu lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tu fazes tão bem feito, que finjo não perceber, finjo que acredito que muito me queres, que muito te importo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Onde já se viu, alguém como tu precisar de alguém como eu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tu, um mundo completo de tudo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisarias mesmo de mais alguma coisa?&lt;br /&gt;Olhando daqui, não acredito...&lt;br /&gt;Mas é meu maior anseio me deixar levar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-3596964722566158545?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/3596964722566158545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/02/desejando-acreditar.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3596964722566158545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3596964722566158545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/02/desejando-acreditar.html' title='Desejando acreditar'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-1984139691645072647</id><published>2012-01-30T08:12:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T07:39:04.967-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Cuidado com a verdade que se busca!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não é estranho a gente insistir em dizer que só quer a verdade, enquanto do outro lado, só vivemos nos machucando quando nos encontramos finalmente de frente com ela?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queremos porquê queremos apenas a verdade, nada além da verdade. Mas chego à conclusão que raramente a buscamos por razão, por consciência, por noção de sabermos o que é realmente a verdade. A queremos mesmo é para podermos baixar a guarda e relaxar nos braços de alguém, sem qualquer risco de decepção. Porque -como disse recentemente à uma querida conhecida- viver o tempo todo em rígida vigília, cansa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que não nos decepcionarmos é coisa quase impossível, pois sempre lidamos com a imperfeição, seja nossa ou dos outros. A expectativa de acreditar no que não existe é que nos frustra nisso tudo. Mas por sabermos disso já de antemão, torna-se também opcional... A consequência é o preço das nossas escolhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade dói quando ela não é a verdade que queremos descobrir. Mas quem aguenta sempre a verdade nua e crua sem ter, pouco à pouco, petrificado o coração? Quem é esse &lt;i&gt;herói&lt;/i&gt;? E quem será o &lt;i&gt;vilão&lt;/i&gt; que só &amp;nbsp;é sincero, agradando ou não? Haverá mesmo quem seja conquistado&amp;nbsp;só com duras verdades? Haverá quem se magoe profundamente com suaves mentiras?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não os conheço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por isso que mentiras sinceras me interessam. E por quê não assumir que eu -por cuidado, &amp;nbsp;momento ou sensibilidade- também faço uso delas vez ou outra?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mínimo, melhor que o silêncio, elas são...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Já fui sincero demais, e perdi por crueldade.&lt;br /&gt;Já menti muito, e mantive por ilusão.&lt;br /&gt;Depende muito do que considera quem está do outro lado, a verdade, a omissão e a mentira.&lt;br /&gt;Haverá quem não acredite se você disser que não ama mais.&lt;br /&gt;E também quem creia no seu sorriso mentiroso, por opção.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-1984139691645072647?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/1984139691645072647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/cuidado-com-verdade-que-se-busca.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1984139691645072647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1984139691645072647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/cuidado-com-verdade-que-se-busca.html' title='Cuidado com a verdade que se busca!'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-218700399987381056</id><published>2012-01-25T12:55:00.000-08:00</published><updated>2012-01-30T02:57:43.931-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Reputação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Se tem uma coisa que me dá prazer, é descobrir a causa das coisas que me&amp;nbsp;incomodam. Mas não é um prazer masoquista, do tipo "colocar o dedo na ferida até&amp;nbsp;me deprimir"... O prazer de que falo é o que vem assim que descubro a origem do problema: o prazer do&amp;nbsp;alívio. É quando desvendo o mistério do que vivi, ouvi ou falei, e que não me caiu bem. E &lt;i&gt;quase&lt;/i&gt; sempre isso se resolve, ou com tolerância sincera ou com um igualmente sincero pedido de desculpas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque em vez de ficar focando na superfície, em vez de fugir, vou a fundo.&lt;br /&gt;Noutro&amp;nbsp;dia, descobri que às vezes a gente até pode se dar o direito de sofrer, mas tudo tem&amp;nbsp;limite. Sofrer não é um dever. Dever é superar as dificuldades. Fora que ficar apenas&amp;nbsp;dando atenção ao problema -e lamentando-o- não o resolve de forma alguma. Que dirá desejar uma&amp;nbsp;platéia nos assistindo caídos ao chão, pelo resto da vida! O espetáculo da miseração&amp;nbsp;cansa qualquer um, altivos e abatidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ruminar é ressentir, e geralmente isso tem a ver com sentimentos não muito&amp;nbsp;agradáveis. Então, quando percebo que estou há muito tempo "mastigando" algo sem&amp;nbsp;conseguir engolir, procuro a causa. Confesso que não gosto de perder energia à toa.&amp;nbsp;Nem tempo e nem criatividade também. Sei que existem coisas em minha vida que não&amp;nbsp;terão solução, mas as que estão ao meu alcance, faço de tudo para resolver. Quer dizer, quase tudo... Mas a intenção sempre é ver se me livro&amp;nbsp;do peso pra nunca mais sofrer com ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De cara, reluto, dá trabalho e dói, mas depois que eu entendo o porquê de tudo, o alívio é&amp;nbsp;imediato. Antes que a sensação de frustração me tire o sono e o foco das coisas que&amp;nbsp;realmente me interessam viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a frustração consome muita energia. Por sinal, uma energia que às vezes nem a&amp;nbsp;possuímos. Tanto que chega ao ponto de nos desgastar profundamente, de nos&amp;nbsp;prostrar e deprimir. Parece aquele energético que diz que "te dá asas", mas que na&amp;nbsp;verdade só puxa a energia de outros cantos e coloca onde o organismo começa a&amp;nbsp;fatigar. Mas a depressão é por nossa conta. É essa coisa de obsessão em ter alguém&amp;nbsp;ou alguma coisa, de devolver uma resposta "à altura", de "não deixar barato"... e que geralmente não temos cacife para ter, compreender ou aceitar que não será&amp;nbsp;bom pra nós. Por fim, precisamos esconder nossas contradições, pra não passarmos vergonha. Só por isso mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o nosso conceito de &lt;i&gt;bom&lt;/i&gt; é tão relativo e instável quanto nós e nossos&amp;nbsp;momentos.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"-Eu tenho uma reputação a zelar!"&lt;/i&gt; -diremos orgulhosos e preocupados com o que podem julgar sobre nós.&lt;br /&gt;Sinceramente, esse lance de reputação é coisa pra quem ainda vacila nas suas reais intenções.&lt;br /&gt;Imagine as mais diversas situações em que manter a reputação é prioridade, frente à verdade que pregamos e exigimos do mundo. Só que defender uma imagem superficial é como proteger a vidraça de um político corrupto com o&amp;nbsp;próprio peito: &amp;nbsp;impossível sustentar por muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que eu sei é o seguinte: nessa tentativa diária de deixar de parecer ser forte -entenda-se: seguro- para realmente ser forte, percebo cada vez mais que se esconder atrás de reputações super-heróicas é uma grande roubada. Porque mais dia ou menos dia, a máscara cai. A gente mesmo se mostra através das nossas incoerências. Isso quando não aparece alguém de fora e puxa a cortina do palco sem estarmos prontos para a apresentação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O forte mesmo é aquele que reconhece as próprias dificuldades, que não se preocupa muito em parecer humano vez ou outra, mas jamais perde tempo de frente pro espelho, admirando feridas enquanto as lamenta. O forte não é o que resiste apenas, mas o que supera as fraquezas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-218700399987381056?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/218700399987381056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/reputacao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/218700399987381056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/218700399987381056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/reputacao.html' title='Reputação'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-4891056165006802926</id><published>2012-01-22T16:47:00.000-08:00</published><updated>2012-01-30T03:15:28.972-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Tem certeza que não quer falar?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Pra mim, o silêncio é como um veneno mortal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma agonia que mina a tranquilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que destrói as esperanças,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que faz preciptar muitas decisões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do fim do silêncio depende quem pretende definir algo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque o silêncio pode ser o &lt;i&gt;sim&lt;/i&gt;, o &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; e até mesmo o &lt;i&gt;talvez&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser a verdade, mas também a mentira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser tudo ou nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paz ou tristeza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tranquilidade ou marasmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confiança ou incerteza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforto ou acomodação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reflexão ou solidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O silêncio vai contra aquilo que muito prezo &lt;i&gt;hoje&lt;/i&gt;: a troca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por ela, me situo, me corrijo e me afirmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É assim que colho informações para saber se devo prosseguir ou parar,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Salvar ou abandonar o barco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo silêncio, perco-me na indecisão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode tanto ser um sorriso quanto uma lágrima na escuridão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um labirinto sem saída.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma queda sem fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mais cruel tortura pra quem tenta compreender alguém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-4891056165006802926?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/4891056165006802926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/tem-certeza-que-nao-quer-falar.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4891056165006802926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4891056165006802926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/tem-certeza-que-nao-quer-falar.html' title='Tem certeza que não quer falar?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-7841832891091390296</id><published>2012-01-19T19:44:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T19:57:57.788-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Desconsidere aquela palavra perdida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palavra que escapou de mim,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Despediu-se do meu coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Livrou-se da razão,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cega de emoção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se preciptou da minha boca,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na tua direção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se tocou-te?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem sabe?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se arrependi-me?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que me acabe!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Presente ou susto,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que importa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voando entre nós, cedo ou tarde,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela se perderá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois palavra que foge,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não carrega o que a possa sustentar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só tem sentido quando apenas sentida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vive pouco tempo, vive perdida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem repouso,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sem ter como voltar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-7841832891091390296?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/7841832891091390296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/desconsidere.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7841832891091390296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7841832891091390296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/desconsidere.html' title='Desconsidere aquela palavra perdida'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-7137339798574113784</id><published>2012-01-17T12:49:00.000-08:00</published><updated>2012-01-17T15:26:57.444-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Sorrir... sem uma faca nos dentes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Podemos até ser complexos, intrigantes e misteriosos, mas não devemos agir como um cofre-forte. Não podemos nos fechar e ficar de braços cruzados, esperando alguém nos desvendar todos os segundos, todos os olhares e silêncios. Não devemos ser sempre ocultos. Com o tempo, a disposição de descobrir é murro, e o silêncio persistente, ponta de faca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisamos largar o altar -ou a geladeira- que alguém nos ofereceu, por idolatria -ou desamor- e que aceitamos nos acomodar, por soberba -ou desânimo. É como se nada mais nos atingisse as fibras, como se já tivéssemos ouvido tudo o que fosse possível nos aquecer ou esfriar o coração, acender ou apagar a alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bom dosar o mistério. Relaxar vez ou outra, e liberar alguma parte do mapa. De mão beijada... ou quase.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra isso, é bom se conhecer, claro...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entregar-se à frente, sem olhar muito pra trás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque, se ser um sisudo cofre-forte é sobrehumano pra alguns predestinados a colher seus (improváveis) tesouros, ser um de porcelana frágil, que se quebra todo de primeira, não tem graça depois de espatifado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses, percebi o quanto é maravilhoso largar a postura aguerrida, sempre defensiva, livrar-se da armadura, sair da trincheira e confiar apenas no simples olhar de alguém. Sabe o que é isso? Eu já havia me esquecido...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não precisa ser sempre. Não há como ser. Mas é importante permitir-se à essas coisas vez ou outra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-7137339798574113784?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/7137339798574113784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/sorrir-sem-uma-faca-nos-dentes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7137339798574113784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7137339798574113784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/sorrir-sem-uma-faca-nos-dentes.html' title='Sorrir... sem uma faca nos dentes'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-1224349499280819638</id><published>2012-01-14T19:49:00.000-08:00</published><updated>2012-01-15T23:31:05.524-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Lamentar?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Que fim levou o amor?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Plantei um pé de flor, deu capim..."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Capim)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É Djavan, surpreso com o fim de algo que parecia ser o previsível cultivo de um grande amor, mas que na hora "H", não passou de... capim. Fogo de palha?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já se pegou questionando "que se deu?" -após algo de grande expectativa não vingar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Onde foi parar aquela força, aquela energia toda que, muito provavelmente tinha sobras pra atravessar bons tempos?&lt;br /&gt;Tinha mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que a expectativa vai se tornando maior que a própria realidade, maior que a capacidade do sentimento, dos envolvidos -por mais dispostos que estejam sobre um mesmo objetivo.&lt;br /&gt;A expectativa, nos cega parcialmente, nos faz seres desmedidos, nos faz relevar coisas que, por conta da nossa impulsividade, não acreditaríamos em condições normais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Expectativamos" -muitos de nós- sempre além do cabível. E de deliciosa ansiedade e espera, nasce um monstro, uma praga que devora a nossa tranquilidade do dia pra noite. Monstro exigente que só tem tamanho. Pois se desfaz com um simples afastar de convivência, com a falta da presença, da voz e do carinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando isso acontece, não tem jeito: percebe-se que o cultivo tinha hora determinada pra acontecer. E a colheita, sabe-se, é consequência. É tipo comida chique: deu tempo, deixou esfriar? O gosto apura demais, perdem-se as características e talvez a graça -segundo os paladares mais exigentes...&lt;br /&gt;E o que antes, quente, temperado, flambado, parecia perfeito, quando morno, no máximo, se releva. Mais um pouco, por fim, requentado, não desce mais. Ou até desce, mas sem tanto prazer, sem tanta vontade. O sabor meio que se perde. Não sei explicar direito.&lt;br /&gt;É recuperável? Talvez, quem sabe, porém, todavia, contudo... mais uma vez, não sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí a gente olha pros bolsos, e os vê ainda com algumas sementes implorando terreno. Porque é assim: a gente mesmo não assume o ato, a busca... &lt;i&gt;"As sementes é que querem ser plantadas"&lt;/i&gt;. Mas vamos na esperança de colher algo mais, sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que fazer? É justo se embrenhar pelos novos terrenos que surgem, pelos novos corações que nos sorriem? Talvez sim, mas queria antes, descobrir a verdade: em que momento as asas desapareceram e o chão retornou pra de baixo dos pés.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois o que foi plantado, parece que não vingou ou a estiagem queimou. Não veio a flor, veio capim. Ainda que perfumado de limão... mas apenas capim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-1224349499280819638?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/1224349499280819638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/lamentar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1224349499280819638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1224349499280819638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/lamentar.html' title='Lamentar?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-126960063946463929</id><published>2012-01-13T10:40:00.000-08:00</published><updated>2012-01-14T18:55:30.638-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Em nome do prazer de... errar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei como conseguem... sinceramente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Revelarem de suas intimidades -que de íntimas nada têm mais-, do sexo que fazem e como fazem, de suas peripécias, de suas vinganças, ostentações disfarçadas, loucuras, destruições e injustiças... e com tamanho orgulho, com tanto prazer! Como se fossem conquistas dignas, troféus honrosos. Sério que creem nisso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fora que, qual a utilidade? Aparecer? Chocar? Polemizar? Influenciar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem-se sonhadores de um amor que não encontram... Quer dizer, que "dizem" querer encontrar, mas que eles mesmos sabem que apenas fingem buscar, e que, distraídos pela superficialidade das formas e dos bens ostentados, encontram suas perfeitas justificativas para os desvios, sem qualquer preocupação com as consequências.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A vida é minha!"- bradam por aí, quando contrariados, ou quando eles mesmos constatam o erro antecipadamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Vida injusta!"- blasfemam, frente aos resultados mais previsíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguém há de dizer que estes são realmente intensos. E terá razão. Mas sabemos que são intensos... como toda alma vazia que busca na intensidade, o seu preenchimento. É tudo o que têm.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caem. E caindo, nem sempre o fundo é percebido. Às vezes, o fundo é a própria queda. Caem tanto, mas tanto, que acreditam estar voando.&amp;nbsp;Mais uma ilusão junta das outras tantas que vivem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensam que ser verdadeiro é chocar o mundo. Perdem-se do bom-senso, e confundem a vingança com a justiça. Não vêem diferença nisso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem hipocrisia da minha parte: os erros existem, como também as decisões equivocadas, as atitudes questionáveis... Tudo faz parte do nosso histórico, do que nos constrói e destrói até aqui. Mas daí a ter orgulho de assumir tudo isso, de ter prazer em continuar errando, sem se sentirem responsáveis pelo que expõem por aí? Está bem distante de quem quer ser feliz, de quem quer fazer diferente, melhor, e de quem busca o amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente, a vaidade cega os orgulhosos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que me perdoem os que assim vivem a vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-126960063946463929?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/126960063946463929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/em-nome-do-prazer-de-errar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/126960063946463929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/126960063946463929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/em-nome-do-prazer-de-errar.html' title='Em nome do prazer de... errar'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-41934142515384977</id><published>2012-01-10T18:59:00.000-08:00</published><updated>2012-01-10T19:29:29.592-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Em boa hora</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;E você chegou com a força do destino.&lt;br /&gt;A maturidade do momento certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo definido pelo vento.&lt;br /&gt;E a conversa da menina de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrindo apenas do que deseja...&lt;br /&gt;Sorrindo mais que antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o tempo.&lt;br /&gt;A nossa idade é mero detalhe, mortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser o primeiro não mudaria nada.&lt;br /&gt;Mas ser o atual faz toda diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não me conte do teu passado...&lt;br /&gt;Do que eu possa invejar de alguém ou lamentar não ter vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nada que me faça fraquejar,&lt;br /&gt;Diante do amor que logo vamos tocar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-41934142515384977?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/41934142515384977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/em-boa-hora.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/41934142515384977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/41934142515384977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/em-boa-hora.html' title='Em boa hora'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-8777841174972091102</id><published>2012-01-04T05:02:00.001-08:00</published><updated>2012-01-15T23:25:40.786-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>"Descomplicando"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quase sempre somos nós quem complicamos as coisas. Quando, mesmo relativamente satisfeitos e felizes com uma situação, nos deixamos levar pela opinião alheia e passamos a exigir mais de nós e dos que nos dividem as felicidades, renegando nossa própria razão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre na obsessão de querermos estar incluídos no meio de &lt;i&gt;"todo mundo"&lt;/i&gt; -ou, pelo menos, da &lt;i&gt;maioria&lt;/i&gt;-, mesmo que não nos paguem as contas, mesmo que suas opiniões possam ser questionáveis e passivas de equívocos. E talvez o pior: sabendo que a aceitação da maioria nem seja tão necessária assim pra gente viver bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Revela-se aí que não basta a nossa vida em si: precisamos da aceitação e do reconhecimento alheio. Ou a felicidade que sentimos perde o valor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aquele que antes estava satisfeito e feliz, ao primeiro olhar diferenciado de alguém, já se sente fora do meio, já abre mão de suas decisões, receioso por ficar mal na roda. Mas ninguém pensa que esses olhares também poderiam ser de surpresa, admiração e de reflexão, inspirando mais alguém pro despertar. É preciso entender que nem todo olhar fora da mesmice é de reprovação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ruim, é que quando nos deixamos levar ao sabor das opiniões externas e nos perdemos, não conseguimos sequer assumir que a culpa é absolutamente nossa. Parece até que alguém nos colocou uma faca no pescoço e nos forçou a seguir o outro caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda na ideia das influências externas, gostamos de nos expor o tempo todo, mas não pensamos no quanto isso nos deixa evidentes e a mercê de todo tipo intromissões e de críticas -essas que nem sempre somos capazes ou podemos evitar. Sem contar que raramente estamos preparados para ouvir tudo o que nos chega. A opinião alheia, além de poder nos revelar a falta de personalidade, pode também nos empurrar ladeira abaixo, num momento mais frágil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não queremos ter nossa privacidade invadida por qualquer um, se não queremos -ou podemos- ouvir qualquer coisa, que passemos a nos reservar mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode não haver um modo genérico de fazer isso. Dá trabalho selecionar quem pode receber uma determinada informação nossa ou não, é claro. Cada um é cada um. Mas se nós realmente estamos conscientes do que somos, é preciso filtrar bem as coisas. Ou, de acordo com o que expomos, poderemos afastar quem gostaríamos de manter por perto, além de trazer pra perto alguns "equivocados" sobre nossa imagem. Lembrando ainda que se fechar pro mundo não é a solução também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem se exponhe sem limites deve sim, estar preparado para ouvir todo tipo de opinião e quase que não tem direito de perder as estribeiras por isso. É o preço que se paga pelo descuido. E não vamos dizer que &lt;i&gt;não era a nossa intenção nos expor tanto a ponto de colher intromissões&lt;/i&gt;...&amp;nbsp;Essa é mais uma incoerência típica de quem não assume suas verdadeiras intenções, que quer estar nos holofotes da evidência, mas que não tem capacidade de suportar a consequente exposição das próprias fraquezas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinceridade? Ser do contra pode até parecer que me virou um hábito, mas não é verdade. Não serei NUNCA contra ideias e opiniões que, após breve reflexão, me sejam coerentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O orgulho é cego por opção, e a cegueira -neste caso- revela a ignorância.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, não é porquê prezo muito aquele que me traz uma ideia, que vou aceitá-la de bate-pronto. Não mesmo! Pode ser até mesmo o Eike Batista ou o &lt;a href="http://www.ame.org.br/biografia_chico_xavier.htm" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;Chico Xavier&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;... Se por vezes eu questiono até Deus -apesar de sempre dar o braço a torcer diante da Sua sabedoria- por que não questionar o ser humano, por mais bem-sucedido que ele seja? Se eu não concordar, vou me dar esse direito e, se preciso for, farei valer meus argumentos. (Não vou nem me aprofundar na questão da &lt;i&gt;claricelispectorização&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;arnaldojabourização&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;chicobuarquerização&lt;/i&gt; das ideias...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ambição do outro em melhorar de vida -pra mim- pode ser ganância. Por que não?&lt;br /&gt;Se na média da razão com o coração eu me encontrar satisfeito -seja com alguém, com alguma coisa ou com a vida em geral- que se foda se o "padrão do mundo" for outro. O que importa é o meu bem estar íntimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque o que tem de gente -que eu conheço- perdendo oportunidades de ter paz, de amar e de ser feliz por dar ouvidos aos outros, não é brincadeira...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O raciocínio é justamente pra gente não ter que viver apenas de concordâncias e conveniências por aí.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-8777841174972091102?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/8777841174972091102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/descomplicando.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8777841174972091102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8777841174972091102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2012/01/descomplicando.html' title='&quot;Descomplicando&quot;'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-8546522011564482208</id><published>2011-12-30T20:25:00.000-08:00</published><updated>2012-01-12T10:42:12.681-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Ainda não aconteceu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso prever todas as horas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prevendo-as, é preciso preparar-se para as mesmas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque na vida tudo tem sua hora. Seja de conquistar ou de perder, alguém ou alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viver sem prever as horas é de uma imprudência infantil e desastrosa, pois, sem preparação, as vitórias não são aproveitadas de forma plena -por vezes, nem são percebidas!- e as perdas parecem muito mais duras de serem admitidas e absorvidas. Sem estar preparado, nada é assimilado, desanimamos e nos rebelamos. A lição se perde pela nossa incapacidade de receber, absorver e compreender o momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E coisa alguma na vida está livre de ter sua hora para ser conquistada ou perdida. Amores, bens materiais, saúde, virtudes, falhas, vícios, tendências... Mas vivemos o tempo inteiro como se fosse possível ter plenos controles sobre o curso da vida, em todas as suas horas. É como se o imprevisto não existisse. Optamos pela imaturidade, pela ilusão, pela fuga, principalmente diante de todos os sinais exemplares que outras vidas nos dão incansavelmente todos os dias. Mas não é incoerente crer no "acaso" e não se preparar pra ele?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;A &lt;i&gt;fórmula secreta&lt;/i&gt;, a preparação para as horas?&lt;br /&gt;A paciência, para esperar o que ainda não aconteceu; a perseverança, para continuar procurando fazer acontecer, enquanto não sabemos se isso é possível; e a resignação, para aceitar o que pode vir ou não a acontecer, sem revolta.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é mais importante pra nós neste exato momento? Qual é nosso maior desejo ainda não realizado até agora? Qual a garantia concreta que temos de não perder ou não conquistar nossos maiores interesses?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas mesmo que o risco seja mínimo, é necessário considerá-lo sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A graça e a desgraça da vida estão aí.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Bom ano novo a todos que passarem por aqui!&lt;br /&gt;Que plantemos tudo o que desejamos colher, pois é só assim que as coisas acontecem.&lt;br /&gt;Quer paz? Plante tolerância e respeito.&lt;br /&gt;Quer saúde? Cuide-se! A saúde não é pra ser consumida com nossos excessos.&lt;br /&gt;Quer amor? Ame apenas, porquê quem ama sob a imposição das condições próprias, não ama. Tem apenas interesse.&lt;br /&gt;E como eu escrevi no &lt;a href="http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/pelo-menos-mude-seus-lamentos.html" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;outro post&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, chega de reclamar sempre das mesmas coisas e de continuar insistindo nelas. Ninguém -&lt;b&gt;nem mesmo aquele que mais te ama&lt;/b&gt;- merece ficar vendo você persistindo nas teimosias e ainda te apoiar indefinidamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-8546522011564482208?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/8546522011564482208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/ainda-nao-aconteceu.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8546522011564482208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8546522011564482208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/ainda-nao-aconteceu.html' title='Ainda não aconteceu'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-3112602581223311255</id><published>2011-12-27T15:33:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T15:35:53.364-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Pelo menos... mude seus lamentos!</title><content type='html'>&lt;div class="mbl notesBlogText clearfix"&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Todo dia, sem cessar, a mesma coisa, as mesmas reclamações... Todo dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os mesmos lamentos de sempre só denunciam que sua inércia e sua incapacidade de mudar as coisas são absolutamente opcionais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Salvo se precisarmos do lamentar constante para esmolar mixarias de atenção...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se  é só assim que você se sente atendido e envolvido, passe a considerar a  possibilidade de que não comoves mais ninguém de forma espontânea.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então,  ou você muda de conduta pra evitar se lamentar inutilmente -a máscara  já caiu- ou... muda de lamento para um novo acomodar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque uma hora, não duvide: todo mundo vai cansar de você.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-3112602581223311255?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/3112602581223311255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/pelo-menos-mude-seus-lamentos.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3112602581223311255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3112602581223311255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/pelo-menos-mude-seus-lamentos.html' title='Pelo menos... mude seus lamentos!'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2531421015501068198</id><published>2011-12-23T07:03:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T17:00:24.760-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>O que anda faltando?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O Natal está aí...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra uns, é tempo de recesso, férias, compras, badalação, bebedeira, comilança... e Jesus, nem pensar!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra outros, é tempo de tristeza, melancolia, deprê, desgosto, incompreensão, solidão, bebedeira, comilança... Reflexão pra entender o que acontece, nem pensar... Pois pode piorar!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a culpa não é do Natal, definitivamente. Essa sensação de mal estar com a proximidade do clima natalino ou com o ambiente, não tem no Natal a sua origem...&lt;br /&gt;A não ser que se tenha passado por alguma situação extremamente traumatizante nessa época, é ignorância acreditar que uma data simbólica, criada para reverenciar o nascimento de Cristo, seja capaz de nos abalar o emocional desse jeito, e de forma tão negativa. Pior: nos fazer pensar que tudo nessa época é apenas hipocrisia e comércio. Sinceramente, só é apenas isso pra quem fica preso à hipocrisia e ao comércio, porque se buscar, vai encontrar por aí muito quem faça do Natal uma data marcante pra alguém. E sem demagogia alguma!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenhamos a santa paciência e ponhamos a mão na consciência! Porque queiramos ou não admitir, compreendendo ou não, é justamente a nossa consciência que nos deixa assim, intranquilos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E vai passar o Natal e virá mais um ano, a sensação de insatisfação será apenas abafada, e mais uma vez nada será resolvido. Nenhuma mudança relevante, nenhum gesto de ação. Só o mesmo lamentar de sempre, em doses constantes, intercalando-nos com momentos onde a distração pra fora da realidade, é confundida com alegria, e encarada como objetivo.&lt;br /&gt;É nessa sensação que a gente se perde e se vicia. Por isso, num momento estamos dizendo&amp;nbsp;nos&amp;nbsp;sentir extremamente felizes e, em outro, pouco tempo depois, já estamos em tristeza, na mesma intensidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que alegria é essa que não dura nada, cacete!? Que fazer?&lt;br /&gt;Aí, voltamos lá na maldita distração e ficamos presos nela até, iludidos, nos viciarmos, perdendo tempo e vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa instabilidade emocional é fruto da nossa falta de compreensão da vida.&lt;br /&gt;É papo babaca da minha parte? Pra alguns, pode ser. Pra quem curte ficar preso às lamentações, nem se fala... Mas a verdade é que estamos muito por fora de nós e não queremos nos inteirar disso. Por conveniência, claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente simplesmente não tem muito no que se sustentar, além das mesmices de sempre: o ego, o dinheiro, a saúde, a beleza, os "amigos", o emprego, o carro, o "amor", os determinados alguéns... São nossas muletas. E quando alguma coisa dessas não se tem ou se perde... fodeu, minha gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode observar a quantidade de pessoas se sentindo infelizes depois de se encontrarem no centro daquilo acreditavam ser a felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanta gente se sentindo frustrada depois de conseguir alcançar o que acreditavam ser seu objetivo de vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanta gente se sentido sem rumo, mesmo focando num ponto considerado bem sólido, segundo seus próprios conceitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanta gente se sentindo vazia enquanto se entope de tudo o que deveria deixar qualquer um farto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanta gente se sentindo inadequada ao mundo, mesmo tendo em mão todos os recursos adequados para que tudo estivesse bem resolvido em suas consciências.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanta gente reclamando das limitações em que vivem, sem perceber que todo cácere é fruto de uma liberdade utilizada sem qualquer senso de responsabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanta gente...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que tudo isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque -incoerentemente- ninguém quer encarar o que vai modificar todas essas sensações ruins. Porque isso implicará modificar -de forma radical- o modo de ver, de ser e de viver suas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não mais excessos, não mais inconsequências, desculpas, descompromissos, irresponsabilidades, mentiras... não mais culparmos terceiros por nossa infelicidade, &amp;nbsp;lamentos, descasos... Já pensou não poder mais jogar a responsabilidade das nossas frustrações pra cima dos outros? Ou ainda, não nos sentirmos mais à vontade quando marcando passo sobre uma mesma escolha errada?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Então, melhor continuar como está"- replica a conveniência, em silênciosa conclusão. Mas é bom lembrar que reclamar é o recurso de quem finge querer se mover. É só por isso que a verdade ainda não serve pra todos. &amp;nbsp;E não é da nossa verdade que falo, pois essa só é absolutamente parcial. Falo da verdade universal, tão grandiosa que é muita das vezes incompreendida: a verdade da consciência... que de tão íntima, a gente QUASE que consegue escondê-la de nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando se fala: espiritualize-se! Tem gente que ri e tem quem pense em misticismo, em coisas sobrenaturais, em barganhas ditas espiritualistas, mas de cunho absolutamente material... Uns, vêem apenas charlatães e enganados, outros, vêem só os monges, os sacerdotes, anjos e santos. No fundo até sabem que a espiritualização está ao alcance de todos, mas engolir esse orgulho prazeroso, junto da vaidade conveniente, e deixar a covardia de lado... é osso duro de roer. É cômodo não saber mais, porquê isso exige-nos mais responsabilidades. Tem que ter personalidade para sustentar a banca diante da mesmice do mundo. E discernimento, porquê nele contém uma dose de humildade importante pra pensar com equilíbrio e imparcialidade. Sem discernimento, o conhecimento que nos chega pode ser mal interpretado, mal compreendido e, por fim, mal utilizado. E aí tudo vai por água abaixo, na primeira dúvida sobre como proceder...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A espiritualização nada mais é que a ampliação do (auto)conhecimento. É perceber ainda que o que não nos fere os sentidos pode até não ser de todo compreendido, mas nem por isso não significa que não existe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repetitivo, chato, clichê... é, sou eu mais vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Feliz Natal... se a nossa consciência deixar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2531421015501068198?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2531421015501068198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/o-que-anda-faltando.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2531421015501068198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2531421015501068198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/o-que-anda-faltando.html' title='O que anda faltando?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2752977169541267126</id><published>2011-12-21T11:42:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T16:53:28.902-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>"Um dia você ainda vai se lembrar de mim..."</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Posso arriscar e afirmar que todo mundo um dia já desejou isso ardentemente. Nem que tenha sido fazendo parte de uma &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=14593041" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;comunidade do Orkut&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; com essa ideia!&amp;nbsp;E quem disser que não... Ainda não viveu o suficiente pra chegar a esse ponto.&amp;nbsp;Tudo bem, não precisamos assumir publicamente. Não precisamos ir lá naquele velho perfil nos desligar dela... Fiquemos tranquilos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas lá nas entranhas da nossa intimidade... que já desejamos, já. E pode crer que isso persiste até hoje. É só abrir uma brecha que o desejo se apresenta. Fora que ainda corremos o risco de desejar novamente... por outra pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao mundo, dizemos que aquela pessoa "não nos interessa mais", que "não nos importa de forma alguma". E justo ela, que tanto nos trouxe pesar ao vê-la seguir sua vida sem nós!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas se ficou realmente pra trás, por que ainda desejamos vê-la reconhecer algum dia o nosso valor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que é incoerente, caramba! Se nos importa o seu reconhecimento, ela também nos importa. É simples.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque pra nós -os desvalorizados em questão-, aquela pessoa reconhecer finalmente o nosso valor é muito mais que vê-la despertar pro certo (?)...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisamos acreditar que ela, nessa atitude, sinta-se arrependida até o lamentar mais profundo do ser, pelas escolhas equivocadas que tomou. Porque nós éramos a escolha certa (?²)...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falando sério, tem um gostinho de vingança desejada, enrustida nessa história, assumida ou não. E o pior é que isso aparenta nos tranquilizar a alma... Aparenta, apenas. No fundo, o que nos apraz mesmo é imaginar que algum dia poderemos ver o outro quebrar a cara e sofrer o mesmo sofrimento que nos proporcionou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinal de que nada foi realmente resolvido e que tudo foi apenas disfarçado de superação, para enganar o mundo e a nós. É ou não é?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque convenhamos, só quem nós é importante é que nunca poderá ser esquecido e substituído. Caso contrário, estaria enterrado. Todo mundo sabe que sentimento morto não volta à vida. Pelo menos nessa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E outra coisa que não me quer calar: por mais convictos que sejamos -ou melhor, que aparentemos ser- , SEMPRE precisaremos do reconhecimento alheio para nos sentirmos realmente certos. Porque por nós mesmos, as resoluções sempre ficam meio mutáveis. Nós não ouvimos nossa consciência com clareza porquê a nossa vaidade quase sempre fala mais alto. É por isso que tantas vezes continuamos fazendo errado. Pra continuarmos juntos dos nossos que, como nós, seguem errando. O lance é "fazer parte do coletivo". O risco da rejeição faz muita gente abrir mão da própria liberdade, da personalidade, da decisão, da mudança e do bem. Todo mundo só quer ficar evidente se tiver a aceitação da maioria, fora isso, mesmo que sabendo-nos com a razão, é totalmente dispensável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, mesmo que convictos de nossas certezas, se o mundo que nos faz relevantes nos questionar... é bem capaz da gente cambalear, se questionar também e mudar tudo por falta de coragem. Somos mesmo covardes e temos uma necessidade permanente de aceitação para nos sentirmos seguros. A autoafirmação que sempre nos faz mover em direções duvidosas é a prova mais incontestável da nossa fragilidade moral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já viu a volta que foi dada aqui só pra descobrir porquê a gente quer que o outro -aquele que &lt;i&gt;"não nos importa mais"&lt;/i&gt;- perceba algum dia o que perdeu não estando ao nosso lado?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dureza...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2752977169541267126?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2752977169541267126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/um-dia-voce-ainda-vai-se-lembrar-de-mim.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2752977169541267126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2752977169541267126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/um-dia-voce-ainda-vai-se-lembrar-de-mim.html' title='&quot;Um dia você ainda vai se lembrar de mim...&quot;'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2633603418916206993</id><published>2011-12-20T08:37:00.000-08:00</published><updated>2011-12-20T15:07:57.642-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Iludir-se é mastigar abelhas em busca de mel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Continuaram a acariciar-se sem desejo e atormentando-se com as súplicas e as recordações.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Saborearam a amargura de uma despedida que pressentiam, mas que ainda podiam confundir com uma reconciliação."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Rubem Alves)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa capacidade de fugir da realidade e abraçar a ilusão é impressionante!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ilusão, por vezes, nos parece a salvação, o livramento da realidade dura. Porque a realidade é a nossa verdade mais seca, mais áspera e por isso, nos desgasta, sem alimentar a vaidade. A ilusão é todo engano, toda mentira. E falando a verdade? Quase sempre nasce em nós mesmos. Mentira que preferimos cultivar, porquê a princípio dói menos. E dói menos porquê nos dopa na hora em que o coração se inflama, e sustenta o efeito enquanto quisermos nos iludir. É como o inseto que nos espeta trazendo, à ponta do ferrão, o anestésico que vai ocultar sua intenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantos silêncios nos dizem claramente &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; e nós preferimos os interpretar como &lt;i&gt;sim&lt;/i&gt;, tal o grau de ilusão em que nos encontramos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela razão, é lógico que a verdade mais sincera doa menos que a mentira mais deslavada. Mas sempre haverá aquele que deseja viver uma ilusão, mesmo que as lágrimas do despertar estejam previstas e reservadas desde antes do primeiro passo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem dúvida que é por isso que marcamos tanto passo, na tentativa de fugir ou adiar o fim, na esperança de tudo mudar e de encontrar, no meio do caminho, uma realidade tão doce quanto a ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Amar é ter um pássaro pousado no dedo.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;a qualquer momento, ele pode voar."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Rubem Alves)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2633603418916206993?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2633603418916206993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/iludir-se-e-mastigar-abelhas-em-busca.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2633603418916206993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2633603418916206993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/iludir-se-e-mastigar-abelhas-em-busca.html' title='Iludir-se é mastigar abelhas em busca de mel'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-4020326093404665134</id><published>2011-12-17T20:11:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T05:48:51.410-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Nos vencemos... juntos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Passei um dia com meu velho pai. Perdido, num sítio lá no meio de Nova Iguaçu, uns 60km daqui de casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Colhemos manga,&amp;nbsp;coco&amp;nbsp;verde, banana, jambo, acerola, caju... ceifamos o matagal, consertamos a cerca, "visitamos" as covas de aipim, as touceiras de cana, os pés de jaca, de tangerina e de limão galego. Mas o melhor mesmo aconteceu depois:&amp;nbsp; passamos horas conversando sobre a vida, nossas dores, nossos aprendizados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso pode parecer besteira pra muita gente, mas pra nós, isso é uma puta duma fantástica e magistral vitória, tamanho são os obstáculos ultrapassados quando isso nos acontece. Sabemos nós dois, mais que qualquer um, o quanto somos diferentes, o quanto viemos aprender um com o outro e aparar nossas arestas nessa vida. Somos extremamente orgulhosos, na parte mais negativa do sentido. E por conta dessa diferença, já nos desrespeitamos muito mesmo, vergonhosamente. Quando eu cedia, ele invadia, quando ele cobrava, eu devia...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por muito tempo fomos levando nossa relação assim, de maneira insuportável, sem qualquer sinal de salvação entre nós. Sofremos demais... e por nada. Porque com o tempo, todo aquele orgulho desgastante pra provar quem estava certo ou errado, provou-se inútil. Perto das nossas necessidades de pai e filho, de força e fragilidade, de capacidade e dúvida, tudo isso perde o valor. Ele tem o que eu preciso, e vice e versa. O amor é sempre muito maior que qualquer rixa imatura, que qualquer melindre babaca. Basta a gente querer que assim seja. E o melhor é que nós queremos isso, ele e eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só não supera diferenças, rancores e mágoas quem não quer. Porque ainda há prazer em ruminá-las, em cultivá-las até que se tornem úlceras, para que possamos culpar o outro&amp;nbsp;interinamente,&amp;nbsp;por uma (ir)responsabilidade conjunta. Quando queremos, atingimos a incondicionalidade para amar, como fazem praticamente todas as mães com seus amados filhos. Porque de mágico, isso nada tem. É só o amor agindo. Por mais que seja explicável essa maior capacidade da maternidade -pela maior aptidão&amp;nbsp;feminina&amp;nbsp;&amp;nbsp;junto à emoção-, o amor está ao alcance de todos e assim, todos podemos desenvolvê-lo ao máximo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se fosse há uns dez anos atrás, eu jamais poderia imaginar passar um dia assim com meu velho. Mas o tempo nos fez cicatrizar as feridas, a distância nos fez reconsiderar necessidades e a razão nos livrou (parcialmente) da cegueira do&amp;nbsp;orgulho. A solidão em que ele vive hoje o fez repensar muita coisa. As minhas quedas -maiores que as dele-, me fizeram parar de julgá-lo e de condená-lo. Pagamos os preços devidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que ainda erramos! Ainda somos muito teimosos e duros na queda... Mas já percebemos que o desgaste que temos ao tentar fazer prevalecer nossas diferenças, não vale nada. Melhor silenciar, deixar pra lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, imagine! Conversamos! Isto é: falamos e ouvimos um ao outro, com atenção e respeito. Lembro do quanto eu ficava irritado quando ele começava a falar da religião dele, demonstrava seus preconceitos, seu fanatismo... Hoje eu tive um prazer indescritível ao perceber que nada daquilo me incomodava. Ainda me arrisquei no meio, sem qualquer intenção de polemizar e chocar. (Eu não me perdoaria por estragar aquele momento tão esperado, tão nosso.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebi também que a discussão respeitosa não significou concordância absoluta, comum. Mas e daí a concordância se o que nos envolvia era a admiração, o carinho e o respeito? Desatamos os nós e firmamos os laços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a graça da descoberta foi justamente perceber que não é preciso utilizar a violência para mostrar que não se concorda com uma ideia. O silêncio do respeito sincero pode sim, definir a paz, além de revelar ambos os lados como vencedores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixamos tudo aquilo, aquela dor pra trás. Passou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem diria que algum dia, eu voltaria a dizer que amo meu pai com tanta força...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sensação é que, se algum de nós partisse hoje, só nos lamentaríamos de saudade. Pois por não nos termos dito o que sempre desejamos dizer de bom, não haveria lamento algum. Mais que palavras, nos demonstramos amor sincero, conquistado com garra. E tivemos a certeza de que não o perderíamos mais de vista.&lt;br /&gt;Como é bom (re)aprender a amar de verdade, não importando por quais condições isso se dê. Se de repente ficássemos esperando um modo mais conveniente para um ou para outro amar, essa dia absolutamente jamais teria acontecido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-4020326093404665134?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/4020326093404665134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/nos-vencemos-juntos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4020326093404665134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4020326093404665134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/nos-vencemos-juntos.html' title='Nos vencemos... juntos'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-9009703813997642730</id><published>2011-12-15T08:45:00.000-08:00</published><updated>2011-12-15T08:50:18.829-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Deve ser o "acaso"...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagine um dinheiro encontrado num saquinho perdido dentro de uma gaveta de raro acesso. Não é tão estranho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perder dinheiro pode até ser comum. Mas esquecer que o perdemos e não perceber? Isso é estranho. Salvo se o tivermos tanto que as mixarias percam seu valor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, imagine que esse dinheiro foi encontrado &amp;nbsp;e que ninguém se lembra de ter sentido falta pela perda de qualquer quantia mínima que fosse. Estranho também...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagine ainda que o valor não é tão irrelevante assim para ser esquecido com facilidade. Muito estranho, não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pra fechar, imagine que esse valor vai servir para dar conta de uma emergência que surgiu ontem e a qual parecia só ter solução ou com a chegada do fim do mês ou com algum "milagre"? E aí? Estranhíssimo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas quer saber? Graças! O problema enfim será resolvido. E esse dinheiro -que não apareceu à toa- servirá com muita utilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora... acaso é o caramba!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-9009703813997642730?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/9009703813997642730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/deve-ser-o-acaso.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/9009703813997642730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/9009703813997642730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/deve-ser-o-acaso.html' title='Deve ser o &quot;acaso&quot;...'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-4046669439912441251</id><published>2011-12-14T09:58:00.000-08:00</published><updated>2011-12-15T02:57:01.596-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises de Músicas'/><title type='text'>Rewriting</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um tanto engraçado este sentimento que me toma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não sou o tipo de pessoa que consegue esconder facilmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho dinheiro, mas se eu tivesse, garota...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Compraria uma grande casa onde seu mundo e eu poderíamos viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu fosse um artista consagrado, mas não sou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou qualquer outra coisa que valesse sua atenção...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei que não é muito, porém é o melhor que posso fazer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu presente é uma canção... e esta é para você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E você poderá contar para todo o mundo que esta é sua canção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certo que ela é bastante simples, mas agora que está pronta...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu espero&amp;nbsp;-espero mesmo!-&amp;nbsp;que você não se importe que eu tenha colocado em palavras&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me sentei num quanto qualquer, estando só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem... algumas partes me colocaram em uma encruzilhada... não são rimadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas sua lembrança era sempre adorável enquanto eu escrevia esta canção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É para pessoas como você, que me fazem sentir vivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então perdoe-me se eu esquecer, mas sou assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perceba que esqueci, se são mel ou castanhos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer maneira, o que eu realmente quero dizer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que seus olhos são os mais doces que já vi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;E você poderá contar para todo o mundo que esta é sua canção.&lt;br /&gt;Certo que ela é bastante simples, mas agora que está pronta...&lt;br /&gt;Eu espero&amp;nbsp;-espero mesmo!-&amp;nbsp;que você não se importe que eu tenha colocado em palavras&lt;br /&gt;Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Miserável versão da belíssima canção &lt;i&gt;Your Song&lt;/i&gt; de Sir&amp;nbsp;&lt;i&gt;Elton Jhon&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De preferência, pra ser lida enquanto se houve a original... para enganar o cérebro.&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/mTa8U0Wa0q8?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-4046669439912441251?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/4046669439912441251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/rewriting.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4046669439912441251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4046669439912441251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/rewriting.html' title='Rewriting'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/mTa8U0Wa0q8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2677214804295795012</id><published>2011-12-13T10:22:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T12:54:39.327-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Férias!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preciso de férias... de mim. Nem eu estou me aguentando ultimamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem correr tem me ajudado a eliminar o stress. Ontem, corri o dobro do que costumo e não senti qualquer alívio depois. Isso é incomum. Nem o prazer da endorfina tem me satisfeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ando chato pra dédéu. Tanto que está todo mundo fugindo de mim. Até eu. Só sou legal quando durmo. Mas tenho uns sonhos estranhos... Devo estar indo atrás, durante o sono, a encher o pessoal que não encontrei durante o dia. E não adianta ninguém dizer que isso não é verdade, porquê o semancol está apitando o nível de alerta vermelho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem tempo que isso não acontecia com tanta intensidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei que as coisas não andam fáceis, mas já foram bem mais intensas e nem por isso cheguei a afastar as pessoas de perto. Sempre lutei pra manter a vibração positiva em alta, mas agora o negócio está estranho...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que passei muito tempo acreditando que dava pra segurar todas as pontas com o pé embaixo, mas isso agora parece que está se desfazendo sem alternativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há sinal de desespero, mas confesso que preciso de uma mão amiga pra segurar, pra calar minha boca e me ajudar a equilibrar os passos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou não sobrará ninguém nas cercanias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tinha a pretensão de ser o porto seguro dos meus amados, mas não tenho tido sucesso. Vejo que eles acreditavam nisso e é por isso que parecem agora meio desorientados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo o que faço ultimamente é pressionar e exigir adequações imediatas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que eu posso fazer é contar com as forças superiores e esperar essa maré passar. Porque apesar de tudo, eu sei que sempre passa. Mesmo só, ela passa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me desculpem todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2677214804295795012?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2677214804295795012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/ferias.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2677214804295795012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2677214804295795012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/ferias.html' title='Férias!'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2826137275815237594</id><published>2011-12-12T23:03:00.000-08:00</published><updated>2011-12-15T02:42:58.436-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Um ditador disfarçado de bom-moço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse espaço aqui é pessoal. Sempre disse. Na descrição do que isso significa, explico que é onde desabafo minhas angústias, descrevo o que sinto e exercito minhas ideias. Já venci alguns preconceitos aqui e descobri o que preciso fazer para combater outros. Assim sendo, sempre estou errando, me contradizendo, mas também estou ao mesmo tempo tentando corrigir o que saiu de errado, buscando a coerência e pedindo perdão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando me sinto o dono da verdade, esqueço que ela é relativa apenas a mim e às coisas que me cercam. E o despertar disso sempre ocorre, mais cedo ou mais tarde. Às vezes, escrevo com tamanho afinco, imponho tanta força nas palavras que tudo ultrapassa a ideia inicial de esclarecer-me. Vira uma indireta pros que me incomodam de algum jeito. Só faço com o devido cuidado pra parecer que isso "saiu do nada", que não lhes é específico. Isso é sordidez. Só que depois, com a poeira mais baixa, observo que na verdade queria era impor minha ditadura. E mesmo que aparentando questionável suavidade, ditadura é sempre ditadura. É sempre opressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso aqui era pra ser apenas um rascunho pessoal, mas basta algo não me soar bem lá fora que o bloco de notas se transforma num dedo opressor, num apontador de "erros" alheios. "Erros" porquê não estão a meu favor. E aí, impera a minha inassumida vontade de dominar o verdadeiro leme do meu mundo: as pessoas que me cercam. Falta o meu respeito ao tempo delas, às suas personalidades, aos seus gostos e às suas convicções. A minha incompreensão não justifica a minha agressão. Reclamo tanto que &lt;i&gt;o mundo não compreende&lt;/i&gt; , que &lt;i&gt;o mundo agride&lt;/i&gt;, que &lt;i&gt;o mundo não tolera&lt;/i&gt;... e eu faço isso sempre, e sem perceber ou achar errado. Quer dizer que eu posso, né? Mas o mundo não!...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas depois que a guerra é declarada, não dá nem pra dizer que &lt;i&gt;não foi bem o que eu queria dizer&lt;/i&gt;, pois que sempre faço questão de ser claro nas pretensiosas descrições do que sinto. E por serem coisas quase sempre de momento, não deveriam sequer sair de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Várias vezes já, me pego correndo atrasado, atrás do meu ímpeto de ser sincero. Porque eu acho que sendo virilmente sincero comigo, não apenas posso como devo ser com todos. E isso resulta no &lt;i&gt;não-respeitar&lt;/i&gt;, no &lt;i&gt;não-tolerar&lt;/i&gt;, no &lt;i&gt;não-compreender&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho errado muito por esse caminho. E só quando sob risco de perda é que a clareza das ideias se apresenta. (Isso quando já não perdi o que tinha como certo.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não posso continuar precisando perder importâncias para ter noção de limite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então é o seguinte: a quem eu não posso pedir desculpas pessoalmente, peço aqui. Aqui é fácil fazer isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E lá fora, mesmo que a oportunidade não surja pra pedir-lhes, vou tentar construí-la. É um compromisso assumido. Disposição eu tenho.&lt;br /&gt;E outra coisa: garanto que vou aumentar a vigilância pra isso não ocorrer mais. Seja aqui ou lá.&lt;br /&gt;Aqui, porquê sei com precisão cirúrgica que as palavras podem nos tocar tanto que há risco de nos ferir. Depende apenas de qual a intenção as impulsionam. Sejam elas expostas pela escrita fria ou pela voz embargada de emoção.&lt;br /&gt;Acho que pior que ter vergonha de assumir os erros é ser covarde ao fugir dos que foram cometidos. Se tiver que correr atrás de alguém pra provar que estou reconhecendo que errei, eu corro mesmo. Comecei tentado fazer isso tem pouco tempo. E fora que é assim que se vence o orgulho.&lt;br /&gt;Aqui é assim: uma hora estou botando banca de maioral, dono da verdade, crente que sou o cara. Noutra, estou voltando cabisbaixo, com o rabo entre as pernas e dando o braço a torcer. Que seja!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2826137275815237594?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2826137275815237594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/um-ditador-disfarcado-de-bom-moco.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2826137275815237594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2826137275815237594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/um-ditador-disfarcado-de-bom-moco.html' title='Um ditador disfarçado de bom-moço'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2014437060115814130</id><published>2011-12-11T19:26:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T10:39:26.265-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Eu sei... mas não resolve</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Estava na desalegria&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Vagando pela cidade&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E o mormaço da saudade&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Me pegou ao meio-dia&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Chega dava uma agonia&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O calor e a solidão&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Queimavam meu coração&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Mais eu não esmorecia&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Cai em mim&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Chuva que lhe quero bem&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Cai em mim&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Chuva que quer me molhar(...)"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Num Trovejo de Vontade. De Geraldo Júnior, Terreirada Cearense)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi ao som desta música que hoje me peguei triste, mas num sentido totalmente diferente do da música, que fala da solidão de um coração queimando de saudade. A minha tristeza hoje veio da solidão sim, mas daquela que diz respeito à uma luta solitária pra tentar reanimar alguém que esmorece sem esperança. Caiu-me redonda a melodia tristonha desse xote...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um impacto forte quando se percebe que nada do que você aprendeu serve de consolo e esperança para alguém que lhe importe muito. É uma sensação de impotência, de incapacidade, de imobilidade... Nem sei medir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim. Não existe garantia alguma de que nada daquilo que te sirva de estopim para compreender as coisas da vida, sirva também para outra pessoa. Por mais que se tente explicar e mostrar, não depende de nós plantar a convicção que temos, na cabeça do outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até aí, nada demais. Mas o complicado é ver sofrer quem você ama de verdade, e que sofre porquê falta a confiança de ter uma fé que seja baseada na razão, na combinação do raciocínio e da emoção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As religiões tradicionais puramente não nos dão base para compreender a justiça. Só a filosofia também não resolve. E como consolar quem se encontra diante da dor, se este não tem um suporte mais firme para se apoiar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei que a responsabilidade não é minha. Ela é de quem não se permite buscar o que está além dos próprios sentidos. Mas isso não nos serve de consolação. Porque este mesmo, considerado irresponsável por não querer buscar é, ao mesmo tempo, aquele que se ama, que se quer o bem e a felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aí, você vê a dor cercando seu amor... Você vê o pavor do fim próximo em seus olhos. Vê até mesmo que há uma saída, que há uma consolação, que há justiça em tudo o que ocorre... mas aqueles olhos não vêem nada além do desespero pelo desconhecido e pelo nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É nessas horas que vejo o quanto estamos defasados diante da grandiosidade da vida. Quantos estão apagados de fé por um orgulho besta, inútil, que só nos torna cada vez mais fatalistas diante das dificuldades. E outros tantos não entendem que, muito mais que corpos em movimento, somos essências inteligentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A dor, quando inevitável, deveria ser a energia das transformações positivas, e o ceticismo, a alavanca da busca pela verdade. Mas não. Tudo isso só tem parecido servir pra afundar os descrentes, porque não se compreende que a consolação está muito além dos parâmetros limitados do acaso, da casualidade. As consequências da vida não são um jogar dados, um sorteio de fatalidades. Mas como tem gente vivendo sob essa sombra...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando me deparo com essas pessoas amadas e fechadas, confirmo aquela história de que nem sempre saber o que dizer pode ser útil. Porque não depende mais de nós (querer ou poder) compreender nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2014437060115814130?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2014437060115814130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/eu-sei-mas-nao-resolve.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2014437060115814130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2014437060115814130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/eu-sei-mas-nao-resolve.html' title='Eu sei... mas não resolve'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-9189194032219681599</id><published>2011-12-10T00:03:00.000-08:00</published><updated>2011-12-18T04:10:20.290-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Poder de (in)decisão - Postagem Apagada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apaguei sim.&lt;br /&gt;Por arrependimento de estar tão passional e instável quando a escrevi.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-9189194032219681599?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/9189194032219681599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/poder-de-indecisao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/9189194032219681599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/9189194032219681599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/poder-de-indecisao.html' title='Poder de (in)decisão - Postagem Apagada'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-314716221951010284</id><published>2011-12-09T16:14:00.000-08:00</published><updated>2011-12-09T16:16:22.857-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Muita calma nessa hora...</title><content type='html'>&lt;embed allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" height="250" src="http://www.4shared.com/embed/99481035/93371573" width="420"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor parar ou vão perceber que estou realmente ficando louco.&lt;br /&gt;(Coisa que sempre disfarcei com maestria.)&lt;br /&gt;Melhor deixar a flor respirar...&lt;br /&gt;Mesmo que isto signifique não sentir mais seu perfume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paciência é o remédio pra esse caso complexo...&lt;br /&gt;E enquanto isso, é bom ouvir muito Chico Buarque... pra sossegar esse ímpeto assustador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Você vai me seguir aonde quer que eu vá.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Você vai me servir, você vai se curvar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Você vai resistir, mas vai se acostumar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Você vai me agredir, você vai me adorar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Você vai me sorrir, você vai se enfeitar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E vem me seduzir,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Me possuir, me infernizar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Você vai me trair, você vem me beijar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Você vai me cegar e eu vou consentir.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Você vai conseguir enfim me apunhalar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Você vai me velar, chorar, vai me cobrir,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;e me ninar.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-314716221951010284?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/314716221951010284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/muita-calma-nessa-hora.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/314716221951010284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/314716221951010284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/muita-calma-nessa-hora.html' title='Muita calma nessa hora...'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-8072335261854146803</id><published>2011-12-08T18:13:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T21:43:05.712-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Mais que de palavras apenas...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou muito de conversas, de muito ouvir, de muito aprender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois mesmo que apenas aparente a passividade, tudo isso pode ser o princípio da ação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas até mesmo as palavras se acabam quando sem novos fatos acrescentados, sem novas notícias, sem novas descobertas e conheceres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já as conversas, para assim serem reconhecidas, precisam de ao menos duas pessoas a se dedicarem entre si. Eis as conversas essenciais...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o ouvir, este necessita pelo menos de outro alguém que fale, pra também existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por algum tempo sem nada trocar, o coração esfria e se afasta. Corre o risco de não querer retornar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As palavras me definem as ideias, que definem minhas intenções, que me definem os sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E só após o conhecer, é que as melhores ações tendem a acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-8072335261854146803?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/8072335261854146803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/mais-que-de-palavras-apenas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8072335261854146803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8072335261854146803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/mais-que-de-palavras-apenas.html' title='Mais que de palavras apenas...'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-890991668289462803</id><published>2011-12-06T10:25:00.000-08:00</published><updated>2011-12-20T15:16:56.321-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>A Terapia do Doce</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No domingo seguinte em que minha avó materna faleceu, em 2003, tomei a decisão de visitar a casa de meu avô. Não tinha muito o que fazer. O sepultamento havia acontecido dias antes e eu estava lá para encontrar e também levar algum conforto. É um momento de fortalecimento, da consolação através da proximidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não sabia bem como lidar com aquilo, apesar de já ter lá meus 25, 26 anos na época. Até então, ninguém tão próximo do meu convívio havia partido e tive de aprender naquela hora, a dizer as palavras certas, a parecer ser forte sem ser frio, a tentar suturar de alguma forma aquela ferida coletiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem conseguir fazer planos de como me portar naquele dia, fui indo. Imaginava apenas a dureza que seria ver aquelas fisionomias tristes. Minha avó morava com meu avô e uma tia. Sem dúvida, havia um buraco, uma ausência física, um silêncio triste, pois faltava alguém importante por ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sem qualquer idéia do que encontraria dali alguns minutos mais, percebia, passo pós passo, o endereço se aproximando. Foi quando olhei de relance para o balcão de doces de uma padaria próxima. Os doces, de bela aparência, davam a entender que também estavam frescos e saborosos. Pensei comigo:&lt;i&gt; "Como seria bom um doce desses agora..."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se eu achava aquilo, havia o risco de mais alguém na mesma situação, também achar. Resolvido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedi uns dez pra viagem. Olho de sogra, brigadeiro, quindim, bomba, mil-folhas...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Dois de cada, por favor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O balconista parecia advinhar o meu momento, pois embrulhou-os com um capricho tão grande que me emocionou por dentro. Mereceu a gorjeta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltei à caminhada com o embrulho numa sacola plástica e cheguei ao portão da casa de meu avô. O momento estava ali. Enchi o peito, respirei fundo e entrei pela escadinha. Abri a porta e encontrei os dois na sala, sentados, em silêncio revelador. Os olhares na realidade eram ainda mais duros que os imaginados. As lágrimas haviam secado, mas a dor permanecia intacta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro do possível, cumprimentei-os como de costume. Agora, com certo pesar, mas tentando manter acesa a segurança de quem acredita que a vida segue seu rumo. Segurança de que os fins são apenas estados temporários. (E olha que naquele tempo eu nem tinha tanta certeza disso quanto tenho hoje...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os abraços e os beijos foram distribuídos com mais intensidade e junto deles, pensamentos desejosos de confiança diluídos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coloquei a sacola sobre um móvel e me pus a abrir o embrulho de dentro. Minha tia ficou curiosa:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-O que você trouxe aí?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem qualquer planejamento, saiu o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Doces... pra adoçar a vida!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não é que funcionou? Vi um brilho nos olhos deles... Parecia a alegria tentando ressurgir debaixo de todo aquele instante de um sofrimento que, de tão próximo, quase dava pra tocar.&lt;br /&gt;Vi um tímido sorriso em ambos e meu velho avô vencendo a dor. E ele raramente dá o braço a torcer:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-"Adoçar a vida"... Só você mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E desde então, sempre que a coisa aperta, sempre que sei que o momento vai ser duro, busco os doces pra amenizar o ambiente. Uma caixa de bombons que seja. E, pro meu alívio, sempre funciona. Porquê nem sempre sei o que dizer e, quando sei, nem sempre serve pra todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Têm alguns meses e um amigo dos tempos de escola se foi. Trinta e cinco anos, de infarto fulminante. Nessa idade, não há salvação. Fumante e sedentário até o talo. Morreu com a filha de seis anos no colo, no sofá. Um era a paixão do outro, mas o egoísmo dele não o deixou ver os riscos que corria. Até porque, por pior que se viva, quem vai temer a morte aos 35 anos? Mas aconteceu e não foi com o vizinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já estou (meio) acostumado a ser chamado pra esses "programas". "O bicho pegou? Chame ele", "Alguém está indo pro hospital sozinho? Liga pra ele que ele vai junto", "Passou mal? Dá pra trazer o aparelho de pressão?". Não que eu goste ou desgoste. Não que eu faça de absoluta boa vontade, confesso. Ainda não estou nesse estágio. Mas é que se eu puder fazer e não fizer... Hum... só posso dizer que é complicado.... Um dia, quem sabe eu melhore isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso desse amigo, não pude ir ao velório mas, no dia seguinte, sua esposa insistiu muito para que os amigos mais chegados aparecessem em casa. Nessas horas, os amigos fazem a falta não parecer tão grande quanto é. Alivia a saudade no momento mais recente da ausência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por via das constatações, resolvi passar no supermercado e, mesmo sem poder, comprei um pouco de doces com embalagens bem coloridas, daqueles que todo mundo gosta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei trazendo o mesmo olhar dos já presentes. O olhar de quem, apesar dos pesares, deseja que tudo passe logo, que o tempo ofereça o quanto antes sua ação cicatrizante. Nos olhos da jovem esposa, a lágrima contida e o olhar sem poder se fixar muito no ambiente. Tudo era o retrato da recordação de quem, até poucos dias atrás, ainda estava ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a pequena filha não parecia nada bem. Febril e sempre angustiada, perguntava do pai o tempo todo. Certamente que não entendia bem o que tinha acontecido, mas &amp;nbsp;testemunhou a crise dele e viu toda a correria que se deu depois. O desespero da mãe, a chegada dos socorristas, a ambulância... A cabecinha dela estava a mil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chamei-a com carinho, num canto da sala:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Lu... trouxe um negócio pra você...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A baixinha levantou o olhar na minha direção e mesmo chorosa perguntou o que era. A mãe, vendo o embrulho de doces, contruibuiu com um sutil ar de alegria:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Ih, Lu... olha só o que o tio Flávio trouxe pra você, meu amor...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um sorrisinho leve se abriu na baixinha que veio correndo olhar curiosa dentro da minha bolsa. E quando o pacote saiu e se abriu, vi mais uma vez aquele brilho lá dos olhos do meu avô e da minha tia.&lt;br /&gt;Quando tudo parece sem cor e sem luz é preciso adoçar a vida...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E novamente deu certo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então é isso: quando o amargor da dor aparecer num desses momentos mais críticos, espere um pouco a poeira baixar e leve o silêncio, o carinho e um doce qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso, todo mundo pode fazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-890991668289462803?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/890991668289462803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/terapia-do-doce.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/890991668289462803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/890991668289462803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/12/terapia-do-doce.html' title='A Terapia do Doce'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-7296069660560534440</id><published>2011-11-30T15:42:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T15:55:24.118-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Portas nunca faltaram e nem nunca faltarão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desejaria agora ser livre de todas as sombras que ficaram pra trás só no tempo. Como seria bom começar nova caminhada sem o receio de olhar pelo retrovisor, sem medo de ver o que passou apenas porquê o tempo anda sem parar, sem ter que abrir um dia o baú e mostrar tudo aquilo de estranho que não me persegue, mas que eu ainda faço questão de trazer. Sem essa espécie de maldição por indicação própria, sabe?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria só seguir em frente e nada mais me seria preocupação. Seria viver sem o risco de um cobrador me bater à porta a qualquer momento e levar a única coisa de valor que eu tenha no momento. Porque a sensação é essa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas me pergunto também se eu estaria buscando o que tento ser hoje, com todas as coisas que sei de mim agora -e que continuo descobrindo-, com toda essa disposição sincera de nunca mais querer errar daquele jeito... Será que eu teria essa noção toda, esse desejo tão firme? Porque agora eu consigo ser sincero comigo como nunca fui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certamente que não. Eu não estaria buscando nada além da superfície.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez, o sentido da maldição seja esse mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fingir que se consegue seguir despreocupado, mas sem deixar de olhar pra trás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ficar satisfeito fazendo feliz alguém que se disponha em receber a doação.&lt;br /&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de não me permitir mais novas oportunidades por tanto tempo, estou indo abrir uma porta...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-7296069660560534440?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/7296069660560534440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/portas-nunca-faltaram-nem-nunca.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7296069660560534440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7296069660560534440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/portas-nunca-faltaram-nem-nunca.html' title='Portas nunca faltaram e nem nunca faltarão'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-7577113064255059522</id><published>2011-11-29T18:02:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T15:32:50.848-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Os ricos momentos de um Zé Ninguém</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se existem dias em que estariam terminantemente proibidas todas as ações que&amp;nbsp;certamente tornariam vítimas os envolvidos nas mesmas, existem também aqueles&amp;nbsp;outros em que o mais certo a fazer é construir alguma ação que valha a vida. Porque&amp;nbsp;se não for assim, a gente fica louco pensando no "se": se fizer, se não fizer, se der&amp;nbsp;certo, se não der certo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E na véspera desse dia, a decisão já estava tomada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem pouco tempo que aprendi:&amp;nbsp;"Não importa o tamanho da tempestade... tente permanecer calmo."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só assim pra perceber se há onde se proteger, pra que lado se dirigir, se há quem&amp;nbsp;possa te ajudar- mesmo que esse alguém não saiba que está te ajudando. Porque na&amp;nbsp;maioria dos furacões em que a gente se mete, temos o costume de nos entregar ao&amp;nbsp;desespero por "motivos de força maior" e aí, nada mais se ouve ou se percebe. O&amp;nbsp;desequilíbrio toma conta mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode parecer estranho o que vou dizer, mas o silêncio tem suas vozes. E o desespero&amp;nbsp;e a tensão nos&amp;nbsp;bloqueiam&amp;nbsp;para&amp;nbsp;ouví-las. Nos limitam os sentidos, o instinto e,&amp;nbsp;obviamente, o raciocínio lógico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois que então, o dia e a noite haviam sido sinceramente tensos e angustiantes.&amp;nbsp;(Quem disse que quem muda para o caminho da razão tem alguma garantia de calmaria&amp;nbsp;diante dos fatos da vida? É ruim, heim?) E se você não se tranquiliza por si, não&amp;nbsp;haverá quem o faça por você. As coisas acontecem à revelia dos nossos gostos, meu&amp;nbsp;amigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra coisa que costumo fazer pra superar a ansiedade é pensar no depois. É simples&amp;nbsp;assim: em vez de ficar pensando nas possíveis dificuldades da ida e do decorrer,&amp;nbsp;melhor pensar no que se vai fazer depois que tudo se resolver. Porque uma hora o dia acaba, o problema termina, a dor se vai. É um tanto otimista e&amp;nbsp;ao mesmo tempo, confortador. Dilui um pouco que seja a aflição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não é que foi assim que as coisas aconteceram depois de tudo? Tudo foi voltando&amp;nbsp;ao seu devido lugar, se mostrando sob controle e se tranquilizando. E pra acalmar o&amp;nbsp;coração no caminho de volta, é bom olhar pro lado e ver que o mundo não para pra&amp;nbsp;qualquer "coisinha", seja sua ou de qualquer um. E coitado daquele que se revoltar&amp;nbsp;com a alegria de quem está em seu momento de sorrir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu via o pessoal agitado,&amp;nbsp;perfumado, tomando cada um, um rumo diferente. Era noite de sexta-feira, dia de&amp;nbsp;soltar a tensão da semana... Foi no acalmar das idéias que comecei a decidir minha manhã seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então cheguei em casa exausto. Noite alta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei do mundo, mas quando tiro o tênis e afrouxo o cinto, é que sinto definitivamente que cheguei em casa. É quando dou graças por ter um teto, um&amp;nbsp;porto, a minha casa. É quando lembro que nem todo mundo tem noção do que é poder chegar num lugar seguro e seu, mesmo que velho e inacabado como o em que eu moro. Mesmo&amp;nbsp;com uma família meio capenga, mas ainda assim, uma família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de todo o cansaço, nada me desfocou do objetivo do dia seguinte. Me&amp;nbsp;conhecendo, sabia que acordar não seria problema, e bem provável seria também que&amp;nbsp;eu conseguisse fazê-lo até bem antes do horário. Quando estou concentrado assim,&amp;nbsp;nada me desanima! Nem o cansaço. E foi isso o que aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde que abri os olhos -uma meia hora antes do previsto pra começar o dia-, tudo&amp;nbsp;passou a ser quase que cronometrado, com tolerâncias devidamente calculadas pra todos os lados, para não me atrasar. Quando dou pra ser organizado, fodeu!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já estava tudo no esquema. Foi tomar o banho e o "café", entrar na roupa, passar a&amp;nbsp;mão na bolsa, no óculos de sol e partir. Tempo cravado mas com sobra suficiente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tudo isso pra que?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagine! Pra arriscar de encontrá-la por alguns instantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até porquê eu não tinha programado nada além disso. Eu continuava ainda com um&amp;nbsp;novo dia cheio pela frente, muito provavelmente tão tenso quando o anterior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas bastou enxergar-lhe a silhueta distante pra tudo me parecer possível superar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A idéia inicial era apenas desfrutar da sua (sempre) doce companhia, pelos instantes&amp;nbsp;em que se encontrava ali, antes de partir, mas minha miopia quase que me trai... E&amp;nbsp;quando a vi, já estava partindo. Tive que ir atrás, pois me contentar só com um pálido&amp;nbsp;traço visual também era muito aquém do que eu desejava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembra de quando eu disse que é preciso estar calmo para ouvir os recados do&amp;nbsp;silêncio? Nos dias anteriores eu já vinha acumulando compromissos ainda mais difíceis.&amp;nbsp;E eu confessei estar temendo o fim de semana que se aproximava... Estava sendo realmente sincero.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E as vozes do silêncio me diziam que era preciso inverter as coisas naqueles dias. Que&amp;nbsp;necessário seria me acalmar e energizar antes das lutas que viriam. Lutas que seriam&amp;nbsp;mais duras que de costume. Da minha vez, não via outra pessoa que pudesse apaziguar meu espírito se&amp;nbsp;não ela. E tudo tinha de ser feito sem que ela desconfiasse. Sem pressão alguma, pois&amp;nbsp;pressão não combina com aquela suavidade. Mas que fazer? Ela tem todo açúcar que&amp;nbsp;eu preciso pra tirar um pouco do amargor do meu caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E alguém há de perguntar: após aquele turbilhão de palavras, olhares e carinhos&amp;nbsp;trocados... o dia foi puxado? E eu responderei: sinceramente não me lembro. Por&amp;nbsp;mais que eu mantivesse sempre o humor de quem acorda de uma boa noite de sono, o tempo&amp;nbsp;todo eu ainda sustentava em mim a lembrança daquela manhã. Lembrança que se&amp;nbsp;intensificava quando eu sentia alguma sobra do seu perfume em mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu ainda tinha força de sobra pra mais dois dias "pedreiras"... sem dúvida alguma e&amp;nbsp;com toda certeza.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-7577113064255059522?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/7577113064255059522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/os-ricos-momentos-de-um-ze-ninguem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7577113064255059522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7577113064255059522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/os-ricos-momentos-de-um-ze-ninguem.html' title='Os ricos momentos de um Zé Ninguém'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-8698640790844663863</id><published>2011-11-28T03:12:00.000-08:00</published><updated>2011-11-28T03:40:49.402-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>O preço de um sorriso e o medo de sorrir</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebo que ainda há em mim muito medo de buscar -com todo afinco que sinto ser capaz - alguma felicidade que me caiba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É muito grande o receio que tenho de sorrir e, consequentemente, ser visto sorrindo por aqueles a quem muito machuquei e fiz chorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temo que meu menor sorriso seja por eles identificado como um sinal de libertação de tudo o que lhes fiz, da falta de noção das consequências dos meus atos e até mesmo do esquecimento dos mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o meu maior temor é que meu sorriso possa dar a impressão de que continuo iludindo os que me cercam hoje, os que agora compartilham de qualquer possível gesto semelhante de alegria que me escape pelo rosto. O terror de que alguém possa cogitar a mínima probabilidade de que os que convivem comigo nesse instante também venham a tornar-se futuras novas vítimas minhas, ainda daquela minha loucura, daqueles tempos que nem estão tão distantes assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei que o preço de quem se embrenha cegamente pela senda do egoísmo é perder qualquer credibilidade. Que diante da covardia descoberta não importam mais as palavras de honra, as promessas sagradas, as lágrimas de aparente arrependimento... &amp;nbsp;Seja lá o que for: tudo perde seu valor. É reto. Mas só descobri isso naquele dia. Então, foi tarde demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase que sempre, não me sinto à vontade para sorrir. Não me vejo mais merecedor dessa expressão tão simples. Justamente pelo sorriso ser tão leve e eu me sentir tão pesado, arrastando o passado. Vigio-me o tempo todo, incomodado com algum olhar de reprovação e até de condenação. Simplesmente não me sinto digno de poder levantar a cabeça novamente, de sentir-me livre, de olhar o mundo de frente e... sorrir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fundo sei que ninguém me impõe essas condições.&amp;nbsp;Que podem jamais me proibir disso acintosamente.&amp;nbsp;Sei de verdade, que tudo é pura obra da minha consciência acirrada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tantas vezes, até que acho bem módico o preço que pago por tudo. E por isso mesmo, não acho justo... por eles.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-8698640790844663863?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/8698640790844663863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/o-preco-de-um-sorriso-e-o-medo-de.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8698640790844663863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8698640790844663863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/o-preco-de-um-sorriso-e-o-medo-de.html' title='O preço de um sorriso e o medo de sorrir'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-1933380429468561438</id><published>2011-11-24T16:53:00.000-08:00</published><updated>2011-12-05T16:13:19.766-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>A grande crônica do beijo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de tudo o que me acabou de acontecer, ainda estou confuso. De certo, lamento por mim. Na verdade, pela minha falta de auto controle, quando eu pensava já possuí-lo sem qualquer risco de perdê-lo novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou aqui, de frente pro espelho, percebendo que me sobram ainda restos do seu batom. Sem dúvida que algo aconteceu. Sem dúvida que pode muito bem ter sido o seu perfume que agora está à minha volta, mas que antes estava só em você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto que perdi. Mas o lance duro não foi perder, pois isto nem era um disputa. O pior foi sucumbir diante de você, pequenina e doce. Você, com esses olhos de mulher, me fez quebrar quase duzentas promessas...&lt;br /&gt;E as desculpas preparadas em forma de defesa? Todas construídas nas noites perdidas as quais você me submetia sem saber. Tudo igualmente perdido...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que me deixa chateado é que bastou você acenar para meu coração seguir atrás, ignorando todo o meu raciocínio, toda a realidade do meu momento. Você não viu, mas meu coração, naquela hora, parecia mais um cão que nunca havia tido atenção antes. Na certa, ele já esqueceu de tudo o que viveu, sofreu e fez sofrer, e não está nem aí pro que vier.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que você age totalmente contra as regras da história? Por que não respeita as minhas imposições íntimas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria agora sufocar meu desejo, afastar-me da sua atmosfera perfumada, esfriar, ficar cego, sei lá... Queria mesmo! Mas não conseguindo, cedendo, sedento, só me vejo perdendo o controle, o rumo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Há dias em que as portas não deveriam ser abertas, que as caronas não poderiam ser aceitas e que as despedidas estariam proibidas... pra evitarem a aproximação das pessoas e, junto destas, seus abraços e beijos disfarçadamente formais. Porque é assim que as coisas acontecem. Num beijo no canto da boca, pode ser revelado um aviso, um sinal de alerta. Não para proibir, mas liberar outros passos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;E quão difícil é resistir nessa hora...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da minha consciência, ouvia a negação do raciocínio: &lt;i&gt;"-O momento não é ideal. Não se permita!"&lt;/i&gt; Não havia como cumprir as prováveis e necessárias promessas do amanhã. Mas daquela boca feminina, não ouvi nada. Apenas senti a textura macia por dentro e por fora, daquela parcela de mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuo não acreditando muito nas suas garantias, na pompa da sua segurança, nas propostas de &lt;i&gt;"não se preocupe comigo"&lt;/i&gt;... Sei, sei... Mulheres...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu ainda tivesse no juízo, faria como na outra noite, em que praticamente fugi do mesmo ambiente em que nos encontrávamos. Seu perfume não me sufocava, mas quase me encurralava entre o coração e a razão. Aliviado me vi quando consegui vencer seus encantos e abri a porta do carro. Quase corri. Insatisfeito me senti, segundo meu coração inconsequente.&lt;br /&gt;Mas o juízo agora me abandonara...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não repeti nada daquilo.&lt;br /&gt;Eu sei que é improvável, sei que dificilmente isso vai dar certo, mas faz algum tempo em que algo começa a crescer dentro de mim. Mesmo que inicialmente seja apenas a carência e o desejo, batidos pelo tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida é assim mesmo, na hora do &lt;i&gt;vamovê&lt;/i&gt;, a lógica desaparece e a gente se entrega pelo frio na barriga. Acho que é por isso que não me adaptei àquela vida de pega-aqui-e-larga-ali. Tentei mas não deu. Acho que algumas emoções devem ser valorizadas. Que os primeiros beijos são tão sagrados quanto os últimos, e que não dá pra viver o tempo todo numa montanha-russa de emoções... ou elas vão perdendo o sentido e a graça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Olha essa cara no espelho, meu filho? Foi só um beijo, cara! Quem vê, pensa que você é um adolescente de quase 35 anos...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas é mais ou menos por aí mesmo... É isso o que descobri. Que a valorização de determinadas emoções pode nos proporcionar sempre a renovação dos sabores das mesmas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nessa área, nem tudo são flores... Por sua vez, meu cérebro só balança a cabeça, lamentando, e já se prepara pro imprevisível. Consequência da renovação das emoções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E podem me sacanear...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-1933380429468561438?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/1933380429468561438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/cronica-do-beijo.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1933380429468561438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1933380429468561438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/cronica-do-beijo.html' title='A grande crônica do beijo'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-4685903644054465240</id><published>2011-11-21T16:22:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T06:00:55.818-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Será que é Orgulho? Será que é Nosso?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #373737; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;Não te procuro e você não me procura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" style="background-color: white; color: #373737; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.4; position: relative; width: 520px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com saudades, não nos procuramos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficamos nessa guerra pra saber quem levará o prêmio de 'não ter cedido'.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ambos perderemos coisa muito mais preciosa: o tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda por cima, recheado de oportunidades...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou tão certo pra mim quanto você está contigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E mesmo ambos sós e fracos -precisando um do outro, de um abraço ou de palavras- somos capazes de morrer em silêncio, sem dar o braço a torcer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem pedir ajuda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que somos conscientemente infelizes -ou inconscientemente felizes- assim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o mais inútil de tudo é que sempre que nos reencontramos, ninguém tem coragem de pisar no outro, de fazer trocadilhos mesquinhos sobre quem perdeu ou quem cedeu...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então por que sempre escolhemos seguir por esse caminho?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que sentimento é esse que nos doma como se fosse a mais pura razão, mas que não nos traz nada de útil e ainda nos tira a vitalidade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou esperar você me procurar pra tentar descobrir...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-4685903644054465240?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/4685903644054465240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/sera-que-e-orgulho-sera-que-e-nosso.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4685903644054465240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4685903644054465240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/sera-que-e-orgulho-sera-que-e-nosso.html' title='Será que é Orgulho? Será que é Nosso?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-5105937336405854725</id><published>2011-11-18T05:47:00.000-08:00</published><updated>2011-11-18T07:28:00.436-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises de Músicas'/><title type='text'>Uma confusão danada... e o amor perdido no meio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object height="151" width="219"&gt;&lt;param name='movie' value='http://som13.com.br/player/pn/player.swf?tit=&amp;art=&amp;trac=eef80e65b8d54b757eb4a6bee35864df&amp;im=7732' /&gt;&lt;param name='allowScriptAccess' value='always' /&gt;&lt;param name='allowFullScreen' value='true' /&gt;&lt;embed src='http://som13.com.br/player/pn/player.swf' type='application/x-shockwave-flash' quality='high' scale='noscale' salign='l' wmode='transparent' flashvars='tit=&amp;art=&amp;trac=eef80e65b8d54b757eb4a6bee35864df&amp;im=7732' style='width:219px;height:151px' name='flashsom13' align='middle'&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;No meio das condições que impomos para sentirmos algo que tenha a mínima proximidade do amor, a loucura...&lt;/div&gt;Loucura de que a perfeição já existe.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que alguém pode estar muito abaixo ou acima de nós num mundo tão normal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De que tudo por aí pode virar poesia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De que tudo é possível e está ao nosso alcance.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De que tudo em nós é só coragem e dedicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De que a vida só vai valer se estivermos juntos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que tudo é válido para atingir as nossas utopias e ilusões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo vale pra sentir que estamos próximos do que pensamos ser amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que até sofrer é permitido, desde que por quem dizemos amar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado pensar também que, por alguns instantes, cremos apenas ser possível amar uma só pessoa, por toda uma vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que o amor de verdade seja irrestrito e incondicional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque o amor não é parcela de conta alguma -como insistem em nos impor-: ele é o resultado de vários fatores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A poesia musicalizada de Djavan me deixa sempre meio insano mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E viciado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso -acredito- sua arte é pano de fundo pra praticamente todos os meus momentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que assim seja!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-5105937336405854725?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/5105937336405854725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/uma-confusao-danada-e-o-amor-perdido-no.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/5105937336405854725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/5105937336405854725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/uma-confusao-danada-e-o-amor-perdido-no.html' title='Uma confusão danada... e o amor perdido no meio'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-7015643893515875168</id><published>2011-11-16T10:06:00.000-08:00</published><updated>2011-11-24T08:09:55.451-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>A conveniência de ter o Dedo Podre</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Yj-hVVVhEMo/TsP3P9S6QeI/AAAAAAAADL4/ANAJMb4cIC4/s1600/dedo+podre+opcional.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="247" src="http://1.bp.blogspot.com/-Yj-hVVVhEMo/TsP3P9S6QeI/AAAAAAAADL4/ANAJMb4cIC4/s320/dedo+podre+opcional.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito recentemente não houve como não deixar de ouvir a conversa de duas jovens mulheres, por suas respectivas más sortes nos relacionamentos. Tudo relativamente normal e aceitável até que ouço a velha e conveniente expressão: "a gente só pode ter o dedo podre, amiga"... Aquilo ressoou tão fundo e inaceitável no meu pequeno raciocínio me fez revirar na cadeira indisfarçavelmente. Pigarreei, balancei a cabeça, esfreguei os olhos e cocei as costas... Tudo ao mesmo tempo. Elas perceberam o meu incômodo e me olharam espantadas... Ficou por isso mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei pro mundo, mas ouvir lamentos sobre a "maldição do dedo podre" ainda nos dias atuais... é demais pra mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ser qualquer -que se considere pensante- não pode mais se apegar à essas conveniências... Sinceramente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me diga: o dedo se aponta sozinho? Não. E quem aponta o dedo? É o tal sujeito do outro lado? Esse que não vale o que come e que envolve as mulheres "ingênuas"? Então, quem torna o dedo podre é o dono do dedo. No caso, a dona.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que me desculpe a classe feminina, mas dizer-se "dona de um dedo podre" é uma das mais esfarrapadas e usuais desculpas da &lt;i&gt;mulher moderna&lt;/i&gt;. Eu, como homem de pouco valor, sei bem que a minha classe assume quase que imediatamente que fez a besteira porquê queria fazer. Mas a mulher não. Nessas horas ela rejeita absolutamente aquele rótulo de igualdade que tanto busca -equivocadamente, diga-se de passagem- perante a sociedade. Prefere não colher os espinhos de suas escolhas duvidosas. Talvez, na esperança de evitar ser mal julgada pela sociedade, como é comum e justo nessas situações. Besteira, infantilidade, covardia, imaturidade...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso do homem -salvo raríssimas excessões-, ele oferece muitos sinais de que é uma roubada. E quanto maior essa roubada, menos disfarçável ela é. O que acontece é que normalmente a mulher "diz" não conseguir ver os tais sinais. Não consegue ver porquê não quer, claro. Aí, a "coitadinha" vai lá e cai de quatro, na frente do sujeito que não sabe perdoar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que não falta é sinalizador, seta, placa e crachá pra identificar essas pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E com o tempo -e com a repetição dessas roubadas-, outra conveniência aparece no repetitivo repertório feminino: a filosofia de que &lt;i&gt;homem é tudo igual&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sou igual a esses, é verdade. Ainda não consigo colocar meu dedo no fogo por mim. Mas sei bem que o que não falta é concorrente bem resolvido e disposto a fazer uma mulher feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema é que esses, elas não enxergam ou não querem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, mais outras se seguem: a de que&amp;nbsp;&lt;i&gt;homem de verdade está em falta no mercado&lt;/i&gt;&amp;nbsp;ou de que &lt;i&gt;o&amp;nbsp;homem perfeito é gay&lt;/i&gt;, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebo que às vezes, elas querem é tirar leite de pedra por comodismo mesmo. Querem ter muitas e muitas histórias pra se lamentarem junto às amigas e ao mundo. Querem desculpas pra continuar escolhendo a esmo, sem atenção e sem responsabilidades maiores consigo mesmas, sem cobranças externas e internas. Estão tentando enganar suas consciências e não querem esperar melhores momentos. Mais uma vez vejo aqui pessoas que não conseguem viver sozinhas, um segundo sequer. Que não suportam seus silêncios. Então, melhor viverem quebrando a cara por aí. E culpando a bebida em excesso, seus corações teimosos ou seus respectivos dedos podres... Afinal, diante do vazio, antes mal acompanhadas do que só.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-7015643893515875168?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/7015643893515875168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/dedo-podre-conveniencia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7015643893515875168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7015643893515875168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/dedo-podre-conveniencia.html' title='A conveniência de ter o Dedo Podre'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Yj-hVVVhEMo/TsP3P9S6QeI/AAAAAAAADL4/ANAJMb4cIC4/s72-c/dedo+podre+opcional.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-724123703710257841</id><published>2011-11-14T04:46:00.000-08:00</published><updated>2011-11-14T04:55:55.406-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Preparado para a dor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"O velho me olhou daquele jeito e repetiu:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-É, Seu Flávio... estou te dando trabalho... Que sacrifício, heim?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Eu o olhei, sorrindo com os olhos, convicto do que sentia.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Disparei:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Sacrifício?! Sinceramente não... O que há pra mim é um prazer que eu desconhecia até chegar aqui. Eu olho pra você e vejo uma porta, velho. Uma luz que me mostra que ainda tenho saída, que ainda tenho salvação. Mesmo depois de tudo o que já fiz por aí... Isso eu devo a você. Tudo o que eu faço e que lhe parece um favor ou compaixão, na verdade é um agradecimento.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E concluí apenas em pensamento:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Ah, se o senhor soubesse dos meus passos pelas sombras...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O velho riu sem muito entender, mas ao mesmo tempo entendendo alguma coisa. Afinal, ele era como eu: cheio de equívocos pela estrada da vida, se achando talvez indigno de qualquer atenção naquele momento."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe, olho pra ele e vejo que a vida está o curvando. O tempo consome o corpo, o vence dia a dia, como todos nós um dia seremos vencidos nesse sentido, mesmo que nos resguardemos dos excessos, mesmo que estendamos ao máximo seus limites energéticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O brilho em seus olhos está cedendo lugar à uma vibração que não sei identificar bem. Vivo à espera de um adeus e aproveito cada reencontro nosso como se fosse o último, mesmo acreditando, convencido pela razão e pelo coração, que essas coisas não sejam pra sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso realmente me conforta, me tranquiliza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até lá, me preparo cada dia pra esse momento. Não vejo nada disso como algo traumatizante ou doentio -como muitos vêem e confundem &lt;i&gt;'preparar-se'&lt;/i&gt; com &lt;i&gt;'sofrer antecipadamente'&lt;/i&gt;: eu encaro antecipadamente as &lt;b&gt;dores inevitáveis&lt;/b&gt; para me fortalecer e estar preparado quando elas finalmente chegarem.&lt;br /&gt;Sempre deu certo. E nem por isso eu sofro mais ou, totalmente o oposto, vou ficando impassível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-724123703710257841?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/724123703710257841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/o-velho-me-olhou-daquele-jeito-e.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/724123703710257841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/724123703710257841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/o-velho-me-olhou-daquele-jeito-e.html' title='Preparado para a dor'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-8558889438358258814</id><published>2011-11-12T17:59:00.000-08:00</published><updated>2011-11-13T02:55:04.240-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Chato: ser ou não ser?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho muito medo de ser chato. Acho que é porquê sei que sou um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é claro que sei porquê sou: por ser repetitivo, por ser limitado, por ser teimoso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Basta observar por aqui: quantas vezes repito as mesmas palavras, as mesmas ideias, os mesmo conceitos, as mesmas lições. Sou repetitivo, limitado, teimoso... Sou um professor de mim mesmo, reprovando-me por vários anos letivos. E é claro que o aluno tem total responsabilidade! Enfim, não há como não ser chato!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ser chato é muito... chato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A repetitividade e a limitação ainda tem justificativas: não tenho tido muitas oportunidades de renovar minhas ideias num nível mais dinâmico, objetivo e animado. Pra ser sincero, não tenho tido nenhuma oportunidade. Atualmente, minhas ideias são tão individualistas, tão íntimas... que não hão -tá certo, isso? hão?- como não serem chatas. Têm interesse apenas pra mim, obviamente. E se só tem interesse pessoal, são digamos, desinteressantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho saudade dos tempos em que eu podia dividir minhas 'riquezas' com pessoas mais próximas, de carne e osso, tangíveis além daqui. Mas a vida é um caminho feito e cada um segue o seu. Eu sigo o meu. Sigo a realidade que me foi reservada. De certo, uma realidade limitada e repetitiva...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No auge das minhas possibilidades, eu buscava sempre o destaque: era o melhor do time, o artista da turma, o líder do Counter Strike, o engraçado da galera, o que faz tudo beirando a perfeição, o inteligente e cheio de graça, o das frases de efeito... Então, todo mundo sempre ficava esperando algo além do 'carinha que tentava impressionar'... Uma piada pra fechar a rodada, a ideia mais criativa pra festa... Enfim, tudo em nome de uma vaidade três vezes maior que o meu próprio tamanho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí, as -antes- fartas oportunidades começam a se esgotar, o tempo vai passando. É verdade que muitas dessas oportunidades nem eram tão oportunas assim, nem tão úteis e indispensáveis também... Mas elas vão sumindo, sumindo... E chega o tempo em que não dá mais pra ser o maioral. Os amigos tomam seus rumos. As piadas acabam, o joelho estoura, a miopia te vence e as frases de efeito viram gigantescos textos de autoajuda... Aí você percebe que está ficando velho e chato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fala sério! É mentira! Segundo os mais sinceros, sempre fui um velho-chato... desde criança. Até em fóruns futebolísticos, meu apelido é Velho Chato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu evoluí! Hoje, sou um velho-quase-jovem-quase-corôa... sem deixar de ser chato, é claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei no tempo em que só os ouvidos desavisados paravam perto de mim! Engraçado que cada vez menos eu encontrava espaço para ser chato. Fui me calando, me fechando... Eu estava quase curado quando -maldito aquele dia!- em que descobri que poderia continuar exercendo minha chatice no espaço passivo desse blog. E a chatice voltou com tudo. E quanto mais eu me estudo e me descubro, mais chato sinto que fico. Quero mostrar pra todo mundo as mais fantásticas descobertas que fiz... sobre mim. 'Que interessante'...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aconteceu recentemente: estava conversando com uma doçura adorável e comentávamos sobre amigos sutilmente chatos quando, do nada, me pego... sendo chato! Lamentável!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu bem que tento domar minha teimosia e me vigiar... Mas em dois tempos, estou novamente lá, tentando filosofar sobre a vida, sobre meus conceitos, sobre as mesmas lições de sempre, sobre os meus compromissos familiares... Tentando dividir novamente minhas 'riquezas', em qualquer lugar, com qualquer pessoa que cruzar meu caminho. Chato como um vendedor de rifas bêbado!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que chato!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-8558889438358258814?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/8558889438358258814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/chato-ser-ou-nao-ser.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8558889438358258814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8558889438358258814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/chato-ser-ou-nao-ser.html' title='Chato: ser ou não ser?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-3271101844056156575</id><published>2011-11-08T16:51:00.000-08:00</published><updated>2011-11-08T16:58:42.159-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>As Coisas Não Precisam de Você...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Acebei de notar que andei fugindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um medo danado de te rever.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De reviver tudo o que passou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Mesmo que apenas na minha cabeça.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De perceber que na verdade, não passou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E de ter que admitir que toda a luta pra te tirar de dentro de mim... fora inútil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Porque foi só eu pensar que vi você passar lá longe, pra entender que nunca vou conseguir te esquecer.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendi que o tempo não tem o poder de apagar nada do que já aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(No máximo, ele distancia, tenta esfriar, reduzir a chama.)&lt;br /&gt;Já posso sentir o gosto do seu batom, o cheiro do seu cabelo, o frescor da sua pele...&lt;br /&gt;Entendi que o cara aqui só é forte de fachada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É realmente um lamento, baby.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Compreender que tudo o que posso fazer é te evitar... fugindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque se eu sei que marquei você, você também sabe que me marcou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não havia mais o que arriscar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais que tudo parecesse nos juntar, nossos interesses eram sempre individuais e egoístas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tinha como dar certo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas você não precisa e nem vai saber de nada disso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Eu acho.)"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-3271101844056156575?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/3271101844056156575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/as-coisas-nao-precisam-de-voce.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3271101844056156575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3271101844056156575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/as-coisas-nao-precisam-de-voce.html' title='As Coisas Não Precisam de Você...'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-561534003241811788</id><published>2011-11-07T11:20:00.000-08:00</published><updated>2011-11-07T16:27:43.137-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Não Acredito...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando alguém me diz que &lt;i&gt;quer demais mas&amp;nbsp;não consegue&lt;/i&gt;... não acredito. Digo em relação às coisas que estão totalmente em suas mãos para conseguir. (Ficar rico ou ter saúde, raras vezes, está absolutamente em nossas mãos...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falo da auto-superação mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Queria tanto ser -ou deixar de ser- assim... mas não consigo."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Queria tanto deixar de fumar... mas não consigo."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Queria tanto não procurar mais aquela pessoa que tanto me faz sofrer... mas...”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caô. Conversa pra boi dormir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso não é ter vontade de verdade. Isso nunca foi querer. Isso é só pretensão, vontade da boca pra fora. Vontade que dá e passa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vontade é a maior potencialidade da alma. (Se você não acredita em alma, considere o fator &lt;i&gt;ser humano,&lt;/i&gt; que também serve.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema é que, na maioria das vezes, ainda não estamos realmente na disposição do querer, da vontade... Mas queremos enganar o mundo e a nós mesmos! É muito mais fácil dizer "que quer, mas que não consegue" do que dizer que "não consegue por não querer suficientemente". Até porquê, quem não quer o suficiente, mostra é que, no fundo, não quer mesmo. Ou será que o "querer mais ou menos" realmente existe? E se existe, será justificável?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra mudar certas tendências é preciso sentir mais dor que prazer. Enquanto o prazer for maior que a dor, não há saturação. Não há então porquê mudar. Isso pode ocorrer mesmo que, ao final do prazer, a dor se apresente...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode até se enganar, mas eu não mais me permito esse tipo de limpeza falsa. Tenho tentado abolir o tapete que encobre essas sujeiras hipócritas a todo custo do meu alcance. Me conheço bem. E afinal, como é que vou realmente atingir alguma transformação ou ter algum alívio das dores que sinto, sem encarar de frente as minhas deficiências? Sejamos sinceros: o mundo não sustenta mais meias transformações. Quem ainda sustenta essas hipocrisias somos nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não consigo mudar é porquê ainda estou bem acomodado dentro das minhas condutas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu mesmo, se tivesse vontade firme, de verdade, se quisesse realmente, já teria deixado de ser tão egoísta, orgulhoso, maledicente, maldoso, hipócrita, preguiçoso e vaidoso. Já seria bem mais tolerante, mais indulgente e paciente. Já teria muito mais boa vontade, mais coragem, mais força, mais confiança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E automaticamente, deixaria de sofrer, evitando continuar dando vazão ao meu prazer egoísta que, invariavelmente, me leva à essa dor solitária.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-561534003241811788?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/561534003241811788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/nao-acredito.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/561534003241811788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/561534003241811788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/nao-acredito.html' title='Não Acredito...'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-8883197019584189982</id><published>2011-11-04T06:20:00.000-07:00</published><updated>2011-11-04T06:20:36.598-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>O Ser e a Dor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer saber dos mistérios da vida?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer saber o que há além dela?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer se sentir confiante diante das agruras da mesma?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer parar de fingir ser forte para sê-lo verdadeiramente?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra começar, é preciso ter muita coragem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porquê passar por cima do próprio orgulho não é para qualquer um. Que dirá para um covarde qualquer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coragem para encarar a multidão acomodada, que segue, sem questionar nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para mudar-se antes dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para, mudado, aceitar todos os outros sem a menor sombra de mudança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será necessário -muito antes de um resoluto compreender- um quase abstrado sentir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dispor-se ao desconhecido, ao absolutamente novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso permitir-se, questionar-se e, muito provavelmente, passar-se por louco diante da maioria estagnada e aparentemente satisfeita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porquê é essencial entender que nem tudo o que existe na vida está provado pelos limites da ciência. Nem tudo é capaz de nos ferir os sentidos físicos. Ainda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito além do que se descobriu até então, pelos parcos recursos que nos cabem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito mais o que se conquistar do que o que já foi conquistado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É indispensável desapegar-se dos dogmas criados pelos homens, ao longo dos milênios, enraizados por todas as gerações antepassadas, por toda a nossa cultura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais difícil: é preciso crer em algo que ainda não se compreenda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso é preciso sensibilidade, muito mais que força.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nada disso é impossível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Basta ter vontade. Ter boa vontade e... buscar as respostas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque quem deseja crescer, precisa deixar de ser criança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem quer ver a luz, precisa abrir os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ninguém fará isso por você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-8883197019584189982?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/8883197019584189982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/o-ser-e-dor.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8883197019584189982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8883197019584189982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/o-ser-e-dor.html' title='O Ser e a Dor'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-3701007430971363896</id><published>2011-11-03T10:54:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T10:55:13.767-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Despedida em dois atos</title><content type='html'>&lt;b&gt;ATO UM&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quando ela disse que aquele poderia ser o último momento dos dois, ele não lhe deu ouvidos. Afinal, ela sempre falava aquelas coisas. Mas dessa vez, parecia prever o futuro próximo. Seu olhar estava diferente, o pesar ao dizer isso fora marcante. Porém, ele não estava equilibrado para perceber esses detalhes. Os sinais sempre existirão...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Até desculpou-se por não ter gostado de ouvir as verdades dela, mas com a frieza e a distância de quem ainda está com o orgulho ferido. O orgulho que por tantas vezes nos deixa cegos e melindrados.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E por isso, não se despediram como faziam normalmente. Ele, sem notar, parecia diferentemente magoado com sua partida, apesar de fazer parte da rotina. Ela tinha de sair antes para trabalhar. Seria o sinal?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pouco depois, quando ele mesmo se encontrava a caminho do trabalho, recebeu a notícia que jamais poderia esperar. Aquele momento de discussão tola fora realmente o último momento dos dois. Uma fatalidade se deu e uma parede invisível os separaria desde então.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ATO DOIS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quando ela disse que aquele poderia ser o útlimo momento dos dois, um estalo pareceu recuperar sua razão. Realmente, por que se magoar com aquelas verdades, ditas por ela apenas para seu bem, para sua melhoria? Alguma coisa lhe vibrara diferente por dentro, uma angústia triste. Algo que tocara a ambos, sem explicações maiores. Apenas sentiam.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Seu semblante mudou. O olhar suavizou e voltou a enxergar diante de si a amada, tão esperada, por tanto tempo. Dois passos à frente e os braços abertos para um abraço apertado. O calor, a pele e o tamanho dela, tudo tão conhecido e ao mesmo tempo sempre tão surpreendente ao seu coração. Protegeram-se, vestiram-se naquele abraço. Beijaram-se com muito mais carinho e cuidado.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Desculpou-se e agradeceu-lhe a corrigenda. Ela, que apenas queria ser compreendida, sorriu com os olhos brilhantes de sempre.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Despediram-se de forma mais atenciosa. Não havia espaço para mágoas. Ela partiu antes para o trabalho, como era a rotina.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pouco depois, quando ele mesmo se encontrava a caminho do trabalho, recebeu a notícia que jamais poderia esperar. Apesar de tudo, havia algum alívio no meio daquela atmosfera de lamentos. Fez o que deveria fazer: despedira-se dela, com o coração leve e cheio de amor. Sem saber da fatalidade que se daria em seguida. Uma parede invisível os separaria desde então.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Dizem -e eu acredito- que não há dor maior que a sensação de não ter feito tudo o que poderia, de melhor. Após estes imprevistos da vida, sempre nos ficará a impressão mais forte do arrependimento, da impossibilidade do refazer, do recomeçar. E o pior: com mais tempo para que esses pensamentos ecoem dentro de nós, acionados pela consciência implacável.&lt;br /&gt;Então, diga que ama, peça perdão, perdoe, beije, abrace, faça feliz, reconheça valores, agradeça, receba e despeça-se, como se fosse a primeira e última vez, sempre que tiver oportunidade, de todos e por tudo.&lt;br /&gt;Pergunto novamente sobre o dia de amanhã: quem saberá dele?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-3701007430971363896?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/3701007430971363896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/despedida-em-dois-atos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3701007430971363896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3701007430971363896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/despedida-em-dois-atos.html' title='Despedida em dois atos'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-6621990138934144091</id><published>2011-11-02T09:27:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T09:27:28.186-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Calo-me...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas vou confessar-te: não por concordar contigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calo-me por compreender tuas limitações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebi que debater seria então um desgaste desnecessário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que percebas logo que quando calo-me, não é por acatar-te.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É para não nos distanciarmos mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para não regredirmos depois de tantos atritos combatidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não voltarmos a perder tempo inutilmente com nossas diferenças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me submeti às tuas idéias, palavras e conceitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas tenho boa vontade contigo, com tuas lutas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abri mão do meu orgulho besta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso mesmo, despreocupa-te!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não te cobrarei impossibilidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amo-te.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só não te confundas com meu silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois nem por amor te permito este engano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-6621990138934144091?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/6621990138934144091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/calo-me.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6621990138934144091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6621990138934144091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/calo-me.html' title='Calo-me...'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-4861800355261755067</id><published>2011-11-01T11:36:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T07:30:52.375-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Invasão de Privacidade Mental</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazia tempo que eu havia deixado de lado minha capacidade de invadir pensamentos. Mas ontem, sem muito o que fazer, encontrei tempo pra saber no que você poderia estar pensando. Mentira: queria saber mesmo que pensamentos você reservava pra mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Invadir a mente alheia nunca me fora muito difícil, principalmente das pessoas que me interessavam e instigavam esse exercício. Certamente que muitos dariam tudo para ter esse "poder". Principalmente por tola curiosidade. E é por isso mesmo que sou um dos poucos dotados desta habilidade. Na verdade, sou o único que conheço deter tal faculdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, dei início ao exercício: concentrei-me nas pouquíssimas informações que eu tinha sobre você. Por incrível que pareça, esse era o primeiro e mais importante passo. Um erro aqui e tudo sairia errado. O resto era muito mais tranquilo conseguir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fechei os olhos e lhe imaginei vivendo sob a ótica desses raros dados. Numa das primeiras possíveis situações que lhe apareciam à frente, observei sua decisão e já seu próximo passo. Ajustei minha respiração à sua, o olhar, o modo de olhar, senti seu coração. Novas e simples regulagens vibracionais, até que comecei a pensar precisamente como você. Em poucos minutos, invadia a intimidade do seu pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com certo constrangimento, vi de relance alguns reflexos que nem você mesma tinha coragem de encarar. Me surpreendi em outros, mas não lhe condenei, já que eu também tenho um lado oculto de mim. Vi seu passado, momentos esquecidos e reavivados. Não me apeguei a nenhum deles e passei em busca do que realmente me interessava. Ah, se você soubesse que eu estava descobrindo seus segredos... Ah, se eu quisesse mais do que aquilo que vinha buscar... Você jamais me perdoaria!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontrar-me em você foi mais fácil do que eu poderia imaginar. Quanto mais se pensa num assunto, mais evidente nos arquivos da mente ele fica. Fui praticamente levado até o que me atraía. Questões magnéticas. (Tudo cientificamente explicável... Mas fica pra próxima.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confirmei o que já sabia: eu estava lá. Mas me espantei com o que vi...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tamanha expectativa era a sua, que modificara minha imagem real. Eu lhe aparecia praticamente perfeito. Se eu não me conhecesse a fisionomia, poderia dizer que eu não era aquela figura. A aparência, sem dúvida, era realmente a minha, mas a personalidade virtuosa estava além das minhas parcas possibilidades. Eu lhe apresentava quase que como um salvador, um divisor de águas. Coisa que eu nunca fui de mim mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senti o peso da responsabilidade e, ao mesmo tempo, sabia que de certo modo tinha minha parcela de culpa por aquilo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sempre brigara hipocritamente para ter a tal imagem da perfeição. E você, por tudo que andava vivendo, passou a acreditar nisso com todas as suas forças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parti dali. Deixei seus pensamentos e passei a prever o tamanho da sua decepção, caso nossa aproximação se desse de vez. Agora, estou aqui pensando no que posso fazer pra não magoar seu coração, já tão aflito por outras decepções.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-4861800355261755067?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/4861800355261755067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/invasao-de-privacidade-mental.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4861800355261755067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4861800355261755067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/11/invasao-de-privacidade-mental.html' title='Invasão de Privacidade Mental'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-6586195052673488968</id><published>2011-10-29T18:17:00.001-07:00</published><updated>2011-12-02T16:48:49.361-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Solidão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais que se busque a espiritualização, por mais que ature-se e encare-se, existem horas em que a solidão não é uma companheira agradável. Pelo contrário, é bem indesejável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vejo a solidão apenas pelo lado negativo. Não consigo mais... Aliás, faz tempo que a considero excelente oportunidade de paz e reflexão. Principalmente depois de tantos equívocos cometidos justamente por não desejar parar para analisar tendências, reconhecer falhas e corrigí-las a tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, a solidão me pegou. Não de forma dramática. Mas é certo -tenho de admitir- que nem o receio pela perda da liberdade de tantas oportunidades, nem pela (quase) agradável autocompanhia que me presto, nem pelo prazer de poder desabafar nas palavras, nem pelo silêncio parceiro de tantas autodescobertas, nem pelos poucos -mas verdadeiros- amigos com quem posso realmente contar, nem pelos belíssimos livros que tenho em mãos ou pelas mais de cinco mil músicas e centenas de jogos arquivados em meu pc... às vezes, faz falta o carinho e a companhia que vão além da fraternidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é um beijo em si, porquê beijo por beijo, é sempre beijo. É pela textura, pelo sabor, pelo calor diferenciado do beijo, que foge do carinho que está ao nosso alcance, dentro de casa, seja de um familiar amado ou de um amigo querido. Não só os beijos, mas também os abraços, as conversas, os olhares e os algos mais...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é esse o caso, mas a solidão -em sua grande atuação- atinge até os mais cercados de companhia. Estes, não são solitários por falta de gente, mas sim, por falta de si. Não se encaram sós, não se aturam sem alguém ao lado. Porquê é dura a realidade de quem é vazio por preguiça de se buscar, de se compreender e de se transformar em alguém melhor. Dá trabalho mudar uma tendência mal adquirida. A coisa fica tão enraizada na alma, que dói muito observá-la por um segundo que seja. Que dirá então removê-la. Leva tempo, suor e até lágrimas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por isso que existe tanta gente ansiosa, gente que não pára um só instante sozinho, porquê se parar, vai ser obrigado a ver o que não quer. Ou ouvir o que não deseja: o clamor da própria consciência por uma nova conduta de vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A solidão pra uns é isso: o horror de uma alma vazia, sem qualquer traço de nobreza. Pra outros, ela é a liberdade de pensar, de agir, de sentir prazer com o silêncio, em meditação. E ela pode até mesmo ser uma liberdade mal interpretada. No caso, uma libertinagem, cheia de opções e oportunidades, pra se escolher, pra se sentir e se saciar das mais diversas maneiras, em outras pessoas, em outros vícios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantas pessoas hoje se "unem" apenas por pura carência? Claro que isso não é uma coisa assumida. Afinal, há uma "disputa" em jogo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De um lado, uma pessoa que não faz questão de assumir que o que deseja mesmo é o amor, mas que se entrega de corpo e alma, em silêncio, na esperança de, através do sexo, fazer o outro lado ser tocado pelo coração(?!)... Do outro lado, alguém que não faz qualquer questão de assumir que o que deseja apenas é a saciedade de suas sensações mais levianas, mas, também em silêncio conveniente, faz-se de desentendido, fugindo assim da responsabilidade do risco de ter de assumir um compromisso minimamente mais profundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro, em silêncio contra a perda do segundo. O segundo, em silêncio contra a perda do prazer parcial oferecido pelo primeiro. Culpa de quem? De ambos, claro. São culpados por não serem verdadeiros em mostrar suas intenções. São culpados por fugirem da sinceridade de seus sentimentos. São culpados por se entregarem sem valor, em troca de migalhas que não saciarão nunca os anseios de suas almas, de suas consciências. Abrem mão de uma ferramenta sagrada que é a comunicação. Tudo por carências desequilibradas e convenientes. Hoje, com o nosso atual estado de noção e decisão, cada vez menos existem justificativas para tendências de pura conveniência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é que buscamos alguém. Na verdade, fugimos de nós. Do compromisso que temos com a nossa própria (in)aceitação e melhoria. Não estou falando de conquistas materiais. Isso é fácil e superficial demais perto das conquistas internas. Superar nossas tendências viciosas, combater nosso egoísmo, corrigir nossa personalidade rebelde... é coisa possível, mas extremamente trabalhosa e dolorosa demais pra seres superficiais como nós. Deixar a crisálida requer esforço, mas já observaram a transformação da asquerosa lagarta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que será o futuro? Alguém duvida de que seja a consequência do presente? Então, se o hoje é o futuro do ontem, estamos sofrendo a consequência do passado. "Ah, mas eu sou jovem..." -diriam muitos. Então, no mínimo, a sua solidão é um mal necessário ao seu presente. Já disse aqui que tem gente que enxerga no fato de encontrar alguém, a solução de todos os seus problemas, a razão de toda sua felicidade, um objetivo de vida. Imagino a pressão a que será submetido aquele que cruzar o caminho dessa pessoa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se até mesmo ter um alguém qualquer é consequência de algumas atitudes, como esperar que ter "aquele" alguém seja fruto da nossa insistência em querer ter -a todo e qualquer custo- esse alguém? Nada nessa vida é fruto do acaso ou da coincidência como nos acostumamos concluir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Causa e efeito. Atos e consequências. Ação e reação. Uma coisa sempre depende de outra, compreenda você ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas voltando à solidão num nível mais sadio... têm horas que é meio indigesta mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado que mesmo que você tenha passado longos períodos digerindo a idéia de que "nem todo momento é bom pra querer não estar só", mesmo quando você sente em sua mente que a coisa está aparentemente bem resolvida... Basta uma música, uma pessoa que lhe cruze o caminho, um olhar mais atencioso, um perfume mais alertante, um desses detalhes tão sutis e ao mesmo tempo tão marcantes... pra te fazer rever todas as suas convicções, pra te fazer desejar uma nova tentativa, uma nova oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É nessas horas que percebo que não sou o super-herói que pensava já ser... Que nem tudo -ou quase nada- está sob plenos controles. Que a vida pode ser surpreendente a qualquer momento. Que toda hora é hora de se aprender algo novo, de reconhecer que não se sabe ainda nada sobre a vida. Que quando o coração se aperta, automaticamente a garganta seca, a respiração se altera, os passos cambaleiam, e o desejo de ter mais que a si mesmo se apresenta, varrendo a alma de lado a lado, de cima a baixo, sem dó nem piedade da -nem mais tão valorizada- liberdade conquistada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem por isso qualquer desespero me seria justificável. Não estou mais em tempo de ver na carência física a oportunidade para encher a cara, pra sair pela noite catando qualquer pessoa, assumindo (irresponsavelmente) compromissos com pessoas dominadas por carências diferentes das minhas. Não chego mais a esse ponto. Disso eu tenho certeza absoluta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me permito meditar antes do próximo passo, antes de me preciptar. Já chega de machucar, de magoar, de desequilibrar quem cruza meu caminho. Basta de sair sujo das vidas que me via embrenhar sem consciência alguma de que as feria. É também por isso, pela (in)certeza do que quero realmente que, muitas das vezes, opto pela solidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora eu sei esperar. Sei reconhecer o meu melhor momento pra não estar só. E esse ainda não é o momento em questão, por mais que eu enxergue alguém que (talvez) possa me tirar da solidão.&lt;br /&gt;Não quero a piedade por estar só. Até porquê vislumbro sempre novas possibilidades... Apesar de tudo o que já vi e vivi, ainda sou um sujeito otimista.&lt;br /&gt;Não é isso. Apenas quero mostrar que, assim como ninguém é completamente dependente do afeto alheio, ninguém também é tão auto-suficiente assim. Se for, cuidado: pode estar doente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-6586195052673488968?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/6586195052673488968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/solidao.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6586195052673488968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6586195052673488968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/solidao.html' title='Solidão'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-5960858386247560743</id><published>2011-10-27T20:28:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T10:00:36.004-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>A Força da Natureza</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quão difícil é resistir à sedução de uma mulher espontânea, de personalidade doce e gestos delicados. Destas que não forçam nada para serem sinceramente sedutoras, com o charme natural da sua própria feminilidade. Não que se apresentem seguras de si, mas seguras justamente de suas fragilidades. Sem apelações, sem qualquer vulgariação do conceito sedutor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"-É realmente um ato&amp;nbsp;heroico, meu caro!"&lt;/i&gt; -penso com meus botões, após a resistência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que as coisas não param por aí...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois o pior é que, após resistir a tamanho magnetismo, fica-se com a impressão de que o &lt;i&gt;não-ceder&lt;/i&gt; foi um total equívoco. Mais: não apenas um simples e absoluto equívoco, mas talvez o maior de todos já cometidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há sim, algum sabor de vitória. Vitória orgulhosamente inútil, seguido de um imenso vazio, recheado de solidão. Na verdade sobra apenas a sensação de uma derrota merecidamente amarga. Pior que isso: uma fuga covarde.&lt;br /&gt;Não provar a maçã deixou-me livre, porém com fome.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"-Não é possível que se desça tão profundamente, que tudo se desfaça em trapos e se desmorone em pó e escombros! E tudo isso depois do ato de&amp;nbsp;heroísmo&amp;nbsp;que se apresentava até a pouco tão raro e corajoso..."&lt;/i&gt; -lamento-me agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coisas que se dão, mesmo que se tenha toda a firmeza da decisão e da convicção, por não querer deixar-se perder em seus tantos encantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca subestime essa poderosíssima força da natureza feminina que, se não decide, confunde qualquer marmanjo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-5960858386247560743?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/5960858386247560743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/forca-da-natureza.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/5960858386247560743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/5960858386247560743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/forca-da-natureza.html' title='A Força da Natureza'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-7026680943753668966</id><published>2011-10-26T10:59:00.000-07:00</published><updated>2011-10-27T12:03:03.846-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Pé no chão: Não me iludo comigo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei à conclusão que estou longe de ser o sujeito gente fina que insistem em me pintar, em observar superficialmente. Esses, percebe-se, quase nada me conhecem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário do que se apresenta aos olhos menos atentos, não posso me dar o direito de sentir orgulho ou me envaidecer pelos que de alguma forma me evidenciam, por mais que essa ideia -às vezes- tente me seduzir. Estão equivocados. E eu também estarei se me deixar levar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observo que não me basta cumprir alguns deveres -e mesmo que eu cumprisse todos!- para sentir-me à vontade em ser identificado com uma pessoa de bom coração, de alma nobre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A boa vontade anda distante das minhas ações, dos meus cumprimentos. Pior, muito distante das minhas intenções.&amp;nbsp;Faço sim, mas por compromisso e sob pressão da consciência. Boa vontade então, é artigo muito mais raro em meus propósitos. Muito infelizmente, estou sendo o mais sincero que me permito. E, ao contrário do que possa deixar transparecer, sinto profundo lamentar cada vez que ouço essas avaliações mal analisadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por dentro, ainda me pego indeciso ao dedicar-me na realização de eventos que não têm o meu absoluto interesse individual. Até sinto-me bem quando os cumpro, mas dada a minha tendência ainda muito egoísta, sinto-me constantemente indisposto em começá-los. Assim, me observo sempre procurando desculpas e justificando outras prioridades veladamente, mesmo que no fim, resolva pelas mais necessárias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já cheguei a conclusão que não cumprir meus deveres me incomoda muito mais que cumprí-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso é ser bom? Claro que não. Mas tem gente que vai dizer que "sim", que "é um sinal de transformação", "uma diferenciação", etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não aceito mesmo qualquer reconhecimento ou elogio! Não por possuir uma falsa modéstia ou uma humildade sincera. Não aceito essas identificações por saber bem das minhas intenções íntimas ao fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso nunca foi digno de orgulho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já me chamaram de idealista, outro rótulo que rejeitei. O idealista pode ser identificado por uma linha de ação paralela à necessidade individual. Ailás, o verdadeiro idealista segue pelo caminho do interesse coletivo. Logo, não sou um desses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu ainda não mudei, por mais que eu gostaria de identificar essa mudança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto eu continuar pensando que estou mudando, enquanto eu estiver me preocupando com a imagem dessa alteração de conduta e postura, nada mudou ainda. Seguindo por essa constatação, meu foco é a luta, a caminhada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mudança se dará quando eu não perceber que mudei, quando cumprir meus deveres sem dar-lhes qualquer importância, sem sentir o peso da dúvida, sem mais haver qualquer sombra de vacilo. Quando considerá-los apenas deveres comuns e eu os realizar com total desinteresse egoísta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ratificando: quando esses deveres passarem de obrigação à atos de boa vontade, sem qualquer intenção de elevá-los e destacá-los diante dos homens, quando não me incomodar aquele que não cumpre seus deveres, quando não mais criticá-lo por isso... aí sim, estarei transformado. E ainda assim, não me considerarei bom. Saberei apenas que absorvi as lições da caminhada, que aprendi em definitivo com o resultado das lutas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que fique bem claro a todos os que só me olham por fora! Não importa o que eu mostre, o que eu faça: não estou acima de qualquer expectativa que beire à uma perfeição relativa. Vivo sob o risco constante de decepcioná-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está avisado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-7026680943753668966?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/7026680943753668966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/pe-no-chao-nao-me-iludo-comigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7026680943753668966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7026680943753668966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/pe-no-chao-nao-me-iludo-comigo.html' title='Pé no chão: Não me iludo comigo'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-8588412241088284327</id><published>2011-10-25T09:34:00.000-07:00</published><updated>2011-10-25T13:20:51.501-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Como pôde fazer? Por que o fez?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, não sabia bem como as coisas haviam se dado. Num determinado momento, a escuridão, a cegueira absoluta, a queda. Pouco depois de evidenciado o equívoco, a recuperação da visão, a percepção dos ferimentos, do mal, da dor... e, por fim, a decepção e o desânimo... Tudo se deu assim, de forma covarde, inconsequente e egoísta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando acordou, era tarde demais. Bem mais do que podia imaginar. Já havia desejado tesouros que não lhe pertenciam e que nem deveriam ter passado por seus olhos com aquela intenção suja. Na verdade, o pesadelo agora era real. Não era apenas um sonho ruim, daqueles em que se respira aliviado após o despertar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí pra frente, o que se sabe é que, independente do tempo passado e de não mais ter qualquer contato com os prejudicados, viveria acompanhado constantemente pelas imagens do crime, pela lembrança daquele momento surpreendente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha até vontade de pedir perdão mas não por querer ser perdoado. Era muito mais pra mostrar-se sabedor de tudo o que causara. Porque o perdão mesmo, nem ele se permitia realizar. Só que até para esse pedido as coisas se monstravam impossíveis. Talvez, se no momento em que fora flagrado em ambição, se assumisse, se não se acovardasse e não se fizesse de injustiçado, talvez, não vestiria a máscara da mediocridade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois que se um criminoso assume a contravensão quando surpreendido, pode -da forma que aceita o ato- passar-se por arrogante ou doente. Pode ainda correr o risco de colher a condenação ou a misericórdia. Já quando se acovarda, é rebaixado à mediocridade. A covardia denota vergonha do cometimento, falta total de nobreza de alma, literalmente falta de coragem. O não assumimento e a mentira diante do flagrante agravam a ilicitude. Pior ainda quando, em desespero, envolve inocentes tentando desvencilhar-se. Não há ainda humano algum na Terra que seja capaz de perdoar uma covardia dessas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tudo isso poderia piorar ainda mais. Mesmo que sabidamente foragido, mesmo que passando a imagem da idoneidade aos desconhecidos, seguia prisioneiro de sua consciência e refém das suas lembranças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque é assim que as coisas são. Por mais que aquele que faça o mal não aparente se importar com suas vítimas, por mais que em sua face se ilustre um sorriso leve, em sua alma estarão as manchas de sangue, os ecos da dor, que cedo ou tarde lhe trarão o despertar de uma angústia dilacerante e do remorso sem aparente solução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E certamente que as perguntas "como pude?" e "por que fiz?" lhe perseguirão pelo resto da sua miserável vida. Era exatamente assim que ele seguia: totalmente são, mas nem por isso livre dos farrapos da insanidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-8588412241088284327?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/8588412241088284327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/como-pode-fazer-por-que-o-fez.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8588412241088284327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8588412241088284327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/como-pode-fazer-por-que-o-fez.html' title='Como pôde fazer? Por que o fez?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-6176611358417429639</id><published>2011-10-20T19:00:00.000-07:00</published><updated>2011-10-25T13:23:11.883-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Entre a Razão e o Coração</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Antes de tudo, que você tenha a noção exata de que não sou um covarde. Que não estou&amp;nbsp;fugindo do confronto. Apenas creio que diante desse assunto, eu possa me sair melhor&amp;nbsp;nas palavras escritas que nas ditas...&amp;nbsp;&lt;i&gt;pra variar&lt;/i&gt;. Receio que falando, eu possa vir a esquecer de&amp;nbsp;algum detalhe, tomado pela emoção de estar à sua frente. Ou pior, que eu ignore completamente a minha razão e aí, me entregue com tamanha força, que arraste tudo, inclusive as falsas promessas. E escrevendo, há mais tranquilidade e reflexão. Não estou diante de ti,&amp;nbsp;apesar de, em meu pensamento, você estar presente a cada cinco minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela minha razão, eu não entraria nessa. Por ela eu não exporia à dor a mim e a mais&amp;nbsp;ninguém. E assim você não correria riscos de esperar por algo que certamente não&amp;nbsp;ocorrerá tão cedo, e eu desconsideraria a felicidade ilusória que meu coração me&amp;nbsp;propõe. Não que ela me faça ser frio, mas é que a razão só vê discernimento, só vê&amp;nbsp;lógica e raciocínio. Ela me afasta dos fatores sentimentaloides e passionais, aos quais&amp;nbsp;me entregaria sem pensar duas vezes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A razão me mostra os verdadeiros prós e contras do momento, não importa o quão&amp;nbsp;severos e&amp;nbsp;ásperos&amp;nbsp;sejam. Seguindo por esse caminho, vejo que existem mais&amp;nbsp;adversidades e obstáculos que vantagens e conveniências na nossa aproximação.&amp;nbsp;Se fosse só por ela -a razão-, tudo seria muito mais simples e, sem dúvida alguma,&amp;nbsp;não haveria qualquer sombra nesse dilema que me rouba o sono desde o dia em que&amp;nbsp;nossos caminhos se cruzaram: eu abriria mão de toda possibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo meu coração, eu seria um descompromissado desmedido. Desceria a ladeira da&amp;nbsp;ilusão irresponsável, sem freio e sem documento, embriagado por uma enganosa&amp;nbsp;esperança de conseguir dedicar-me. Por ele, eu me saciaria numa única migalha da&amp;nbsp;tua atenção, pela sua mera companhia, por exemplo. Meu coração, quando sem o&amp;nbsp;auxílio da razão, é um cego desmemoriado, perdido na escuridão do peito, buscando&amp;nbsp;sempre novas quedas diante do paixão. É um eterno adolescente, em busca de&amp;nbsp;borboletas que lhe revirem o&amp;nbsp;estômago&amp;nbsp;em emoções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele é minha emoção mais apaixonada e perigosa. Capaz de nos fazer entrar de cabeça&amp;nbsp;numa relação sem futuro, em grande velocidade e sem apego à sua integridade. Meu&amp;nbsp;coração esqueceu de tudo o que já viveu, sofreu e fez sofrer. Experiências?! Pra ele,&amp;nbsp;isso não conta. Se depender só dele, estar diante de você é suficiente pra tudo&amp;nbsp;funcionar e ser resolvido. Ele não está nem aí pro tempo que está por vir, pro destino&amp;nbsp;e pras consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que estou cansado de tudo isso. De cumprir deveres. De não ter tempo pros meus interesses individuais. De não ser tão egoísta quanto ainda tenho necessidade de ser. É sério! Estou com saudades de ter recursos, de poder realizar, poder correr sem outro compromisso que comigo mesmo. E o pior é que sei que isso só me faria ainda mais triste e insatisfeito após brevíssima constatação. Sou uma confusão só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas estou mesmo é muito, muito cansado de, apesar de toda a incoerência do momento, ficar vendo você uma vez numa semana, uma vez noutra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que&amp;nbsp;acabei de decidir que não vou abrir a porta pra você, que não vou te acomodar no&amp;nbsp;coração. Vou decidir unicamente com a razão. Momentos diferentes, entende?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez, precise incorporar de vez a idéia de que entrar num duelo com qualquer alguém não&amp;nbsp;faz mais parte da minha vida. Não agora. E não sei se tão cedo haverá novo espaço no&amp;nbsp;tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não estou revoltado com essa situação. Estou até bastante conformado, mas de certo modo, também incomodado. Já compreendi. Falta absorver. Não são coisas que se dão automaticamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então é isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra comparar, que saiba que o tanto que sei de você, é o mesmo que posso te&amp;nbsp;oferecer: muito pouco ou quase nada. Assim sendo, que você tolere ou que&amp;nbsp;simplesmente desconsidere essas palavras."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-6176611358417429639?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/6176611358417429639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/entre-razao-e-o-coracao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6176611358417429639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6176611358417429639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/entre-razao-e-o-coracao.html' title='Entre a Razão e o Coração'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-7350603264167217586</id><published>2011-10-14T14:43:00.000-07:00</published><updated>2011-11-27T02:34:47.023-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Pessoas e Momentos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dilema continua. Observo tudo detalhadamente e, apesar de muito fraco naquela&amp;nbsp;coisa de "entender meias-palavras", penso que talvez possa ser sim, que eu esteja&amp;nbsp;sendo estimulado a sair da inércia, a tomar uma iniciativa mais incisiva, partir pra&amp;nbsp;conquista do "território" e dominá-lo, como um bom macho predador o faria. Mas a&amp;nbsp;coisa não anda tão fácil e nem sou um predador tão primitivo assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou muito ruim em mímica, em linguagem de olhares e em mensagens subliminares.&amp;nbsp;Aliás, ruim é pouco... sempre fui péssimo nisso. Quando -no mínimo- não perdia muito&amp;nbsp;tempo até descobrir o que se dava, cansava mesmo era de perder grandes&amp;nbsp;oportunidades. Maldita incapacidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E lá vinham aquelas legendas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Ah, dizendo aquilo, eu estava dando a entender que..."&lt;/i&gt; ou ainda&lt;i&gt; "te dei todas as&amp;nbsp;indiretas para que você percebesse que..."&lt;/i&gt; ou ainda &lt;i&gt;"quando faço assim, significa&amp;nbsp;que..."&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;"quando passo a mão no cabelo, olho assim, falo assado, é que..."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não! Definitivamente essa mania feminina de achar que advinhação é comum aos&amp;nbsp;homens não ajuda. Sempre fico na dúvida. E na dúvida, fico na minha. Pro bem de&amp;nbsp;todos, pro bem geral da nação. Então, prefiro que fique cada um na sua e a amizade&amp;nbsp;continua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o ruim é que, em geral, a mulher ainda se acha no direito de ficar&amp;nbsp;chateada, como se fosse obrigação do homem perceber alguma coisa além dos seus&amp;nbsp;cinco limitados sentidos... Não basta protegê-la das ameaças da natureza desde a&amp;nbsp;idade da pedra, ainda quer que sejamos "médiuns&amp;nbsp;ostensivos"?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem que a sedução feminina é muito bem vinda, que aquele joguinho bem sutil é&amp;nbsp;muito agradável... Vocês fazem aquela coisa de "poder sedutor" e nós fingimos cair&amp;nbsp;irresistivelmente e tal... E vocês ficam satisfeitas, e nós também. Mas mesmo assim,&amp;nbsp;fico sempre meio perdido se a coisa não for muito bem definida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou desatualizado, minha gente. Sem ritmo de jogo, entende? Sem praticar de forma&amp;nbsp;mais séria, perdi o tempo dessas jogadas mais estratégicas. Acabei me acostumando&amp;nbsp;com um pega e larga sem sentido e que me fez dar uma esfriada. Estou mesmo&amp;nbsp;ficando velho pra essas coisas!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então se tiver que dizer, que seja digamos, um tanto diretamente. E aí sim, terei a&amp;nbsp;certeza do que fazer... ou não. Não sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, (quase) resolvida essa primeira questão, sigo pra segunda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando alguém me pergunta -sempre tem quem pergunte- como seria a pessoa ideal&amp;nbsp;pra mim, respondo a mesma coisa há anos: a pessoa certa, na hora certa, no lugar&amp;nbsp;certo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas e a beleza? E a personalidade? E o &lt;i&gt;service pack&lt;/i&gt;? Pra mim, tudo isso é muito&amp;nbsp;relativo e, ao mesmo tempo, já está incluso no conceito de pessoa certa. Na hora&amp;nbsp;certa, significa que o momento é bom, com tempo suficiente pra a dedicação e atenção, ao&amp;nbsp;sentimento e tudo o que isso implica. E o lugar certo... é o ponto de convergência que&amp;nbsp;nos faz cruzar os caminhos. O lugar no espaço em que nossos destinos se&amp;nbsp;encontraram.&lt;br /&gt;Mas quem dera se a gente sempre seguisse esse mapa... Em geral,&amp;nbsp;queremos mesmo é transformar em "pessoa certa", aquele ser que dá a entender&amp;nbsp;-desde o princípio- que não vai dar certo. Teimosos, fantasiamos essa pessoa com&amp;nbsp;uma perfeição além das nossas expectativas. Montamos um altar com ares de&amp;nbsp;divindade e passamos a venerá-la sem sequer inteirá-la do assunto. E quando enfim, a&amp;nbsp;ficha da realidade cai, dizemos que a tal pessoa nos decepcionou. Mas não com a&amp;nbsp;ideia de que a decepção se deu com a nossa expectativa. Não. Parece mesmo que ela&amp;nbsp;nos enganou de modo sórdido. E foda-se: &lt;i&gt;"O mundo tem de pagar por isso"&lt;/i&gt;. Afinal,&amp;nbsp;coitadinhos de nós, bons demais para esse ambiente cruel...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até com relação ao momento, nós pensamos sempre ser imperdível. Quase não nos&amp;nbsp;damos tempo pra meditar a sós e vivemos engatando uma relação na outra, como que tentando&amp;nbsp;não ter tempo pra olhar pra dentro de nós, evitando assim, dar de cara com o grande nada que nos preenche. E aí, continua o drama: é só decepção... com os outros,&amp;nbsp;claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Esperar pra que? A vida é muito curta!"&lt;/i&gt; -todos agem assim. Mas o pior é que seguir&amp;nbsp;nesse ritmo, só aumenta o abismo. Conheço mesmo gente que, se parar um segundo&amp;nbsp;pra se observar, vai entrar numa depressão monstruosa. Vai enxergar que a vida se&amp;nbsp;encontra estagnada. Vivem felizes se cercados de "amigos", cometendo todo tipo de&amp;nbsp;excessos, no limite das próprias forças, dia após dia. Mas tudo o que é superficial, um&amp;nbsp;dia se revelará duramente e sem chances de fuga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já ouviram aquela passagem que diz mais ou menos assim &lt;i&gt;"O que Deus uniu, o homem&amp;nbsp;não separa"&lt;/i&gt;? Pois é. Pode ter certeza de que esses são os tipos de uniões em que&amp;nbsp;Deus não tem nada a ver... O ser humano força uma situação, se envolve, assume&amp;nbsp;compromisso e não considera os riscos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem muita gente aí se aproximando e se unindo sem amor algum, apenas por desejo,&amp;nbsp;por tesão, carência, status, interesses puramente materiais... E nessa, criam vínculos&amp;nbsp;pro resto de suas vidas, através de sentimentos negativos ou mesmo de filhos, vítimas&amp;nbsp;da insensatez daqueles que são seus meros fazedores. Quanta gente não vai da&amp;nbsp;paixão avassaladora ao encontro do crime e da morte, da noite pro dia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começou mal, não há como terminar bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem quem não queira aguardar uma pessoa ou um momento melhor. Já vi até quem&amp;nbsp;dizia correr atrás do momento e do lugar certo porquê, segundo aquela música, &lt;i&gt;"quem&amp;nbsp;sabe faz a hora, não espera acontecer"&lt;/i&gt;, quando na verdade, era ela mesma a&amp;nbsp;pessoa errada, no momento e no lugar errado. Certamente, ia fazer um estrago na&amp;nbsp;vida da tal pessoa certa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem quem não consiga ter paciência diante do tempo da vida. Quem na verdade não&amp;nbsp;se ature só. Tem quem busque -à qualquer custo- algo que esconda o seu imenso&amp;nbsp;vazio existencial. E são justamente estes que não entendem aqueles que sabem&amp;nbsp;esperar. Não acreditam que existem pessoas que têm outras prioridades e&amp;nbsp;importâncias na vida, além de fazer parte de um círculo social, de ter "companhia no dia&amp;nbsp;dos namorados". Mais uma vez, aí se encontra mais um ser que limita o mundo inteiro&amp;nbsp;por si mesmo. Encontrar alguém é uma consequência de um momento da vida e não&amp;nbsp;um dos objetivos da mesma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O imediatista é um pessimista disfarçado, um egoísta velado. E o pior é que ele não se&amp;nbsp;vê assim. Talvez, só consiga enxergar sua realidade no dia em que perder quem ama&amp;nbsp;ou que não conseguir amar quem realmente queira. É um trabalho muito difícil deixar&amp;nbsp;de ser assim. Até hoje eu luto contra tudo isso. Sim! Afinal, sou um sujeito&amp;nbsp;absolutamente normal, cheio de defeitos, de medos, inseguranças e limitações.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez, a minha vantagem seja me permitir conhecer melhor os pontos fracos, e&amp;nbsp;disfarçá-los de forte ou deixá-los expostos na vitrine.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem me dera se o fato de compreender finalmente o funcionamento das coisas da&amp;nbsp;minha personalidade, trouxesse a transformação de forma automática das tendências&amp;nbsp;do meu caráter! Quem me dera!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas agora, consigo também observar com clareza maior que a vida -muito raramente- está totalmente sob nosso controle. Apesar do livre arbítrio nosso de cada instante,&amp;nbsp;Deus -apenas às vezes- nos dá esse gostinho, mas ainda somos muito imaturos pra&amp;nbsp;tamanha responsabilidade. Logo Ele nos divide as decisões da vida com as mãos de&amp;nbsp;outras pessoas, e nos vemos freados, delimitados e até mesmo encurralados. E é&amp;nbsp;assim que se vive e se evolui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse momento, vejo o barco da minha vida seguindo um rumo diferente do qual eu&amp;nbsp;ordeno ao leme. Eu forço e me esforço, mas tudo parece inútil. Parece que o ponto de&amp;nbsp;convergência é, na verdade, um doce ponto de colisão. Pouco à frente, destinos&amp;nbsp;preparam-se para se cruzar de forma inevitável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Eu vejo uma outra vida em meu caminho. Vejo um outro caminho em minha vida.&amp;nbsp;Tento fugir, mas já não consigo. Já penso muito no que venha a acontecer, já busco&amp;nbsp;estar preparado pro momento do impacto. Já ouço o canto da sereia...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que se apresenta mais curioso nesse caso, é o fato de parecer muito ser a &lt;i&gt;"pessoa certa"&lt;/i&gt;... mas no momento errado.&amp;nbsp;Observo detalhadamente e reconheço que ela pode mesmo &lt;i&gt;"ser o meu número"&lt;/i&gt;, estar&amp;nbsp;na medida daquilo que eu preciso. Mas, quando olho pros lados, só vejo um imenso caos à&amp;nbsp;minha volta. Há em meu momento atual, uma total escassez de possibilidades. Não&amp;nbsp;consigo identificar portas abertas. Falta-me tempo, falta-me recurso, esperança e até&amp;nbsp;mesmo coragem. Ou seja, tenho quase nada a oferecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer que seja o nível de envolvimento, um mínimo de dedicação é exigido, ou&amp;nbsp;quem sempre dá fica doente, e quem sempre recebe, fica mal acostumado. E agora?&amp;nbsp;Mais que não desejar ser cobrado pelo que não posso oferecer, não gostaria de criar&amp;nbsp;falsas expectativas... Já passei dessa fase de promessas falsas. Já faz um tempo em&amp;nbsp;que só jogo com as peças que tenho em mãos, que só concretizo se houver a&amp;nbsp;possibilidade. Será que alguém suportaria aceitar essas condições? Será que valeria arriscar uma tenra, porém imprevisível amizade? Será que eu aguentaria sustentar APENAS essa mesma amizade, sem nada além?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os sinais parecem claros. Os olhares tímidos e desejosos, a preocupação, a busca pelo toque, pelo calor, pelos abraços, pelo conhecer, pelos detalhes, o querer sorrir, o querer ouvir...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O alinhamento das órbitas parece mesmo fatal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas já pensou se tudo isso for só fruto da minha imaginação?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-7350603264167217586?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/7350603264167217586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/pessoas-e-momentos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7350603264167217586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7350603264167217586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/pessoas-e-momentos.html' title='Pessoas e Momentos'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-3008416677676231776</id><published>2011-10-11T21:42:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T09:39:28.236-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Entre a Liberdade e a Prisão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Você me surpreendeu! Nunca que eu poderia esperar te encontrar naquele dia. Foi simplesmente inusitado. Passamos uma boa hora de conversa, e acabamos nos conhecendo melhor, sem aparente pretensão de nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora estou assim, sabe... Sem saber o que esperar, o que fazer. Ouvi muito sua voz naquela manhã, seus sorrisos doces, seus acontecimentos, sua vida. Com medo, confesso que está me dando uma grande vontade de te querer... Coisa que eu não quero! É, eu sei que é estranho...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não sei também se o que sinto é fruto de um lado só. Não sei se fora aquilo tudo empatia nossa ou só sua simpatia. Veja que peguei tuas mãos, que beijei teu rosto. Que te fiz sorrir por várias vezes. O tempo todo sentindo o seu perfume sutilmente doce, observando a sua pele tão delicada, os cabelos dourados. Fiquei inebriado de você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que agora estou vendo essa semana passar com lerdeza absurda. Queria te encontrar novamente, nem que fosse só pra te ver. Te ouvir seria muito melhor e se puder sentir então... eu não mereceria!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade... parece mesmo que estou com saudade. Sinto que pode acontecer entre nós algo que eu não gostaria pra tão cedo, nem contigo nem com ninguém. Mas essas coisas são assim mesmo. Ninguém manda no coração. E quem diz que manda, está é sendo mandado pelo malandro desse órgão, que se faz de bobo pra enganar o dono mané.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, eu realmente não queria. Arrumar tempo -pra me dedicar ao que vier- será perder minha liberdade. Tudo bem que ser livre é ser solitário, mas eu lido bem com essas coisas. E entrar numa dessas, significaria abrir mão dessa disponibilidade que eu consegui depois de tanta luta. Seria dividir um tempo que não tenho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, se você quiser, não vai haver outro jeito. Eu já me vejo fazendo o sacrifício.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas pode ser que não dê em nada, que tudo não passe da minha única vontade, da minha natureza de sonhador, pretensão de pensar que você pode me querer também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso também acontece nas melhores famílias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por um lado, tomara que seja desse jeito. Apesar da dor que já sei que vou sentir, vou seguir voando do mesmo jeito, ainda que só. Por outro... apesar do cárcere da atenção exigida, do arrastar limitador dos meus rumos, imagino que, acorrentado a você, eu bem que posso -de alguma maneira- me aliviar um pouco das agruras, e tentar voar contigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado que já tem tempo que sei da sua existência e você da minha, mas esse meu jeito meio fechado não ajuda. Agora, espero que você tenha me descoberto. Que tenha observado que sou até razoável de conversa, que eu posso te fazer abrir esse sorriso lindo, e até mesmo te proteger. Que não sou qualquer mais um. Que não sou os outros.&lt;br /&gt;Só agora é que vi você com olhos diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estarei diante de um dilema... se você retribuir o que sinto."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-3008416677676231776?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/3008416677676231776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/entre-liberdade-e-prisao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3008416677676231776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3008416677676231776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/entre-liberdade-e-prisao.html' title='Entre a Liberdade e a Prisão'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-6155165245599100374</id><published>2011-10-06T20:30:00.000-07:00</published><updated>2011-11-27T02:54:59.090-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>De Quando o Fim é Agendado...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe uma frase que diz assim: &lt;i&gt;"Se você viver cada dia como se fosse o último -&amp;nbsp;&lt;/i&gt;entenda-se bem: na intensidade dos limites do seu corpo e não da sua consciência&amp;nbsp;&lt;i&gt;-&amp;nbsp;algum dia provavelmente você vai acertar."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso impressionou muito aquele homem que, desde que conheceu a tal frase, passou a&amp;nbsp;se olhar no espelho cada manhã e a se perguntar:&amp;nbsp;"-Se hoje fosse o último dia da minha vida, eu ia querer fazer o que vou fazer hoje?"&amp;nbsp;E sempre que a resposta lhe soava "não", entendia que tinha que mudar alguma coisa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ele não sabia ainda o que em breve lhe ocorreria...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem! Um dia, descobriu que morreria. Até então não seria nada demais, visto que&amp;nbsp;todo mundo acaba mesmo morrendo algum dia. Descobriu no entanto que teria no&amp;nbsp;máximo seis meses de vida. Lamentar-se? Deprimir-se? Conformar-se?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fez então sua&amp;nbsp;primeira grande escolha: continuar vivendo. Lembrou-se que muitos morrem antes da própria morte. E que essa era a pior das mortes. É quando somos nós mesmos que minamos a nossa esperança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas para aquele homem, lembrar-se sempre que logo estaria morto foi a ferramenta&amp;nbsp;mais importante que jamais imaginou contar pra o ajudar a fazer grandes escolhas no &amp;nbsp;resto de vida que lhe sobrava. Porque quase tudo, toda a expectativa exterior, todo o&amp;nbsp;orgulho, toda a vaidade, todo o egoísmo, todo o medo das dificuldades ou das&amp;nbsp;falhas... todas estas coisas simplesmente sumiam em face da morte, fazendo-o&amp;nbsp;preocupar-se apenas com o que era realmente importante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levar a sério o fato de que você vai morrer talvez seja a melhor maneira de despertar de vez para a Vida. Serve para evitar que você tenha medo de perder o que de fato nunca foi seu... E se você já está livre, não há mais razão para não seguir seu coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para ele, tudo mudara. A noção do quão pouco ainda viveria, significava tentar dizer aos seus amados tudo o que pensou que teria a vida inteira para lhes dizer... em apenas uns poucos instantes. Significava dizer adeus. Ou até breve, dependendo da espiritualidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas enquanto ainda havia sobrevida, aquele homem percebeu que poderia afirmar algo&amp;nbsp;com um pouco mais de certeza. Aliás, com muito mais do que quando a morte ainda&amp;nbsp;lhe era um conceito útil mas absolutamente distante: a certeza de que ninguém quer&amp;nbsp;morrer. Eis o tamanho do respeito que se deve ter pela Morte. Por isso, a partir&amp;nbsp;daquele momento, passou a grifá-la com a primeira letra maiúscula, para que&amp;nbsp;apresentasse -de forma simbólica- a mesma importância da Vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim. Observe que mesmo as pessoas que acreditam na vida após a morte, na&amp;nbsp;imortalidade da alma, no céu, no paraíso... nenhuma delas deseja morrer. (Não é&amp;nbsp;preciso nem citar o pavor velado dos que&amp;nbsp;creem&amp;nbsp;no fim absoluto, no nada...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E apesar de todas as possibilidades que dispomos hoje de lutar pela vida, mesmo&amp;nbsp;assim, a Morte é o destino que todos nós compartilhamos em igualdade máxima.&amp;nbsp;Nenhum "vivo" nunca escapou dela, afinal a Morte é uma necessidade da Vida. A Morte, queiram ou não ver por esse lado, é o sinal mais evidente da renovação. É o agente transformador. Aliás, é a própria Morte quem abre espaços para uma&amp;nbsp;nova Vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se hoje, no auge das possibilidades, jorramos tamanha vitalidade ao ponto de não&amp;nbsp;valorizá-la, ao ponto de simplesmente jogarmos a nossa saúde no lixo, ao ponto&amp;nbsp;mesmo de apostar a própria Vida em duelo com a Morte, amanhã, cedo ou tarde, espremeremos o resto dela, à procura de uma gota a mais qualquer que seja. Nem tanto para viver... mas para continuar acreditando que continuaremos a existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A grande maioria das religiões e filosofias não consegue contribuir muito ao ser&amp;nbsp;humano diante desse momento ainda muito sombrio e desconhecido. Elas, em algumas raras vezes, apenas tentam nos confortam com conceitos imprecisos. E a maioria delas arrisca-se na ideia do nada, da inexistência, do inferno, do paraíso, do céu, e acabamos nos conformando muito mais com o tempo do que com os dogmas apresentados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O próprio ser humano, enquanto cheio de possibilidades, não quer nem ouvir falar dela.&amp;nbsp;E quando aparentemente sem saída, a vê -de forma totalmente equivocada- como a única saída. Diante dessa postura, penso que em algumas vezes, a Morte é encarada do mesmo modo negativo que Deus: ambos misteriosos, casuais e temidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma verdade é que ninguém mantém sua soberba quando se encontra ciente, diante&amp;nbsp;da morte. É aí que mesmo o mais ferrenho ateu se curva a Deus, sem um pingo da&amp;nbsp;convicção que aparentava possuir segundos antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem certo que nosso instinto de preservação fala mais alto. E justamente para que&amp;nbsp;não nos entreguemos à Morte por qualquer desespero maior. Mas não podemos&amp;nbsp;ignorá-la, desconsiderá-la. Até mesmo para estarmos preparados diante das perdas&amp;nbsp;inesperadas. A única coisa que nos pertence são nossas escolhas e decisões. O&amp;nbsp;pensar e o fazer. A duração da nossa própria vida é relativa e questionável. Que dirá a da vida dos que nos cercam!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ainda vamos naquela ideia de que a vida só pode ser vivida na saciedade dos sentidos, através dos excessos. Não estamos muito certos do além, mas&amp;nbsp;vivemos muitas vezes além do que o corpo suporta, na beira da Morte. Continuamos considerando que a vida é um bem absolutamente material, com uma capacidade útil desqualificada e sem garantia alguma de assistência. Não sabermos o dia de amanhã não nos dá o direito de fazer o que bem entendermos hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A vida é muitíssimo mais que um corpo em movimento próprio.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A vida é uma espécie de consentimento existencial.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A vida é o próprio estado de existir.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Particularmente, não gosto de falar sobre determinados assuntos me baseando no&amp;nbsp;(sólido) monte de argumentos oferecidos pelos estudos dedicados que faço a eles.&amp;nbsp;Citar uma religião ou determinada filosofia me soa forçoso, quase que "fazer&amp;nbsp;proselitismo", "atrair ovelhas para o rebanho do qual faço parte", entende? Isso&amp;nbsp;realmente não me agrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que cada um segue os fundamentos que mais lhe satisfazem o coração e a&amp;nbsp;mente. Por exemplo, cada um sente a vida e a morte de um jeito. Uns permitem-se&amp;nbsp;questionar, outros não. Mas definitivamente, falar da vida e da morte sem pôr em&amp;nbsp;xeque o outro lado delas, é impossível. Fica sempre incompleto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A fé -amparada nas religiões e filosofias- deve oferecer a tranquilidade do coração,&amp;nbsp;não só diante do começo, mas também do meio e do fim. Ou tudo se apresentará&amp;nbsp;como um grande e assombroso pesadelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece que fica faltando sempre alguma coisa nessas horas: é o conhecimento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tememos o que desconhecemos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é por isso que gostaria muito de que a ciência também estivesse mais a par desses&amp;nbsp;assuntos, que não apresentasse sempre essa postura tão ilusoriamente austera e ao&amp;nbsp;mesmo tempo freada no orgulho. Queria que ela -a ciência, evoluída, ratificasse mais&amp;nbsp;rapidamente o que já é comprovado pela certeza do meu coração: &lt;i&gt;que se a morte&amp;nbsp;existe, a inexistência não&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Steve Jobs, o criador da Apple.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra uns, o cara morreu mesmo, virou pó e só. Pra outros, passou pro lado de lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra uns, simplesmente um homem que comeu o pão que o diabo amassou e que depois&amp;nbsp;ficou rico. Pra outros, uma lição de vida. Uma vida histórica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com cinquenta e poucos anos, até ontem: fora um empresário muito bem sucedido -riquíssimo, visionário da tecnologia, casado, pai de família... Que antes, superou o abandono, a rejeição, várias "roubadas", "bolas nas costas" e afins, vendeu garrafas vazias pra comer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Morreu em razão de um câncer no pâncreas, mas não sem antes fazer história. Aos olhos de muitos, viveu pouco. "Aproveitou pouco", é o que gostariam de dizer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha todo o dinheiro do mundo mas nem assim conseguiu escapar da partida compulsória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra quem enxergou suas entrelinhas, viveu demais em pouco tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E você? Sabe o dia de amanhã? Se vai continuar saudável? Se vai ter muito tempo de&amp;nbsp;vida? Se seus amados estarão ainda ao alcance dos seus abraços? Se os seus&amp;nbsp;inimigos serão realmente mortais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Medite sobre, imagine-se e tire suas conclusões... se tiver coragem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-6155165245599100374?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/6155165245599100374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/de-quando-o-fim-e-agendado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6155165245599100374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6155165245599100374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/de-quando-o-fim-e-agendado.html' title='De Quando o Fim é Agendado...'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-1191835636779353339</id><published>2011-10-03T08:19:00.000-07:00</published><updated>2011-11-28T07:31:38.406-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Conceitos Equivocados e Preconceitos Certeiros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguia eu, meu caminho matinal e dominical de sempre, quando um grupo de pessoas vêm em minha direção. Era impossível não perceber que faziam parte de alguma igreja protestante e que estavam em tarefa de divulgação de sua fé. Normal. É uma tentativa nobre de levar alguma idéia de Deus aos corações alheios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao passar pelo grupo, uma senhora me ofereceu gentilmente um folheto da sua igreja, no que eu agradeci e imediatamente pus-me a ler, sem deixar de caminhar. (Sim, eu leio esses panfletos. Por que não?) Neste inclusive, percebi o quanto a abordagem (de muitos) dos nossos companheiros evangélicos evoluiu, tanto no contato direto quanto na seleção dos textos bíblicos dos impressos distribuídos. A fé precisa acompanhar as necessidades contemporâneas. Precisa evoluir pra não aparentar obsolência, defasagem, atraso diante dos homens, cada vez mais difíceis de serem tocados, cada vez mais interessados no materialismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse panfleto, por exemplo, falava sobre a importância da sociedade familiar para a formação humana e sua influência direta nos rumos da sociedade geral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Interessante! - pensei em concordância silenciosa. Era algo absolutamente coerente e muitíssimo atual. Guardei o papel no bolso e prossegui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns metros adiante, na mesma calçada, enxerguei uma carteira feminina caída ao pé de uma amendoeira, árvore comum nas áreas urbanas do Rio. Peguei e antes mesmo de abrir, olhei pros lados, como se pudesse encontrar imediatamente quem estivesse a procurá-la. Como não tive sucesso, abri a carteira e logo vi o documento de identidade. O rosto da fotografia me era recentemente familiar: era a senhora que me oferecera o panfleto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Que bom! Vai me poupar uma dor de cabeça... -respirei aliviado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corri de volta e encontrei-a na esquina seguinte, no que lhe mostrei o achado sem nada dizer. Demonstrando absoluta falta de percepção diante da perda, a senhora se surpreendeu ao reconhecer o objeto que lhe pertencia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Estava perto daquela árvora, senhora. Pode conferir que só a abri pra saber se havia alguma identificação. Assim que vi sua foto, lembrei-me da sua fisionomia. -pus-me a explicar, enquanto ela sorria aliviada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Meu filho, Deus te abençoe! Muito obrigada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-De nada, senhora... -e já ia me virando, de volta ao meu caminho, quando ouvi algo que me fez pedir para que repetisse. Eu poderia não ter entendido muito bem...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela, agora já com outros irmãos de fé a observar o acontecido, repetiu:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Você é evangélico, não é meu filho?...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quê? Na minha cabeça, esse tipo de coisa não entra...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer dizer que cumprir um dever mínimo qualquer que seja é passar o crachá de seguir essa ou aquela religião? Talvez, atitude de preto ou de branco? Torcer pra esse ou aquele time? Apoiar esse ao aquele partido? Ser eleitor desse ou daquele político? Ser formando nisso ou naquilo? Como assim? Fiquei pensando o que eu seria então, já que cumpri meu dever sem intenção de receber crachá ou rótulo algum, mas que por outro lado não fazia parte do conceito "evangélico"...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior que tem muita gente que acha que esse tipo de "ligação" seja digna de orgulho! Isso simplesmente não têm outra utilidade além da de exaltar-lhes a vaidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que o homem que busca, que exige e que se encontra satisfeito sendo reconhecido pelos seus ideais de fé através dos próprios homens, não está à altura de ter sua fé reconhecida por Deus. A intenção das ações é o tesouro ou a ruína do homem. Se quem faz algo, o faz com algum interesse de ser reconhecido ou de receber regalias e privilégios, já manchou o ato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliás, pra completar, o dever sincero não se cumpre diante da plateía dos homens e sim, tendo Deus como única testemunha. A mesma coisa se dá diante do seu dito "arrependimento para conversão". Afinal, quem poderá garantir-lhe a pureza de sua intenção de forma absoluta? Os homens ou Deus?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não foi a primeira, nem a segunda, nem a décima vez que isso me aconteceu... Noutra oportunidade, numa estreitíssima calçada, escolhi passar pela rua -para dar vez a um senhor que vinha na contra-mão. Ouvi a mesma besteira!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num certo emprego, não aceitei fazer parte de um "esquema" e lá veio a frase:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Você é evangélico, né?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São coisas de quem não pensa muito sobre o que fala e nem sobre o que sente. Apenas falam no intuido de bajular, por algum interesse de intenção duvidosa ou pura ignorância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o resto das minhas ações, ignoraram? Foi tudo apagado? Me exaltam em seus conceito apenas por um mísero dever cumprido? Mas nem que fossem mil deveres! E as coisas que se passam veladamente em meu coração e que não são dignas de um cristão? Se soubessem de todos os equívocos que já me proporcionei, sem dúvida que sequer levantariam essa idéia. Certamente que eu seria excomungado, esconjurado e até mesmo exorcizado... pra não dizer, isolado da sociedade.&lt;br /&gt;Por fim, como se fazer parte de uma religião -qualquer que seja!- desse alguma garantia automática de pureza e aquisição imediata de virtudes... Quem dera se a realidade fosse essa! Longe da hipocrisia, o mundo que o diga não é, meu Deus? Já foi o tempo de pensar assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas então, voltemos ao acontecimento mais recente...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senti uma coceira na língua e tenho que admitir que uma das minhas maiores lutas íntimas é justamente superar minha intolerância diante dessas situações. Não apenas em reação, mas também em pensamento. Então, engoli seco e ri sem graça:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não, senhora. Cristão sim, evangélico, acredito que não. -disse-lhe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À princípio, me pareceu pior que o silêncio, pois percebi que soou confuso. Não pela idéia que eu desejei passar, mas pela confusão que eles mesmos fazem entre &lt;a href="http://texticuloscronicos.blogspot.com/2010/01/religiosidade-versus-postura-crista.html" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;"ser evangélico" -ou "ter uma religião qualquer"- e ter uma "postura critã"&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Percebi um murmuro preenchido com discretos sorrisos de canto e sutis sinais de reprovação...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fim das contas, fiquei em paz. Não "agredi" ninguém com minha postura, com minhas idéias, não "choquei" ninguém com minhas escolhas. Penso que agi com bom-senso, graças a Deus. Pelo menos, dessa vez...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E segui meu rumo, "em pecado"...rs&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero ser "reconhecido" por ninguém pelo fato de estar frequentando uma igreja, sinagoga, mesquita ou centro espírita, por seguir uma doutrina, por fazer parte de um grupo ou qualquer coisa semelhante. Quero um dia ser reconhecido por Deus, pelos meus esforços e pela minha auto-superação. Que seja um mérito e não um privilégio. Até porquê sei que não será nada fácil! Eu me conheço...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O valor real do homem não pode ser avaliado por suas aquisições e ostentações. Tudo isso é fácil de ser conseguido e exposto, possível até mesmo de forma falsa. O valor real será o da sua entrega, suor e intenção. Coisas que são absolutamente íntimas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossos atos, por maiores que sejam perante os homens, serão dizimados diante de Deus, se não forem simplesmente encarados como deveres. E com boa vontade...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-1191835636779353339?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/1191835636779353339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/conceitos-equivocados-e-preconceitos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1191835636779353339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1191835636779353339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/10/conceitos-equivocados-e-preconceitos.html' title='Conceitos Equivocados e Preconceitos Certeiros'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2647552945779780904</id><published>2011-09-29T10:44:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T10:44:10.494-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Rock in Rio: Eu vou... mas será que vai valer?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem, tudo bem...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lenny Kravitz é sempre garantia de um bom show, eu sei. Talvez ele até compense a noite, mas ainda me lamento...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pena que só consegui ingresso pro dia 30/09.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pena que o "dia de show extra" do Rock in Rio tenha sido criado após a compra desse ingresso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pena que não foi permitida a troca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pena que o show extra é hoje, quinta-feira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pena perder Stevie Wonder, Jamiroquai, Concerto Sinfônico Legião Urbana, Dado, Bonfá, Joss Stone, Paula Lima, Baile do Simonal... e ter de me contentar com o Kravitz, o Jota Quest, o D2, a Ivete e a Shakira...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o que me resta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria mesmo era no dia 1º de outubro, mas... Pelo menos, já pude andar dizendo: "Rock in Rio, eu vou".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2647552945779780904?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2647552945779780904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/rock-in-rio-eu-vou-mas-sera-que-vai.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2647552945779780904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2647552945779780904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/rock-in-rio-eu-vou-mas-sera-que-vai.html' title='Rock in Rio: Eu vou... mas será que vai valer?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-4894159841253526606</id><published>2011-09-26T22:23:00.000-07:00</published><updated>2011-10-26T08:53:57.371-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Um instante por um grão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E já no meio do expediente, depois de uma forte lembrança, saudade insuportável lhe sufocou o peito e desesperou o coração. Sentia até mesmo o perfume dela a lhe cercar na sala.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levantou-se meio desnorteado, procurando ar, e dirigiu-se até a janela, quando de súbito, lembrou-se de uma passagem que ela muito lia para confortar a ambos, às vésperas de sua partida:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(...)"Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a este monte: passa daqui para acolá, e ele passaria, e nada vos seria impossível"(...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Mateus; XVII; 17:20)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...Foi o primeiro pensamento que lhe veio à tona. (E olha que era péssimo com essas coisas!...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe apenas que desejou tão ardentemente que arrepiou-se por inteiro. Foi mesmo com fervor com pediu. Tanto que não conseguiu se conter e os olhos ficaram marejados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resto do dia se foi, e de lá, passando pelo metrô, pelo ônibus, estava evidente sua impaciência: não queria se demorar e nem perder o foco do pensamento obsessivo: encontrá-la em casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"-Que seja por apenas mais uma única vez!", se conformava emocionado. E o resto todo seria uma doce consequência...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certamente que se entregariam aos beijos e abraços delicados, às confissões de amor e de saudade, para daí se sentarem à mesa, frente à frente, no alívio de amparar-lhe as mãos suaves e ouvi-la contar sobre seu dia sempre tão cheio. A parte que lhe cabia era apenas essa mesma: admirar em solene silêncio, com total atenção, a doçura daquela alma que jamais pensou ser possível encontrar. Tudo perfeito como sempre!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Subiu depressa pelas escadas, ignorando o velho elevador, sempre com o coração descompassado de ansiedade. Ia já no meio do caminho separando a chave certa para não perder tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abriu a porta de forma afobada e deixou-a escancarada enquanto seguia rumo ao quarto. A casa continuava impecável, apesar da leve penumbra. Era assim mesmo que ela deixava aconchegante aquele lar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No corredor, o perfume mais evidente era sinal comprovado da sua presença no quarto. "-Ela está na escrivaninha, entre seus livros, seus estudos, suas paixões..." -pensou e sorriu-se esperançoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abriu o quarto e numa rápida passagem com os olhos, a constatação: a última presença naquele quarto havia sido a sua mesmo, de manhã, ao partir para o trabalho. Ela não estava por lá. Continuava só, ainda cercado de lembranças e pelo perfume. Perturbou-se e só encontrou alguma consolação dentro do guarda-roupa, abraçando o único vestido que fez questão de manter. Parecia ainda sentir o calor da amada naquela peça. Provavelmente era fruto da sua triste saudade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebia o silêncio assustador da solidão, os porta-retratos repletos de recordações, a tarde que se ia mais uma vez e a noite que chegava pra lhe render. Sentia-a viva, mas apenas dentro de si, e por isso mesmo intocável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez não tivesse tido tanta fé quanto necessário, e sonhava -num outro fim de tarde desses- conseguir um pequenino grão qualquer que fosse...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confiar não é apenas esperar testemunhar um milagre, mas sim levar-se tranquilo, mesmo percebendo que o tal milagre talvez nunca se dê.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-4894159841253526606?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/4894159841253526606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/e-ja-no-meio-do-expediente-depois-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4894159841253526606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4894159841253526606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/e-ja-no-meio-do-expediente-depois-de.html' title='Um instante por um grão'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-4082062950855625320</id><published>2011-09-26T18:16:00.000-07:00</published><updated>2011-09-30T13:08:59.171-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Explico-te</title><content type='html'>Não adianta dizeres que não és assim.&lt;br /&gt;Tentar enganar o mundo não é coisa simples.&lt;br /&gt;Sei quem és.&lt;br /&gt;Já te disse que é fato consumado.&lt;br /&gt;Fazes propaganda, mostras a carteira, gritas a plenos pulmões: "-Sou!"&lt;br /&gt;Inútil...&lt;br /&gt;Não adianta fechares os olhos para que não vejam a verdade da tua alma.&lt;br /&gt;És incoerente sempre que possível e contraditória o tempo todo.&lt;br /&gt;De que adianta a fantasia de gente madura, se a postura é de uma criança?&lt;br /&gt;Os anos passam, o corpo muda e a cabeça mantem o vacilo da menina.&lt;br /&gt;Por isso é que quando me vens, mudo de calçada sem deixar de te sorrir...&lt;br /&gt;Só por isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-4082062950855625320?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/4082062950855625320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/explico-te.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4082062950855625320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4082062950855625320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/explico-te.html' title='Explico-te'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-6444219154649650575</id><published>2011-09-26T18:02:00.000-07:00</published><updated>2011-09-26T18:02:20.163-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>O Crime</title><content type='html'>Um dia, do nada, teve vontade de prometer que cuidaria dela, lembra?&lt;br /&gt;Disse que poderia confiar nele e deu-lhe até a mão.&lt;br /&gt;Noutro dia, apunhalou-a sem pensar em nada...&lt;br /&gt;Só que agora quem vive como um fantasma é ele.&lt;br /&gt;Certo que morreu!&lt;br /&gt;Mas o pior é o que se segue desde então...&lt;br /&gt;Uma maldição pesada, onde se vê arrastando correntes e lembranças duras.&lt;br /&gt;Sabe que não terá mais paz, não importa nem mesmo que o perdoem!&lt;br /&gt;Continua confuso e perdido no meio de um pesadelo.&lt;br /&gt;E sabe-se lá por quanto tempo isso se dará.&lt;br /&gt;Talvez pra sempre...&lt;br /&gt;Perdeu-se de vez na loucura, parece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-6444219154649650575?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/6444219154649650575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/o-crime.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6444219154649650575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6444219154649650575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/o-crime.html' title='O Crime'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-3988811053752741710</id><published>2011-09-22T18:39:00.000-07:00</published><updated>2011-10-26T08:56:24.419-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>E Chegou o Momento...</title><content type='html'>O frio na barriga,&lt;br /&gt;O embrulhar do estômago,&lt;br /&gt;O mal estar inexplicável,&lt;br /&gt;Por fim, perda total de apetite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vertigem ao olhar,&lt;br /&gt;O desvio covarde dos olhos,&lt;br /&gt;O não crer no ver,&lt;br /&gt;Até a surpresa ao constatar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acalento ao ouvir,&lt;br /&gt;O nó na garganta,&lt;br /&gt;O emudecer tímido,&lt;br /&gt;Para então gaguejar ao revelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arrepiar dos braços,&lt;br /&gt;O aquecer do pescoço,&lt;br /&gt;Enrubescer das faces,&lt;br /&gt;Até suar gelado na fronte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As noites de insônia,&lt;br /&gt;Os sonhos acordados,&lt;br /&gt;Os sonhos dormidos,&lt;br /&gt;Para o despertar do humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O magnetismo irresistível,&lt;br /&gt;O aguardar da oportunidade,&lt;br /&gt;O melhor instante de aproximar,&lt;br /&gt;Até o inacreditável momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A admiração constante,&lt;br /&gt;Acarinhar a qualquer custo,&lt;br /&gt;Dos abraços respeitosos,&lt;br /&gt;Aos beijos atrapalhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impaciência da espera,&lt;br /&gt;A ansiedade da chegada,&lt;br /&gt;A dor da despedida,&lt;br /&gt;E por fim, a tristeza da distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As expectativas mais otimistas,&lt;br /&gt;Os compromissos prioritários,&lt;br /&gt;Dos milhares de planos,&lt;br /&gt;Às juras eternas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inocência das descobertas singelas,&lt;br /&gt;A simplicidade dos desejos,&lt;br /&gt;O respeito supremo,&lt;br /&gt;Até o amor incorruptível.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;É um amor com todo frescor das almas joviais.&lt;br /&gt;Não seria nada de estranho, se ambos não tivessem mais de sessenta anos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-3988811053752741710?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/3988811053752741710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/e-chegou-o-momento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3988811053752741710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3988811053752741710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/e-chegou-o-momento.html' title='E Chegou o Momento...'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-7430451254478459632</id><published>2011-09-21T15:48:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T15:46:24.133-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Momentos de banzo: Coletânea</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não há tristeza maior no mundo que cogitar a possibilidade de uma dor não ser&amp;nbsp;superável. Me encontro assim ultimamente. Pior é que eu sei que essa dor se vai. Uma&amp;nbsp;hora qualquer, ela se vai...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas mesmo assim, me entrego a ela e me deixo levar mar a dentro."&lt;br /&gt;(2011, ontem)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Tanta tristeza que meu coração se agita. Sinto suas batidas de forma mais intensa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto até certa dor. Ele parece um tanto solto dentro do peito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje mesmo, agora a pouco, ele quase me sufocou a garganta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu morresse enquanto dormia, nem perceberia."&lt;br /&gt;(2008)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Antes sentir a saudade que você reclama sentir, que o remorso e o arrependimento&amp;nbsp;que eu sinto."&lt;br /&gt;(2009)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não sei bem direito... Mas desconfio que depois de tudo isso, um dia parto por conta&amp;nbsp;do coração. Ele me avisa aos poucos, doendo ao bater."&lt;br /&gt;(2010)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Procurei desaprender de amar para não mais sofrer por amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora preciso compreender minha solidão, para não sofrer por ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encerrei as portas do coração."&lt;br /&gt;(2011)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Todo mundo sabe que após a mais longa das tempestades, o estio voltará a&amp;nbsp;desbravar a cerração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que a noite nunca foi pra sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas e daí?"&lt;br /&gt;(2011)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A dor serve de ensinamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela se encontra até no perder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perder é o aprendizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto que aprendi...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas só depois que te perdi."&lt;br /&gt;(2011)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;............&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem foi mais um desses momentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava entre dois livros, algumas idéias e muitas lembranças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não tive disposição sequer de pegar uma caneta, que dirá de me levantar e vir até o computador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliás, esses dias têm sido assim: um tanto dramáticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Frescura? Obsessão? Perda? Consciência? Premonição? Tudo junto?&lt;br /&gt;É o meu time que perdeu, é meu pé torcido, meu dente que dói, a vista que está cada dia pior, a família que anda doente, a saudade que aperta...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que seja...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente já tive momentos melhores... mas tudo passa, tudo são fases.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amanhã, quem sabe?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-7430451254478459632?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/7430451254478459632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/momentos-de-banzo-coletanea.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7430451254478459632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7430451254478459632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/momentos-de-banzo-coletanea.html' title='Momentos de banzo: Coletânea'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2335013455152314784</id><published>2011-09-20T10:21:00.000-07:00</published><updated>2011-09-21T15:54:05.662-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>É possível?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor suprir os anseios de duas pessoas, de tal forma que até as coisas que a &lt;i&gt;&lt;u&gt;sociedade impõe&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; hoje como necessidades essenciais ou complementares ao amor -como o sexo ou a estabilidade financeira- sejam &lt;i&gt;&lt;u&gt;absolutamente&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; dispensáveis?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Duas pessoas de religiões ou ideologias com &lt;u&gt;&lt;i&gt;alguns dogmas bastante controversos&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&amp;nbsp;entre si -&lt;i&gt;&lt;u&gt;mas seguindo paralelamente na mesma direção&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;- podem manter alimentado por &lt;i&gt;&lt;u&gt;tempo indefinido&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; um amor puro, &lt;u&gt;&lt;i&gt;respeitando &lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;sinceramente&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; as escolhas do outro?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria o respeito &lt;i&gt;&lt;u&gt;incondicional&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; um dos alicerces do &lt;i&gt;&lt;u&gt;verdadeiro amor&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;, do amor que talvez &lt;i&gt;&lt;u&gt;ainda desconhecemos&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É possível a sedução ocorrer &lt;i&gt;&lt;u&gt;apenas&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; por condutas nobres -incomuns ao mundo moderno?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor é capaz de &lt;u&gt;&lt;i&gt;eliminar&lt;/i&gt;&lt;/u&gt; o orgulho que se sente por uma reputação ou por fazer parte de um círculo social determinado?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantos de nós acreditamos&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;u&gt;de verdade&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; no poder do amor como ferramenta fundamental para a transformação humana? Seja de um par, de uma família e, consequentemente, de toda a sociedade?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2335013455152314784?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2335013455152314784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/e-possivel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2335013455152314784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2335013455152314784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/e-possivel.html' title='É possível?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-6614254758046412171</id><published>2011-09-16T16:33:00.000-07:00</published><updated>2011-10-26T09:03:20.040-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Carta: Promessas...</title><content type='html'>"Há um lamentar constante em mim...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pesar que corta-me a alma de lado a lado: perdi-te!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perdi-te numa daquelas viagens sem volta que a vida nos presenteia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem ti por perto, a solidão me é um infinito só, por clara opção...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui iludido pelo tanto que te admirava!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca desconfiei da sua fragilidade, apesar dos traços muito delicados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fostes alma encarnada em dente de leão:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bastou a vida soprar, e te desfizestes em meus braços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem solo que lhe prendesse a raiz, uma brisa te carregou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essência do único amor que um dia senti, partis-te.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Te perdi!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu soubesse, teria beijado mais vezes tuas faces.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Pelo menos, pude te confessar o quanto isso me agradava...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quantas vezes pude estar em ti, no reflexo dos teu olhos tristonhos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Ninguém poderia contar!)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tanto que acolhi tuas pequenas mãos ou que afaguei teu pescoço!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Justo a única flor que finalmente decidi por me dedicar com o devido cuidado!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desembaraçou-se no ar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fostes pra tão longe que saiu do alcance dos meus sentidos físicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Haverá pra sempre uma parede entre nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais que nos meus sonhos ainda me abraces com força maior que a minha!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais que retorne-me sempre a mostrar que ainda estamos juntos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao amanhecer, concluo: continuo sem ti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar das fragâncias que ainda deixas à minha volta -como que em aviso, apesar das antigas cartas, das centenas de fotos, das nossas tantas canções... apesar de tudo, tua falta me deixa sem nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sigo aqui, fingindo que trabalho, que estudo, que me interesso, que me conformo, que supero, que sorrio, que vivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sigo esperando os dias passarem, esperando o inesperado, numa esperança iludida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Usando essa dor pra tentar amadurecer, pra não parecer tão infantil quanto antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra tentar te proteger melhor numa próxima oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sigo fazendo planos para realizá-los quando a noite chegar."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-6614254758046412171?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/6614254758046412171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/promessas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6614254758046412171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6614254758046412171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/promessas.html' title='Carta: Promessas...'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-6779517017608459675</id><published>2011-09-08T08:37:00.000-07:00</published><updated>2011-09-13T10:02:12.020-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Felicidade: Possibilidade?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é de hoje que as pessoas se dizem infelizes, e que por isso vivem buscando a felicidade a todo custo... Pior é que ficam rateando nos mesmos desenganos, perdendo tempo inutilmente, insistindo naquilo que acreditam piamente ser sua felicidade.&lt;br /&gt;Já pensou na possibilidade da sua felicidade não estar relacionada a nada do que você&amp;nbsp;busque? Ou pior: de que na verdade, a sua felicidade não é nada do que você&amp;nbsp;acredite ser? Que não seja ter dinheiro sobrando ou boa saúde? Que não seja poder&amp;nbsp;ou reconhecimento, companhia ou sexo, sensação ou saciedade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já observou que geralmente nossa felicidade é buscada sempre em coisas, situações e&amp;nbsp;alguéns que estão fora de nós e que ainda não possuímos? Que quando finalmente chegamos ao ponto de atingir aquilo o que nos traria alegria, dura um tempo tão irrelevante que ficamos desapontados? Que nossa felicidade pode&amp;nbsp;muito bem não ser algo que se adquira com dinheiro ou com ilusões?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tudo bem... Se quiser continuar se enganando, acreditando que seja, continue&amp;nbsp;correndo contra ela. Continue triste. Continue esperando eternamente pelo que pode nunca acontecer ou se frustrando a cada nova conquista&amp;nbsp;que vira decepção quase imediatamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;br /&gt;A nossa felicidade está o tempo todo dentro da alma, quase sempre adormecida e até&amp;nbsp;mesmo desconhecida. Mas insistimos em procurá-la na saciedade do corpo e das&amp;nbsp;nossas necessidades ilusórias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Felicidade é proporcionar felicidade. Felicidade é consciência de que se está se&amp;nbsp;esforçando pra fazer a sua parte independente do outro. É ter fé de verdade,&amp;nbsp;independente da dificuldade. É ter confiança e saber-se confiável. É ser livre do&amp;nbsp;mundo sem ignorá-lo. É uma das únicas coisas que se pode proporcionar sem possuir. E claro: felicidade é ver feliz quem nos cerca. Quem é feliz&amp;nbsp;quando quem se ama está infeliz?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem ainda aqueles que se comprazem com a infelicidade dos outros, mas isso é só a&amp;nbsp;prova de que o prazer nem sempre é felicidade. Quem pensa que sim está é&amp;nbsp;deturpando o sentido da felicidade, está doente. Não sabe nada do assunto e logo vai&amp;nbsp;estar muito mais infeliz, assim que despertar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda, jogar a responsabilidade da nossa felicidade no colo dos outros é passar&amp;nbsp;atestado de infelicidade nata. Realmente acredita que alguém irá suportar tamanha&amp;nbsp;pressão -por mais amor que tenha por você- pra sempre, pelo simples deleite de estar&amp;nbsp;ao seu lado? Aquela história de que "é impossível ser feliz sozinho" fala mais da lacuna&amp;nbsp;que precisa ser preenchida no coração do que propriamente de infelicidade pessoal e&amp;nbsp;dependência afetiva. Se quiser ser feliz com alguém, consiga antes ser feliz sozinho.&amp;nbsp;Suporte-se! Se quiser ser feliz na presença, seja antes feliz na falta. Aceite-se!&lt;br /&gt;Vamos deixar de ficar esperando as coisas "melhorarem" pra sermos felizes. É igual ao doente que espera a melhora para ir ao médico... Incoerente!&lt;br /&gt;Quando conseguimos ser felizes dentro das limitações da vida, certamente seremos felizes independente de qualquer condição que nos cerque. Siga a lógica: se estiver bom no "mais ou menos", no "melhor" estará ótimo. A responsabilidade é totalmente nossa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Raramente somos sinceramente felizes. Temos instantes de felicidade, mas em geral,&amp;nbsp;são apenas pequenos segundos de ilusão. Dizem até que numa vida inteira -somando&amp;nbsp;todos esses instantes- não teremos mais que umas poucas horas de total felicidade...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora eu sei que é tarde, mas eu quero a minha felicidade absoluta e constante um&amp;nbsp;dia. É um direito que me devo, e não ninguém. A consciência que me libertará para&amp;nbsp;atingi-la é a minha. As intenções que me anteciparão essa condição, também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje é justo que pelas infelicidades que causei, que eu não possa esperá-la com pressa. Não me acomodo, mas que conformo, confortado. Resigno-me com as novas oportunidades de plantá-la onde me for possível. É um trabalho solitário e sem platéia. Ainda mais depois do que fiz...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Felicidade... Que não seja pra ontem, que não seja pra hoje ou amanhã. Que não seja&amp;nbsp;possível ser mais nessa vida, nem na próxima. Não me importa muito o tempo. Já&amp;nbsp;tenho certeza de que vou prosseguir independentemente das minhas condições&amp;nbsp;físicas. Vou viver pra sempre mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Importa então é que eu seja digno de merecê-la, que ela seja firme, contínua,&amp;nbsp;frequente. E que em algum momento da caminhada, eu a alcance.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;E quem puder ser feliz hoje, que não perca a oportunidade! Corra atrás da felicidade verdadeira, sem perder mais tempo. Ela não está dentro de nada além da sua consciência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-6779517017608459675?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/6779517017608459675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/felicidade-possibilidade.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6779517017608459675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6779517017608459675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/felicidade-possibilidade.html' title='Felicidade: Possibilidade?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-42760238100143347</id><published>2011-09-06T23:46:00.000-07:00</published><updated>2011-09-07T00:54:39.334-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Vontade = Intenção +  Ação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há força conhecida maior que a vontade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uns chamam isso de fé... mas pouco importa o nome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a gente quer, a gente faz, a gente muda, consegue mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tem que ser uma vontade de verdade!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem de haver um combustível e uma meta para que o fogo se sustente e passe à ação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem ação, a vontade é apenas intenção de fazer, pretensão de ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja, quase nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A força do pensamento"... -grandes coisa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem a prática, nosso pensamento ainda é estritamente limitado à teoria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uns tempos atrás, tive vontade, agi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se você deixasse, eu faria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se quisesse, eu seria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vontade tão grande que quase consegui te contaminar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase te fiz mover, sair da teoria das minhas pretensões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase te fiz me seguir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não foi suficiente, faltou o seu aceno, o tal combustível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, ficou só na intenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que minha admiração foi suficiente pra ser sua quente companhia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou foi seu medo de encontrar o amor que sempre disse procurar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Te ofereci meia dúzia de palavras e você se satisfez com elas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Garanto que perdeu muito mais em troca de poucas poesias.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mulher, você nunca passou de menina!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais que tente afirmar o contrário ao mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja sincera...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra ser mais, faltou ação, faltou querer e coragem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Te faltou vontade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-42760238100143347?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/42760238100143347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/vontade-intencao-acao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/42760238100143347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/42760238100143347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/09/vontade-intencao-acao.html' title='Vontade = Intenção +  Ação'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-893613478858121824</id><published>2011-08-29T08:28:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T08:31:38.767-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>O Fundo do Poço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O chamado fundo do poço é o limite de uma conduta. É também um limite individual, visto que cada um tem capacidades e limitações diferenciadas frente às experiências da vida. Logo, o fundo do poço de um não serve de parâmetro para outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só existem duas possibilidades pra quem chega ao fundo do poço: voltar à superfície para não mais retornar ao fundo, ou ficar por lá até sucumbir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém retorna ao fundo do poço, já que essa situação só confirma que o mesmo nunca foi abandonado em definitivo. Será apenas questão de tempo vir a se perder de vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por haver equilíbrio exato entre 'dar certo' ou 'dar errado', o fundo do poço não pode jamais ser observado como uma ferramenta segura para servir de marco na transformação de uma conduta, na mudança de um rumo. Uma proporção de 50/50 é muito arriscada em qualquer direção. Não existe qualquer possibilidade de 'dar meio certo' ou 'dar meio errado'. Eis o risco crítico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior ainda é a ilusão de pensar que o fundo do poço seja um mal necessário para que sirva de exercício para experimentar a vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem tem medo do fundo do poço, não chega perto da sua borda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-893613478858121824?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/893613478858121824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/o-fundo-do-poco.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/893613478858121824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/893613478858121824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/o-fundo-do-poco.html' title='O Fundo do Poço'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2395375771352605845</id><published>2011-08-27T22:50:00.000-07:00</published><updated>2011-09-06T23:58:50.990-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Filtragem quase inútil</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pretendo parecer ridículo, infantil, um menino sonhador ou um velho desatualizado...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por isso que não te revelo nada, que te escondo quase tudo que possa me colocar estranho diante de você. É um orgulho babaca -mais um!- mas que não me permito largar. Até porquê há o medo de você não enxergar minha loucura com o devido valor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você souber, vai se mandar daqui. E perder seu perfume nas redondezas... eu não suportaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não vai entender que por mim, nada mais precisaria que poder te olhar por perto, saber que você está na minha atmosfera, que faz parte do mundo que eu vivo, na mesma época, ao alcance das mãos, à hora em que eu quiser pegar, sem qualquer sentido vulgar. Mesmo que eu decida por nunca te encostar um dedo.&lt;br /&gt;A mim, polir sua pele com meu olhar seria mais que suficiente. Se dependesse da minha vontade, nada do que nos acomete, aconteceria. Não gosto da idéia de correr o risco de te arranhar a pureza. Essa que já se esvai pouco a pouco.&lt;br /&gt;Pureza sim! Que eu vou te eliminando e lamentando. Mas vejo você mesma procurando a contaminação do meu lado. Me exigindo mais e mais toques, mais e mais contato, mais e mais reflexões, esclarecimentos e verdades sobre a dor, sobre o mundo. É um direito seu, eu sei... Cedo ou tarde, você vai se perder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda depois de tudo, tento continuar me fazendo de difícil, te embarreirando as durezas da vida, colocando a mão na frente dos impactos que você tem por direito receber. Vivo dosando a hora de manter o atrito que você tanto busca, curiosa e ávida que é. Até mesmo medindo a hora de realizá-lo, um beijo, um abraço ou coisa pior. E o mais contraditório é que essas tentativas acabam sempre por instigar mais seus desejos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria só te amar como que numa prece, mas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto que cada vez mais, ser homem é ser quente por fora e ao mesmo tempo ser sujo. É ser frio por dentro e sem grandes cuidados. Sem sonhos e fantasias intocadas. Imaginei sempre preocupações que não existem mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que fiquei foi preso no tempo, esperando alguém que se contentasse em ser venerada, e só. Nada além. É por isso que me reconheço meio louco realmente. Exatamente, parecendo um menino sonhador, um velho desatualizado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2395375771352605845?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2395375771352605845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/filtragem-quase-inutil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2395375771352605845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2395375771352605845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/filtragem-quase-inutil.html' title='Filtragem quase inútil'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-8154225412345152988</id><published>2011-08-19T15:39:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T17:05:05.841-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Um Super-Poder</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, não é bem um super-poder. Mas penso que possa ser uma capacidade sobre-humana de observação. É uma sensibilidade, e até talvez um dom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que há também um fator essencial para que isso ocorra... (Veremos mais ao fim!)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Misturando esse elemento vital com as experiências vividas -e cada vez mais precisas-, o fato se dá instantaneamente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, entre outras coisas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.Posso prever a direção do próximo passo alheio e de cada passo seguinte -mesmo que fuja!- se me atrair a iniciativa que fizerem ao caminhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.Conheço exatamente o que se esconde por trás de toda afirmação ou negativa que escapa de boca forasteira ou das suas letras, não importa se fale ou escreva mentiras bem forjadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.Descubro qualquer segredo através de um olhar mais aguçado meu, mesmo que os olhos que busco não me olhem ou não me vejam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.Sei ler a alma estranha e suas intenções, se a tal alma em algum momento me importar a leitura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para que eu consiga ativar essa habilidade, é fundamental o meu profundo interesse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se ele -o profundo interesse- se der,&amp;nbsp;atravesso&amp;nbsp;corpos sem os tocar, torno-me íntimo de suas intenções sem que queiram ou permitam. Acredite, eu consigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de parecer fantasioso e improvável, é muito real. Só eu sei o quanto!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, causa espanto e até mesmo temor, já que cedo ou tarde, essa capacidade se revela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, a você que se aproxima -e que me aguça alguma cobiça, peço desculpas antecipadamente: juro que não queria ser assim...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-8154225412345152988?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/8154225412345152988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/um-super-poder.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8154225412345152988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8154225412345152988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/um-super-poder.html' title='Um Super-Poder'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-4894362255649454659</id><published>2011-08-19T13:12:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T13:12:34.418-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Longe das vistas, longe de tudo?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem disse que só porquê não enxergamos, sentimos ou compreendemos, as coisas não&amp;nbsp;existem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem disse que entre as matérias, apenas o ar ou o vácuo as separa e envolve?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem disse que entre o espaço e o tempo só existe a distância?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até a ciência (tradicional e orgulhosa) já anda revendo seus conceitos diante disso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos mergulhados numa essência neutra, mais sutil que o ar, fluídica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por ser neutra, nós é que plasmanos nela a nossa intenção, a nossa energia, o nosso&amp;nbsp;pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É assim que absolutamente tudo no universo se liga ou desliga, se comunica ou se destaca, se entrelaça ou se liberta, por uma afinidade irrecusável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inclusive nós dois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inlcusive nós todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu preciso te explicar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que é por isso que sei que quando aquele lamentar me toma o coração, é você do outro lado da&amp;nbsp;linha, lamentando ao que te submeti um dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As lágrimas inexplicáveis e incontroláveis que se apresentam em mim, originaram de ti, numa recordação infeliz, por culpa minha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E certamente aquele desejo saudoso que por vezes ainda me cerca de manhã, é fruto da sua&amp;nbsp;lembrança ardente, mesmo que esta lhe apresente indesejada...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que sempre retorno de alguma forma a você, e você a mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É sem querer, por pensamentos, por sentimentos, por sonhos, mas principalmente pela dor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mantemos esse contato em razão da nossa submersão numa psicosfera recheada de&amp;nbsp;emoções comuns -mesmo que tristes- que nos acorrentará por tempo indeterminado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que justamente naquela noite de Natal ou naquele aniversário -lembra?- a angústia que me alcançou com uma flecha envenenada teve você como ignição, que sofria demais com as recordações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certamente era você se perguntando mais uma vez 'por que' aquilo tudo aconteceu...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem dúvida era você questionando como é que pude te acometer e chegar àquele ponto...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de tudo isso a princípio me parecer ruim, te agradeço de coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem sido o meu freio e o meu alerta diante de novos equívocos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papo de doido?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas é exatamente por isso é que sei de tudo o que se passa por aí.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-4894362255649454659?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/4894362255649454659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/longe-das-vistas-longe-de-tudo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4894362255649454659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4894362255649454659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/longe-das-vistas-longe-de-tudo.html' title='Longe das vistas, longe de tudo?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-5054858878191503344</id><published>2011-08-12T14:50:00.000-07:00</published><updated>2011-08-13T09:20:29.814-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Melhor que o céu, pior que o inferno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ambos morreram. Desorientados, seguiram conformados por um corredor. Não sabiam de seus estados post mortem, mas pressentiam que algo de muito intenso havia ocorrido com suas vidas. Não tinham forças para seguir por qualquer outro caminho que surgisse, sequer para questionar o que faziam. Não perceberam qualquer outra porta que não aquela, no fim da galeria. Tudo parecia instintivo e programado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dois entraram e se viram dentro de uma espécie de sala de cinema, tão grande que&amp;nbsp;não conseguiam vislumbrar seu fundo. O ambiente escuro à princípio era aconchegante e&amp;nbsp;sem variação climática. Nem frio, nem calor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No passar pelas cadeiras já ocupadas, observavam que uns riam, outros choravam de&amp;nbsp;alegria, outros ainda de tristeza e alguns apenas lamentavam...&amp;nbsp;E antes de chegarem aos seus devidos lugares, uma olhada para a imensa tela iluminada,&amp;nbsp;que mostrava imagens desconexas, sons entrecortados, sem sentido algum. Mas então&amp;nbsp;porquê verificaram tantas emoções diferentes naqueles rostos? Eram loucos? Ficaram loucos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem... era hora de sentar, assistir e entender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim que se acomodaram, imediatamente reconheceram as imagens que se seguiam.&amp;nbsp;Lembranças se revelavam incessantemente na tal tela... À princípio, aos que deviam à lei,&amp;nbsp;se sentiam envergonhados, medrosos dos demais conseguirem compartilhar de seus atos&amp;nbsp;miseráveis. Mas não era possível. A cada vida, suas lembranças. De qualquer forma, a&amp;nbsp;preocupação não durava mais que alguns instantes, visto que a intensidade das imagens&amp;nbsp;logo fazia com que a vergonha diante do próximo fosse completamente irrelevante diante da vergonha de si&amp;nbsp;mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E seria assim por tempo indeterminado, pelo tempo necessário, quem sabe, pela&amp;nbsp;eternidade... Que importa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num dos presentes, o que este via era uma sequência constante de bons momentos, do&amp;nbsp;quanto havia servido, do quanto havia se dedicado, se preocupado, abdicado de si,&amp;nbsp;realizado pelos outros, respeitado, amado, cumprido, os equívocos evitados, as boas&amp;nbsp;ações decididas. Amigos, depoimentos, reconhecimento...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Noutro, exibição lastimável do quanto de tempo e saúde foram jogados fora. O tanto que fugiu dos&amp;nbsp;compromissos e das responsabilidades. O quanto se fez de cego e não buscou suas&amp;nbsp;verdades, suas tarefas. Despreocupado, viveu inutilmente, destruiu, confundiu, iludiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não era só isso. Tinham todos naquela sala, a medida exata e claríssima de seus&amp;nbsp;atos. De todos os atos. Nem mais, nem menos. E é claro, a consciência falando em alto e bom som,&amp;nbsp;no íntimo de cada um, como nunca antes haviam ouvido. Para alguns, uma voz suave e&amp;nbsp;doce a lhes identificar os momentos de superação. Para outros, ressonância grave, soluçante, revoltada por uma vida inteira de negligência e silêncio forçado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos mais justos, a satisfação de toda felicidade que a consciência tranquila pode trazer. As&amp;nbsp;lembranças marcantes em seus pormenores, incansavelmente sendo&amp;nbsp;reproduzidas e sempre aquela sensação plena de dever cumprido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos mais inconsequentes, a angústia de toda a tristeza que a consciência pesada&amp;nbsp;oferece. A dor e a lamentação pela oportunidade perdida que não volta&amp;nbsp;mais, impiedosa, fazendo-os sofrer até a beira da loucura, mas sem enlouquecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E entre estes extremos, infinitas escalas que alternavam bons e maus momentos.&amp;nbsp;Bendizendo os instantes de alegria e deplorando a dor moral, a maior de todas as dores!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em cada cadeira, uma consciência. Em cada consciência, uma lembrança, um filme. Para&amp;nbsp;todos, algo até então inimaginável e surpreendente. Tão intenso que não permitia sequer&amp;nbsp;desviar o olhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E àqueles em que o 'céu' seria sua morada, nada daquele mísero par de asas, nada de arpa, complacência ou nuvens&amp;nbsp;em marasmo. Muito pelo contrário! Emoções sobre emoções, mantendo o coração em&amp;nbsp;contentamento permanente. E existiria coisa melhor? Viver revivendo aquelas imagens&amp;nbsp;marcantes, de maneira tão viva que poderiam ser tocadas e revividas indefinidamente,&amp;nbsp;sem qualquer sombra de tédio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora imagine o que seria destinado àqueles em que o inferno seria seu destino? Nada de&amp;nbsp;fogo eterno, nada de criaturas diabólicas ou dores físicas. Do mesmo modo, reviveriam&amp;nbsp;cada situação de lástima, só que com a consciência espetando-os com acusações&amp;nbsp;irrecusáveis em cada ato ou não-ato. Certamente TODOS esses pensariam: "-Antes fosse&amp;nbsp;o inferno e seus martírios..."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-5054858878191503344?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/5054858878191503344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/melhor-que-o-ceu-pior-que-o-inferno.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/5054858878191503344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/5054858878191503344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/melhor-que-o-ceu-pior-que-o-inferno.html' title='Melhor que o céu, pior que o inferno'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-6421440165995051816</id><published>2011-08-12T12:58:00.000-07:00</published><updated>2011-08-12T12:58:49.513-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Está decidido!</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pretendo mais continuar nessa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca mais...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero passar mais por isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse frio na barriga, essa angústia, essa ansiedade...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Noites de sono perdidas pensando em previsões...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sonhos, ilusões e planos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teorizar, ensaiar, conhecer, procurar, encurralar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pretendo mais manter vigília, ficar atento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E consequentemente, não precisarei mais arquitetar, nem conquistar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem nervosismo, sem atribulações, sem motins íntimos, sem angústias...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só calmaria, só marasmo, só solidão...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só... conformado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa foi a última vez...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas que por favor, também não me apareça mais ninguém...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-6421440165995051816?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/6421440165995051816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/esta-decidido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6421440165995051816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/6421440165995051816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/esta-decidido.html' title='Está decidido!'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2825897080957062013</id><published>2011-08-05T14:47:00.000-07:00</published><updated>2011-11-28T07:50:53.592-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Vá acreditando...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vai dar em nada...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu finjo que faço o que você tanto deseja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faço que passo por cima de certas coisas, faço que deixo pra trás outras tantas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calo-me, finjo-me de morto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo apenas enquanto você me for conveniente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas só enquanto a dor não for maior que o prazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se iluda com meu silêncio, aparente e satisfeita submissão...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Não faça assim, não vá pensando que eu sou seu'...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2825897080957062013?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2825897080957062013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/va-acreditando.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2825897080957062013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2825897080957062013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/va-acreditando.html' title='Vá acreditando...'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-8061080029379450274</id><published>2011-08-05T13:36:00.001-07:00</published><updated>2011-08-05T13:47:02.651-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Existes?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não reclame, minha vida!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem que eu gostaria de não te admirar tanto...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sério... digo isso quase num lamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois sei que assim descobrirá que seu valor é muito mais do que posso oferecer,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aí será um simples passo para procurar um porto-seguro à sua altura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas essa minha contemplação está além de mim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito pelo contrário, a responsabilidade é toda sua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você detem todos os predicados possíveis do bem e do belo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí fica difícil resistir ao vício viscoso de te cobrir de palavras sinceramente carinhosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria realmente fácil se fosse não mais que uma plástica -porém vazia- paisagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um sorriso frio, ainda que lindo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um abraço aguardado, porém fraco, distante...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas aí também não seria você.&lt;br /&gt;Não seria minha vida...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em sua razão, minhas sensações se aprimoraram em sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passei a observar que sua lista de talentos era então inumerável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do seu sabor refrescante ao perfume genuíno da sua pele alvíssima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do seu calor de viver ao suor alegre que te escapa sem vergonha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Das mãos às vezes frias, às vezes quentes, mas sempre dentro das minhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São ondas de cabelos negros, fios de seda pura...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São olhos faiscantes, repletos de energia, de busca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda da sua voz que faz do ar, canto perfeito em tom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Feminina fêmea, menina e mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fruta doce sem fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tesouro e obra perfeita de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gracejo da Realeza ao pobre servidor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preferida por todos, mas por enquanto, minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até você chegar, considerava a beleza questão de gosto pessoal...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que me arrisco em listar tantos motivos pelo meu grande contemplar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que mais me espanta é a tua inacreditável e constante procura... em me querer.&lt;br /&gt;Normal: você é minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-8061080029379450274?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/8061080029379450274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/existes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8061080029379450274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8061080029379450274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/08/existes.html' title='Existes?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-8719798635212990944</id><published>2011-07-30T10:39:00.000-07:00</published><updated>2011-08-01T13:25:45.728-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Fariseus Modernos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos por toda parte! Os fariseus! Em todas as religiões, sem excessão!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podem pensar que os tais apenas existiam nos tempos bíblicos, naquela determinada região... mas não! Continuamos vivíssimos, modernizados e mais atuantes do que nunca!&amp;nbsp;Pior que não nos reconhecemos como fariseus...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra quem não se lembra -ou desconhece, os fariseus eram também conhecidos como 'doutores da lei': homens encarregados de discutir interminavelmente as interpretações das escrituras sagradas. Em torno da importância do fato, criaram suas próprias divisões dentro da sociedade. Divisões que disputavam odiosamente -porém de forma velada- entre si, a admiração, o respeito e o reconhecimento do povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até aí, quase nada demais...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grande problema era que, por trás de toda a pompa da tarefa, existiam homens extremamente orgulhosos, vaidosos, egoístas, hipócritas, preocupados excessivamente com suas imagens austeras. Exímios cumpridores de rituais e cerimoniais ditos 'sagrados', poliam ao máximo as aparências que tanto cultivavam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por dentro, eram sabidamente corrompidos e lotados de pecados, crimes e injustiças. Detinham uma ferrenha preocupação em fazer proselitismo, enfileirando fiéis igualmente hipócritas, à qualquer custo. Consciência moral que era bom, não tinham...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguma semelhança com boa parcela de nós, os religiosos de hoje? Toda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantos de nós continuamos preocupados em 'limpar o exterior do copo e do prato', mantendo o interior cheio de sujeiras morais? É duro demais pro nosso orgulho reconhecer uma coisa dessa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Justificamos nossos erros quando finalmente é impossível fugir do auto-reconhecimento dos mesmos. E fazemos o mesmo por aqueles que seguem nossos preceitos... Ainda mais se quem nos aponta não faz parte da mesma coletividade!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito preocurados com a decoreba de ensinos teológicos, ditamos precisamente capítulos, versículos, obras, escritores e autores, ignorando porém o sentido real do que tentamos impor 'em nome de lei', 'em nome de Deus'. Detalhes...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos capazes de passar a vida toda teorizando, sem perder um minuto sequer com a prática daquilo que tanto pregamos. É tanto preconceito, tanta maledicência, tanto desequilíbrio, tanta intolerância...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Padres, pastores, palestrantes, expositores, líderes espirituais, bispos, sacerdotes, seguidores, fiéis, ateus... todos nós quase sempre somos fariseus modernos, forçando vender algo que não conquistamos de verdade, mas que gostamos de aparentar possuir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até quando vamos ser assim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até quando continuaremos enganando os que nos cercam por um reconhecimento ilusório?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até quando esconderemos nossa imundice íntima sob o branco e sensível manto da hipocrisia?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-8719798635212990944?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/8719798635212990944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/fariseus-modernos.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8719798635212990944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8719798635212990944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/fariseus-modernos.html' title='Fariseus Modernos'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-7064433110413836576</id><published>2011-07-29T14:08:00.000-07:00</published><updated>2011-07-30T11:15:13.627-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Desenfreio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fico vendo você nessa espécie de desespero, querendo à todo custo viver as aventuras que os outros vivem e que tanto dizem ser fonte plena de alegria e satisfação.&lt;br /&gt;Lá vai você... Com o coração na mão, num agito espantoso, não observando a quem você o oferece e entrega, sem conseguir enxergar o abismo em que se joga. Sem saber aguardar, querendo viver a qualquer custo o que lhe aparece pela frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espera que a felicidade é qualquer coisa, qualquer um... desde que sempre fora de você?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procurando por alto, quase todos vão lhe servir. Todos serão capazes de lhe dizer o que gosta de ouvir, o que quer acreditar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem você se entende! E confessa que nem sabe bem ao certo o que deseja encontrar. Ignora por quais caminhos segue e não percebe que sempre se perde... Deixa de lado a bússola da razão, sem compreender que a liberdade dosada é o freio da desventura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E na verdade, o desespero maior é o meu. Pois que assisto atônito cada vez que você se entrega, se perde, se decepciona e se endurece.&lt;/div&gt;Ao fim, na solidão das noites, sei que só quer ser feliz...&lt;br /&gt;Vai aos poucos perdendo a doçura da visão do amor, perdendo munição e logo estará lutando com as próprias mãos, tornando-se igual aos que te usam -e abusam.&lt;br /&gt;Não deixe que apenas seu coração lhe guie os passos, lhe cegue as decisões e lhe domine os sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-7064433110413836576?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/7064433110413836576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/desenfreio.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7064433110413836576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7064433110413836576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/desenfreio.html' title='Desenfreio'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-247695032458221032</id><published>2011-07-29T12:47:00.000-07:00</published><updated>2011-07-29T12:50:29.366-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Cerração</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já pedi perdão outras tantas vezes, por outras tantas razões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas essa é a primeira vez que peço por essa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então me perdoes se por vezes te trato como bibelô intocável e equivocadamente te santifico no altar mais elevado do meu coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que és mais que preciosa pedra crucificada em jóia qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais que raríssima pérola amontoada, abafada em relicálio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas é que tua delicada beleza me faz esquecer que tens necessidades e vontades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário dos minerais, tens sangue nas veias, tens emoção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me perdoes por estranhar que tua candura na verdade é fruto puro da minha ilusão, relutante em apenas ver em ti uma frágil flor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se até as flores precisam do calor do sol, por que tu viverias resignada na frieza?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário delas, não és só emoção, mas também instinto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não és o anjo livre do desejo como tento cultivar, considerando apenas sua aparência doce, pura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esqueço desses detalhes, por várias vezes ignoro-os, mas é medo de te corromper pelo desequilíbrio que só eu sei que guardo n'alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero arriscar te marcar -ou manchar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me perdoaria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-247695032458221032?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/247695032458221032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/cerracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/247695032458221032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/247695032458221032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/cerracao.html' title='Cerração'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-4898253752240415875</id><published>2011-07-27T15:43:00.000-07:00</published><updated>2011-07-27T16:13:06.296-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Ser prático é ser mais interessante?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me surpreendi com a quantidade de coisas -em geral, textos- que já produzi mas que com certeza nunca&amp;nbsp;sairão do bloco de notas ou da gaveta. E fiquei tentando encontrar um 'porque' para que eles fossem condenados à minha censura com tamanha severidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se é por medo, seria medo do quê? Da exposição excessiva da minha personalidade? 'Excessiva' por que? Porque 'revelaria além do que deveria'? E o que seria esse 'além do que deveria'?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O lance é sempre o mesmo: receio de revelar ao mundo um monte de coisas que tanto tenho dificuldade de admitir na intimidade. O orgulho é sempre a causa dos nossos entraves... A vaidade é um risco aos falsos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observei que a maioria das tais coisas sempre faz parte de tentativas -sem sucesso- de variar sobre um mesmo tema... Então, a tendência seria só uma: a revelação da obsessiva mesmice que só eu sei que possuo. Insincero, quando exponho, tomo o cuidado de envernizar e filtrar essas fragilidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida é cheia, lotada de conversas práticas, de apenas coisas que nos interessam e que devem interessar aos outros. Todo o resto deve ser ignorado, longe da vista de quem poderá nos condenar, nos colocar fora do padrão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pode ser que o que temos de melhor fique o mais escondido possível de quem nos interessa e pode acrescentar. Por vergonha ou receio, a gente deixa de mostrar nossas fraquezas -fragilidades- e consequentemente nossa humanidade. Sempre preocupados com a imagem, com a fortaleza aparente, com os padrões, vivemos fazendo proselitismo das nossas pretensões. Duvidosas virtudes que nem sempre já conquistamos... Mas são mais importantes para nossa frágil vitrine.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filosofar a dois, conversar sobre a vida, sobre os próprios anseios, mostrar piedade e&amp;nbsp;humanismo, remar conscientemente contra a maré, trazer à tona o arrependimento, pedir&amp;nbsp;perdão e perdoar sem pisar, mostrar a música que ouvimos quando apaixonados, o filme&amp;nbsp;que nos emociona na solidão, assumirmos nossas dificuldades e a hora em que tentamos&amp;nbsp;reagir... isso não nos permitimos compartilhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E fica um tesouro escondido, inutilizado, para que ninguém veja o quanto somos&amp;nbsp;inseguros. Na busca de fazermos parte do coletivo, ficamos todos iguais. Sem graça, mas inseridos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-4898253752240415875?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/4898253752240415875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/ser-pratico-e-ser-mais-interessante.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4898253752240415875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4898253752240415875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/ser-pratico-e-ser-mais-interessante.html' title='Ser prático é ser mais interessante?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-3982582850942267223</id><published>2011-07-25T09:58:00.000-07:00</published><updated>2011-08-04T10:55:47.604-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Características Pessoais: Egoísmo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar da idade, só há muito poucos anos passei a me conhecer realmente. Pelo menos, penso que sim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E para minha surpresa -e tristeza, venho percebendo o quanto egoísta sempre fui. Simplesmente sempre ignorei minha sordidez no que diz sentido ao sobrepujar a todos os que me cercavam. E pouco me importava se eram aliados ou adversários...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas um dia -sempre existe um dia!- em que minhas vítimas descobriram meus cálculos de interesse. E só o fato delas saberem o que se escondia sombriamente sob minha postura aparentemente sóbria, me fez sentir vergonha. Só pela vergonha?! Então se minha imagem não corresse risco de ser afetada, eu continuaria firme em meus sujos propósitos? Mais uma vez, me apresentava então miserável bactéria diante do meu desejo de saciedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não percebia o quanto de dor lhes causava, o quando dilapidava seus futuros, o tanto de traumas e dores que estava causando nos presentes ao meu lado. Sempre cego e devidamente escondido sob a hipocrisia, eu ia em frente sem dó nem piedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu agia num instinto extremamente selvagem. Só queria atingir meus objetivos desequilibrados, a qualquer custo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei onde eu pararia. Vejo que tinha mesmo de ser descoberto ou acabaria me afogando naquelas lágrimas que fazia brotar sem qualquer noção de bom-senso e de humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu egoísmo... tão grande que ainda hoje, pouco depois de tudo o que se passou, depois de tudo o que descobri e reconheci sobre mim, já(!) me sinto um tanto injustiçado diante da agonia que me afeta quando os pesadelos do passado me rodeiam e assombram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim, uma grande dívida foi adquirida. Diante da lei suprema da vida, a consciência é a pior promotora e a companheira de cela. Ela revela que a escolha -para o amor ou para a dor- é sempre nossa e viverá sempre presente, a nos lembrar de tudo. E o orgulho cego, ao mesmo tempo é o justificador dos nossos atos negros, advogado ferrenho e aquele que nos empurra ao abismo, companheiro suicida em nossas decisões mais negativas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E essa angústia que me persegue permanentemente: será que agora estou sendo realmente sincero comigo e com os que me restam?&lt;br /&gt;Não suportaria mais causar novas decepções. A dor dessas quebras de confiança repercutiu muito em mim, me doeu muito e reflete até hoje -certamente doerá para sempre, mas será que é só por isso -por ter doído tanto em mim- é que sinto que não quero mais? Não seria mais uma prova de que meu egoísmo continua mais vivo do que nunca?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-3982582850942267223?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/3982582850942267223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/caracteristicas-pessoais-egoismo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3982582850942267223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3982582850942267223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/caracteristicas-pessoais-egoismo.html' title='Características Pessoais: Egoísmo'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-7253960295120443649</id><published>2011-07-17T21:44:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T23:44:53.683-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>V³: Verdade Versus Vaidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, o que você fez não foi mais que expor uma observação... por amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu é que preferi recebê-la como unha em ferida inflamada, íntima e hipocritamente secreta. Encarei o alerta como lâmina afiada a riscar minha imagem, minha polida e superficial reputação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Impactou-me o contraste da consideração atual com sua anterior (aparente) satisfação em conviver com meus horríveis e numerosos defeitos. A sua complacência enfim, findou. Bem que já era hora...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficou bem evidente que você tentou suavizar a importância do que proferia por absoluta e cristalina necessidade. Você sempre tão doce e cuidadosa... Imagino o quanto se martirizou na busca por uma brecha, um momento em que eu estivesse menos armado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas meu orgulho é muito maior que eu. Sinceramente ele me domina, porquê eu assim desejo. A vaidade me entorpece, porquê eu assim permito. E o egoísmo é na verdade meu único domínio, meu reino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A quem engano?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então, se apresenta você -cuidadosamente cheia de dedos- pedindo indiretamente uma reflexão sobre algo que poderia seriamente me prejudicar mais adiante... Senti-me envergonhado: '-Então ela sabe?!...'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entenda, não era você que eu deveria ferir. Era à minha consciência... Ela sim, sabiamente me espetou! E como não há modo algum em ferí-la -já que está em mim, feri você...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, se não aceito sua sinceridade, desejo sua falsidade? Então não quero o teu amor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior que fui mais fundo ainda! Aproveitando o resto do meu lodo ferino, pisei-te assim que você erroneamente me pediu perdão! Não era a hora de você ser humilde! Não era a hora de anular-se por amor! Amar é também dizer o 'não'! É também dizer a verdade!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se hoje empurra o que de mim te incomoda pra debaixo do tapete sem exigir-me solução, futuramente será certo o seu afastamento! Não me suportará mais! E será uma decisão sem volta, eu sei!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me trate assim! Não me desestimule a me corrigir! O remédio é amargo, mas sei que é muito mais fácil tragá-lo hoje que perder você amanhã...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-7253960295120443649?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/7253960295120443649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/v-verdade-versus-vaidade.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7253960295120443649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7253960295120443649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/v-verdade-versus-vaidade.html' title='V³: Verdade Versus Vaidade'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-955351770987958761</id><published>2011-07-08T19:41:00.000-07:00</published><updated>2011-07-09T22:08:13.686-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Quer saber da verdade?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há em mim uma grande e estranha necessidade:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gigantesca obsessão em te proteger.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Te cuidar, alimentar, vestir, pentear, enfeitar, adormecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reservar-te da tristeza das perdas, das faltas, das mortes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Proteger-te até confirmar que tudo isso é realmente loucura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que é impossível te esconder da vida e esconder a vida de você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fundo é apenas medo de que desvies o olhar além dos meus domínios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Receio de que prove outros sabores... e que goste deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que parta mundo à fora e à dentro, sem olhar pra trás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior! Que seja mais feliz, sinceramente feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ver-te escapar das minhas mãos e perder o tesouro que é você...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não mais inspirar tua alma bailarina a dançar inocente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou mesmo ouvir pedir-me carinho e atenção em canto.&lt;br /&gt;Falsear te afastar da vida, para que a vida não te afastasse de mim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fundo, minha preocupação não passa de insegurança desequilibrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Possessividade, podre fruto do meu egoísmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por bem, sei que privar você da vida... seria minha maior condenação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, enclausuro tudo isso e vou agonizando, definhando sem te incomodar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo para que minha loucura não dispare o alarme e acelere o teu despertar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-955351770987958761?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/955351770987958761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/que-saber-da-verdade.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/955351770987958761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/955351770987958761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/que-saber-da-verdade.html' title='Quer saber da verdade?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-5557756339127582539</id><published>2011-07-04T21:08:00.000-07:00</published><updated>2011-07-09T11:07:45.568-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Expor-se em amar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os que amam, a vida é uma contagem regressiva permanente pela despedida.&lt;br /&gt;Já até cantaram isso, é verdade...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não! Isso nem um pouco significa que acredito na morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas que a lembrança ainda não me é suficiente pra compensar a ausência física mais espaçada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os sonhos são migalhas mínimas perto do que possuo hoje ao alcance das mãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, cada reencontro é sempre uma celebração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E cada despedida, uma repetida sensação de lamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Quando será a última?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E a próxima, será logo? Demorará?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não basta amar dentro do coração!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase sempre já sabemos que amamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém preciso é tocar e dizer ao outro.&lt;br /&gt;O outro saber que isso existe em nós pode fazer toda diferença...&lt;br /&gt;Pode aumentar sua expectativa de vida, sua gana de viver, de prosseguir...&lt;br /&gt;A oportunidade é sempre agora.&lt;br /&gt;"Amanhã?!"&lt;br /&gt;Quem sabe do amanhã?...&lt;br /&gt;Então, corra lá e diga! De preferência, pessoalmente!&lt;br /&gt;Ou pelo menos telefone! Mande uma mensagem! Uma carta, que seja!&lt;br /&gt;Mas faça!&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;A vida é tão aparentemente frágil... espremida entre o berço e o túmulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;E olha que eu sei que ela não tem esse fim tão frio e distante...&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Mas se você não acredita, deve correr mais ainda!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes que o novo reencontro seja definido pelo relativo fim da sua própria vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-5557756339127582539?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/5557756339127582539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/expor-se-em-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/5557756339127582539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/5557756339127582539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/07/expor-se-em-amor.html' title='Expor-se em amar'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-8194431454657993333</id><published>2011-06-24T20:36:00.000-07:00</published><updated>2011-07-09T11:12:59.140-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Premonição!</title><content type='html'>&lt;div&gt;Sim, minha gente!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os olhos se cerraram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A voz emudeceu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O corpo se retesou de forma irreversível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O calor deu lugar à frieza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A expressão se fechara sem combustível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A máquina perfeita enfim expirara.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A noite chegou!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas sabemos que depois de toda noite, vem o dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo que distante das nossas crenças exigentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma nova vida, cheia de luz e cor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A esperança é a energia nesse novo renascer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Leve, sem o peso do instrumento de carne.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A consciência -aos poucos- vai retornando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É como se acordássemos de um longo sonho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um sono embargado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À distância, a sensação de saudade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algo ficou para trás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas é preciso olhar pra frente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Liberdade, minha gente!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A lembrança e a consciência estarão vivas!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E respiramos mais aliviados longe do nosso pavor do nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tanta insegurança e lá está de novo, um novo amanhecer!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre o nada e a expectativa, prefiro viver da segunda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eis que ela me consola, me afaga, me conforta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se soubéssmos o quão é importante selecionarmos o que sentir...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que sentir pelos que nos antecederam no retorno...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há muitas moradas na casa de meu Pai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E se a felicidade não é desse mundo, é porquê certamente será do outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A voz retorna mais limpa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A sensação é de saúde.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vivacidade nos volta sólida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, somos apenas alma!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fecha-se um ciclo, abre-se o elo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Simples: a morte não existe!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sorria, lembre e sinta a saudade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas lembre-se ainda que um dia também a mataremos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei. Senti vontade de escrever sobre o fato.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero que sirva a alguém. Pois que serve pra mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a minha verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-8194431454657993333?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/8194431454657993333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/06/premonicao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8194431454657993333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8194431454657993333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/06/premonicao.html' title='Premonição!'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2605539741876756780</id><published>2011-06-21T21:27:00.001-07:00</published><updated>2011-06-24T19:40:15.560-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Primeiro Amor: talvez o mais puro.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu lembro de uma época que passou...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele tempo, tudo era você e eu. Sem maldades, sem além. Onde o que me realizava era pegar sua mão, beijar seu rosto fresco, enxugar seu suor, acariciar seus cabelos lindamente desalinhados. Te proteger a todo custo... mesmo que de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me bastava fazer parte do seu mundo, mesmo me sentindo inseguro dentro dele, na sua incerteza, morrer de ciúmes... em silêncio. Talvez essa sensação fosse uma premonição de que o tempo ao seu lado teria limite. E se eu torcia para o tempo passar, era apenas pra te ver de novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo valia para estar dentro do seu olhar iluminado e colorido, admirar sua meiguice ingênua, pura... Reconhecer sua majestosa humildade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era um tempo em que só lembrar de você, já me trazia um bem estar inenarrável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem saber, com seu jeito, você me forjou preferências, gostos e buscas que passaram a me acompanhar desde então, e certamente, para toda eternidade. Sem dúvida, você me definiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro daquele estado de ingenuidade e entrega absoluta, tenho certeza de que se algum dia amei alguém, foi naquele tempo. E que se amei alguém algum dia, foi você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu deleite era a sua procura, seu querer, te esperar, você chegar, ouvir suas confissões de menina sonhadora, ser o amigo, o namorado, fazer-me sentir ser o seu porto-seguro, em narrativas da sua doce e inesquecível voz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha dor era toda partida. E quantas vezes esperei você ir embora pra chorar, sem saber se voltaria. Contigo, eu era completamente feliz. Quase um super-herói. Sem você, tudo parecia uma angústia só. O chão faltava. E eu voltava a ser um simples menino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você, na flor da idade, semente implorando cuidados... Não consegui ser o seu jardineiro, não tive braços suficientes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passou tão rápido... Você virou mulher, quis ganhar o mundo e tudo mudou entre nós. Num drama que nem ainda adolescente era, me senti uma ruína humana. E apesar de toda a dor daquele momento, hoje consigo rir (sem-graça) disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses, revi você. Escutei seu canto... Você, bem sei, se foi. Mas algo ficou.. ou voltou, não sei. Foi como achar uma caixa de boas recordações perdida no sótão. Relembrei muitas coisas esquecidas. E como há muito não acontecia, me senti vivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei! A juventude, ela passou. Em troca, veio um orgulho tão espesso que nunca mais foi possível atingir aquele nível de confiança com alguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os caminhos se dividiram e a vida mudou. Você seguiu, eu meio que fiquei. Ou foi você que ficou, e eu que parti? Não sei bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só sei que infelizmente aquele instante passou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas sei também que felizmente comigo se passou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Te cuida, meu bem...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2605539741876756780?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2605539741876756780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/06/primeiro-amor-talvez-o-mais-puro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2605539741876756780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2605539741876756780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/06/primeiro-amor-talvez-o-mais-puro.html' title='Primeiro Amor: talvez o mais puro.'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-7405330625640981205</id><published>2011-06-15T14:30:00.000-07:00</published><updated>2011-11-28T06:11:51.688-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Vingança</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até hoje, não vi um ato de vingança que "lavasse a honra" de quem o cometesse. Só nas novelas que isso se dá perfeitamente, sem farpas ferinas a quem se vinga.&amp;nbsp;Pelo contrário, você é quem se sujará e se machucará ainda mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podem até dizer que se saciaram, mas lá no fundo, a gente sabe que de nada adiantou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos olhos da platéia, pode ser até que sirva, mas à sua consciência e ao seu coração... só sobra a 'ruminância' do que nunca será digerido sem dor maior ainda. E quantos ficam literalmente doentes assim!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior ainda é tentar retaliar contra quem nunca gostou de você. Não surtirá efeito algum no outro... Só em você!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mágoa, o rancor de quem sente... isso traz mais malefício que saciedade, pois que intimamente, sejamos sinceros, não há qualquer sombra de satisfação.&amp;nbsp;A esperança de que o outro sinta o sabor da sua vingança é mais uma ilusão acumulada. Porquê o sentido da vingança nunca será o mesmo que o da justiça e assim, nunca acalmará seu coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se quem te machucou pouco ou nada se importava contigo, tanto faz você se rasgar, escandalizar, fazer-lhe o mesmo, tentar dar-lhe o troco, desejar-lhe o mal. Será em vão tentar atingí-lo. Poderá até desenvolver nele uma odiosidade qualquer, mas assim, só te revelará que o que você continua desejando, é sua atenção. Mesmo que através do ódio. Tem gente que vê vantagem nisso...&lt;br /&gt;Quando, ao contrário, há importância, tudo muda. Um gesto singelo pode marcar e ferir mais que qualquer ofensa ou agressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me claramente de o quanto me doeu perceber nos olhos de quem magoei profundamente, sua decepção. Bastou. Mas só senti esse efeito porquê de certa forma, considerava essa pessoa relativamente &amp;nbsp;importante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estranho, não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me senti enquadrado, acuado, envergonhado. Tanto que a princípio, me acovardei, não consegui ser homem e assumir todo o erro que havia cometido. Fugi por muito tempo. De mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tive profunda vontade de não existir mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E essa sensação persiste até hoje, um pouco menos densa, mas persiste. É a pior das dores que alguém pode sentir. É a dor moral que se apresenta. Dor do reconhecimento de um erro e do remorso consequente. Dor de uma perda irreparável. Que tirem um braço, que conquiste um câncer, que façam incapaz, prostrado, miserável de teto e de alimento, um trapo humano... tudo em troca de ter novamente a consciência tranquila. Pode acreditar que eu aceitaria tudo isso de bom grado. Não é da boca pra fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pena não ser possível... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por merecimento, eu deveria passar por todo tipo de desmascaramento, mas o escândalo foi mínimo. Muito pelo contrário, o outro lado poupou-se heroicamente, límpido e se afastou irrevogável, obviamente. Por mais que não deva ter sido fácil...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua ação doeu-me mais que se fizesse o contrário, pois que se assim fosse, no máximo me faria passar alguns instantes a mais de vergonha perante a opinião alheia. E isso, logo se esqueceria, logo se diluiria no tempo. Para isso o remédio seria simplesmente dar um tempo da vida social, me esconder momentaneamente. Simples solução...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas sua reação foi totalmente inesperada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele olhar sofrido, percebi o quanto de dor disseminei numa quebra deconfiança irrecuperável, numa decepção monstruosa, triste... tão grande que posso garantir que o maior perdedor, o mais decepcionado, fui eu mesmo. Eu jamais conseguiria me esconder da minha consciência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas repito: isso só ressoou profundamente na minha alma, porquê de certa forma, ainda havia algo contraditoriamente de valor do outro lado pra mim. Percebo hoje que só ali, naquele instante revelador, é que finalmente reconheci sua importância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tarde demais...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E lhe digo: por maior que seja a nossa necessidade de explodir e de expor aos olhos de todos aquele que nos foi o algoz cruel, de quase nada adiantará a retaliação se o mesmo não lhe tiver uma consideração mínima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quem saberá precisamente o seu valor na vida do outro?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-7405330625640981205?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/7405330625640981205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/06/vinganca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7405330625640981205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7405330625640981205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/06/vinganca.html' title='Vingança'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-1876566258590446618</id><published>2011-06-15T09:54:00.000-07:00</published><updated>2012-01-19T20:11:09.347-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>O que se deu?</title><content type='html'>&lt;div&gt;Não escrevo mais sobre você...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não! Não foi o sentimento que acabou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nada disso... Quem dera!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foram as palavras que terminaram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Elas invariavelmente se repetiam...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Decidi!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu temia que seus olhos se cansassem delas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que sua emoção não se ferisse mais...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre as mesmas palavras, sempre o mesmo sentido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certamente enjoaria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não escrevo mais para que você se reconheça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não! Não foi o orgulho disfarçado de amor-próprio cansado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas bem que poderia ser...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi só a entrega de uma via.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um só se dava, se rendia...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escoou!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um seguiu, o outro ficou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A energia que fazia o fogo saltar, se inibiu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O queimar agora é apenas interno, pra sempre reservado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não escrevo mais pra ver se desaprendo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não de escrever, mas de querer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que eu me engane nessa fantasia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que desvalorize o seu tesouro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E que nada mais renda sobre você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Verdade... você existe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas parece que só pra mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você nem se percebe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E de tanto não se dar o valor,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não estima o que te ofereço sempre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os mesmos sentimentos...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sonhar durante a noite, o pensar durante o dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É contraditório,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não escrevo mais sobre você...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-1876566258590446618?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/1876566258590446618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/06/o-que-se-deu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1876566258590446618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1876566258590446618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/06/o-que-se-deu.html' title='O que se deu?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-5824787775295623024</id><published>2011-06-10T17:40:00.000-07:00</published><updated>2011-06-17T16:16:59.922-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>O Tempo e a Verdade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho tempo. Pois vivo perdendo-o com coisas que considero extremamente importantes, prioritárias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou será que não tenho tempo pra perder olhando pra dentro de mim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então será uma desculpa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra que eu não olhe suficientemente, pra que eu não enxergue o quão razo e estagnado que é meu íntimo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, não consigo olhar profundamente pra mim, sem me sentir mal, sem reconhecer que estou equivocado nas minhas buscas, importâncias e prioridades...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será por isso que vivo emendando situações umas nas outras, sequer dando-me oportunidade de resolvê-las para imediatamente recomeçar outra ocasião?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só de pensar em qualquer sinal de vácuo de silêncio que exista entre momentos intensos da minha vida sinto calafrios. Não posso parar para refletir. Certamente, sinal de dor, consequência de que algo está errado, impressão de sofrimento concreto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o sorriso que desejo é o que brota na boca dos outros, é provável que eu muito pouco me importe com a razão e a qualidade dessa improvável fonte de felicidade. Não sei nem se é real, mas assim invejo insatisfeito aquilo que se apresenta ilusão, que me desvie a atenção para que eu não perceba o impacto ao final da linha, rumo ao meu negro interior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fora, muita luz, muito brilho... por dentro, nenhuma cor, só vazio e escuridão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até onde continuar não tendo tempo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É assim que a gente vai levando a vida: sendo levado por ela. Como se num determinado momento, sem encarar a realidade, sem a dedicação e o tempo necessários, as coisas se resolvessem num passe de mágica. Como se em um estalo divino, nosso vazio seja preenchido, nossas falhas se transformem em virtudes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos na contramão da nossa felicidade, fugindo dela. Buscando na saciedade vã a satisfação tão pretendida. Até com a vingança a gente se compraz...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto isso, só ilusão coletiva, só hipocrisia íntima, só dor pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sistema não quer pessoas autônomas. Por nossa vez, gostamos das rédeas do sistema. Tudo porquê dá trabalho recomeçar uma vida nova... mesmo que ela seja muito melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-5824787775295623024?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/5824787775295623024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/06/o-tempo-e-verdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/5824787775295623024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/5824787775295623024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/06/o-tempo-e-verdade.html' title='O Tempo e a Verdade'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2629931011400538474</id><published>2011-06-05T18:31:00.000-07:00</published><updated>2011-06-15T07:19:36.031-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Aprendendo a não sofrer</title><content type='html'>&lt;div&gt;Espero ansiosamente o dia em que simplesmente não saberei mais sofrer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesse dia, literalmente rirei de tudo o que em algum momento me pareceu tristeza sem fim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Respirarei finalmente livre de todas as amarras as quais eu mesmo trancei, para depois a mim mesmo me acorrentar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mal posso esperar, meu amigo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O fim da dor, será muito mais que o fim da lição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será o sinal de que enfim aprendi a tal lição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não sofrer mais não será um privilégio. Será um mérito, uma conquista minha e de quem sempre esteve ao meu lado, um prêmio de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E só posso ter a certeza de que esse dia, um dia chegará.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até lá, ainda muita luta e muita dor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sofrer ou não, será minha decisão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes sentir a dor que causá-la.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entrei a pouco em minha primeira lição...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;"Chega um tempo em que não se diz mais: meu&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Deus.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Tempo de absoluta depuração.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Tempo em que não se diz mais: meu amor.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Porque o amor resultou inútil.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;E os olhos não choram.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;E as mãos tecem apenas o rude trabalho.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;E o coração está seco.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Ficaste sozinho, a luz apagou-se,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;És todo certeza, já não sabes sofrer.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;E nada esperas de teus amigos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Teus ombros suportam o mundo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;e ele não pesa mais que a mão de uma criança.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;As guerras, as fomes, as discussões dentro dos&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;edifícios&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;provam apenas que a vida prossegue&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;e nem todos se libertaram ainda.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Alguns, achando bárbaro o espetáculo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;prefeririam (os delicados) morrer.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Chegou um tempo em que não adianta morrer.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;A vida apenas, sem mistificação."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os Ombros Suportam o Mundo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Carlos Drummont de Andrade&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2629931011400538474?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2629931011400538474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/06/aprendendo-nao-sofrer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2629931011400538474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2629931011400538474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/06/aprendendo-nao-sofrer.html' title='Aprendendo a não sofrer'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-1497958922318536272</id><published>2011-05-31T11:23:00.001-07:00</published><updated>2011-06-18T22:29:51.218-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Minha ausência de maldade, era só falta de oportunidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do alto da minha soberba, eu nunca havia entendido muito bem aquela história de não julgar -e condenar- para não ser julgado. Aquela filosofia de que seria com a mesma medida com que medimos os outros que também nos mediriam, parecia distante da minha hipócrita perfeição e superioridade sobre os que se acercavam involuntários às minhas críticas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até que, num dia, diante da oportunidade que se apresentou tentadora, cometi exatamente os erros daqueles meus condenados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De uma vez só, destrui sonhos, quebrei confianças, decepcionei a tantos -e tão caros- de tal forma que ainda hoje não consegui mensurar o tamanho de todo estrago.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a vida é assim mesmo. A gente é tentado justamente naquilo que nos é possível ponto de desequilíbrio e até que isso não se apresente, continuamos vivendo na superficialidade das nossas falsidades, nos nomeando promotores dos equívocos dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas veja que não é obrigatório cair nas nossas tentações! As provas estão aí justamente para serem superadas. A 'reprovação' é uma escolha nossa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um provérbio árabe diz que podemos aprender de duas formas: queimando nossa mão no fogo ou vendo os outros se queimarem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preferi me queimar. Jamais imaginei um dia que poderia ir tão fundo, ficar tão sujo, que fosse tão difícil perder, tentar reerguer e recomeçar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois do escândalo, não há como continuar marcando passo na hipocrisia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nem por isso é fácil deixar de continuar julgando, medindo... principalmente nas quedas das tentações que ainda não sofremos. Expor o mal me virara um vício, mesmo diante do ocorrido. Pelo menos, há agora, de forma mais evidente, um alerta na consciência, que se liga assim que o olhar de crítica se arma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tudo isso serve pra que mesmo? Pra tentar uma elevação ilusória, à custa do rebaixar do outro. Ao preço de evidenciar, de expor o desequilíbrio de quem está na vez da queda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um preço muito baixo e infeliz, pra sequer sair do lugar... agora eu entendo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-1497958922318536272?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/1497958922318536272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/05/minha-ausencia-de-maldade-era-so-falta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1497958922318536272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1497958922318536272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/05/minha-ausencia-de-maldade-era-so-falta.html' title='Minha ausência de maldade, era só falta de oportunidade'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-199055272467495572</id><published>2011-05-27T08:10:00.001-07:00</published><updated>2011-10-15T12:25:28.480-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>A Formação Humana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria Alice ou, como era costume naquela idade, Tia Maria Alice.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nome da melhor professora que já tive. Nosso primeiro contato foi há quase trinta anos e ainda hoje, a lembrança dela permanece guardada com todo o carinho merecido, numa gaveta especial do meu coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho certeza que nem só a mim isso é relativo. Tia Maria Alice era uma unanimidade entre os alunos da Escola Municipal Carlos de Laet, que tiveram o extremo prazer de tê-la como professora. Quem passava por seus olhos, se humanizava instantaneamente. Não importava o problema que cada um de nós tivesse em casa: na professora Maria Alice, encontrávamos a atenção que muitas das vezes nos faltava no círculo familiar atribulado. E acreditávamos nisso com todas as forças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Professora de profissão, por consequência de um dom, ela nos fazia ter certeza de que, para ela, eramos importantes, essenciais. E isso muitas das vezes nos era suficiente para crescermos sadios. Aquele amor, em uns era o carinho que não recebíamos, era o alimento básico que nos faltava à mesa, era o brinquedo que não podíamos ter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tia Maria Alice não tinha nada e, ao mesmo tempo, nos oferecia tudo o que precisávamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um olhar de compaixão e de interesse, um sorriso de compreensão, mesmo quando tinha a extrema necessidade de chamar nossa atenção... Não apontava erros, preferia evidenciar qualidades, mesmo que mínimas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A amada professora fazia questão de buscar na sua cuidadosa observação, o que cada um tinha de melhor, estimulava-nos, acompanhava-nos, criava oportunidades, estreitava laços...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tia Maria Alice entrou na minha vida, aos seis anos, no início da aplicação da série C.A. (Classe de Alfabetização), logo após o jardim de infância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No primeiro dia, ao fim da aula, fez no quadro, o desenho de uma casinha e escreveu ao lado 'Para Casa' - termo usado para o 'dever de casa'. Um dos colegas achou engraçado o jeito de como aquilo se apresentava, no que ela profetizou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-'Para Casa' sim, com casinha e tudo. Pra vocês se lembrarem de mim sempre. Pra quando vocês crescerem e irem me visitar bem velhinha, recordarem: lembra do 'para casa' com desenho de casinha, professora?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu lembro, professora...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E hoje consigo identificar que te sobrava amor, dom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coisas simples, aparentemente banais. Mas extremamente marcantes, sinceramente felizes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a gente aqui, buscando nos grandes feitos, nas grandes saciedades, a felicidade suprema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje em dia, somente à procura da estabilidade do emprego público, tantos ingressam nas linhas de educação- assim como nas de saúde e de segurança- sem o menor comprometimento com as causas, trazendo consequências tão negativas no coletivo social, que abafam os que amam educar, instruir, preparar e contribuir para a formação do ser.&lt;br /&gt;Estamos preocupados com os cargos e ignoramos os encargos exigidos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falta amor, sobra rancor. Sobra ambição, falta compaixão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tive outros bons professores, como o Paulo César de biologia, que após dar aula em outros dois colégios durante o dia, ainda nos lecionava à noite, na Escola Estadual Senador Antônio Vilela. Cansado, mas com bom humor. Era capaz de fazer a turma inteira do segundo ano do segundo grau esperar sua aula... nos dois últimos tempos de sexta-feira!&lt;br /&gt;Fingia tanto ensinar que ensinava fácil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobrava doação, dom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao que submetem os professores de hoje, posso considerar uma grande covardia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos verdadeiros educadores, estes que fazem tudo o que é possível -e com prazer- dentro e além de suas obrigações profissionais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é justo culparmos os professores pela sociedade atual, isentando a família negligente de suas irrevogáveis responsabilidades. A família continua sendo a base do ser humano, e assim será pra sempre. A formação humana é a soma de sua educação moral e sua educação intelectual. São as duas asas do progresso. Tudo está ficando a cargo desses heróis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre estudei em escolas públicas, em instituições geralmente com fraquíssima estrutura física e limitação pedagócia, com professores mal reconhecidos e tão marginalizados quanto nós, seus alunos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas esses que ficaram em nossos corações, jamais viram em tais obstáculos a justificativa para não realizarem suas tarefas no limite de suas capacidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo eu hoje, um fracasso ou um sucesso, a eles, minha eterna e carinhosa lembrança e gratidão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-199055272467495572?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/199055272467495572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/05/formacao-humana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/199055272467495572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/199055272467495572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/05/formacao-humana.html' title='A Formação Humana'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-3845374624790574015</id><published>2011-05-23T15:55:00.000-07:00</published><updated>2011-06-10T13:56:55.395-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Saber a hora certa</title><content type='html'>&lt;div&gt;Nada de acomodação demasiada, que apresentará na verdade a face da intenção  no fundo preguiçosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nada de agressividade e inaceitação em excesso na luta, que será sinal de rebeldia aos desígnios irrevogáveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida é lutar, mas também render-se nas horas certas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A única luta em que não se deve dar trégua é a que é realizada em favor da eliminação dos nossos defeitos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nas que se referem às conquistas materiais e físicas, tudo é relativo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-3845374624790574015?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/3845374624790574015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/05/saber-hora-certa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3845374624790574015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/3845374624790574015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/05/saber-hora-certa.html' title='Saber a hora certa'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-1077327517810282806</id><published>2011-05-03T22:07:00.000-07:00</published><updated>2011-05-03T22:13:24.239-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Beijaria?</title><content type='html'>Beijaria.&lt;div&gt;Se beijaria...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até o limite da respiração,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até o fim suicida dos ares...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não pra te silenciar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas pra sentir puramente seu beijo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E beijaria novamente...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E de novo e de novo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Novamente beijaria,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por dias e noites a fio,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dia e noite, noite e dia,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Te beijaria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seria como se através do beijo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu conseguisse ter você enfim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beijaria tão incansavelmente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que até seu sorriso calaria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que suas dores aliviaria,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Suas lágrimas, secaria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo que esse beijo me custasse a vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo seu gosto, tesouro qualquer valeria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se beijaria?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beijaria...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-1077327517810282806?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/1077327517810282806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/05/beijaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1077327517810282806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1077327517810282806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/05/beijaria.html' title='Beijaria?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-4074792144199240013</id><published>2011-05-03T20:00:00.000-07:00</published><updated>2012-02-09T10:32:13.125-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Insanidades: A Criança-Passarinho Versus o Homem-Gaiola</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, não importa os caminhos pelos quais você passeie, os becos em que brinque e nem as esquinas em que se perca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não importa, desde que alguma hora você chegue e adormeça em meus braços, como criança qualquer, cansada de correr.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida não é passeio, não é brincadeira, nem só luz e música.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém você não precisa saber disso ainda...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que você seja esse pássaro livre de sempre, mas que não voe sem repouso, inebriado pela própria liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que não morra de tanto querer viver...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois que após o seu fim, quem se encontrará livre serei eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por sinal, além de livre, só.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-4074792144199240013?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/4074792144199240013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/05/insanidades-crianca-passarinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4074792144199240013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4074792144199240013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/05/insanidades-crianca-passarinho.html' title='Insanidades: A Criança-Passarinho Versus o Homem-Gaiola'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-8001072385366802051</id><published>2011-04-30T11:52:00.000-07:00</published><updated>2011-04-30T11:53:33.426-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Quem manda é o coração</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, esse teu 'poder' sobre a liberdade...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebo o quanto é frágil essa segurança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A qualquer momento, teu coração se rebela, se encanta e vai...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E estará tudo acabado...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele se acorrenta a outro coração e leva a ti junto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tu mesmo! Irás com ele sem questionares o rumo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cega de amor e ávida por prender-te...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os rebeldes precisam do cárcere... para o bem próprio deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por mais que digam que estão no comando, logo sucumbem ao poder maior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(O amor, talvez...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não adianta, não te enganes, não me enganas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Te faltam outras experiências maiores...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Te falta mais vivência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se hoje não te amarras e observa-te satisfeita com essa liberdade, é por pura falta de oportunidade...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não superestime tua vontade de decidir!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela -a tal vontade- não será nada quando tudo acontecer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me perguntarias: '-Tudo o que?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você vai saber... - te responderia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não adiantará entricheira-te, aguerrida, a fechar os olhos ofuscados após a luz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o coração alvejado, nada mais resiste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nem vai lamentar-te presa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nem vai lembrar-te daquela liberdade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-8001072385366802051?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/8001072385366802051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/quem-manda-e-o-coracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8001072385366802051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/8001072385366802051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/quem-manda-e-o-coracao.html' title='Quem manda é o coração'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2925873613628682746</id><published>2011-04-28T21:59:00.000-07:00</published><updated>2011-04-28T22:12:39.140-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><title type='text'>Carta-Pensamento: "Percebe isso?"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Basta você querer atentar um pouco mais seus olhos, e vai perceber o que anda acontecendo nas entrelinhas do que escrevo 'a esmo', por aí.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vai ver que na verdade, nada é jogado ao vento sem motivo importante. Muito pelo contrário...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como queria que você percebesse essas nuances bruscas que me tomam as idéias e se transformam em torrentes de sentimentos palavreados, recheados de emoção ardoroza, inquietante, de pura agonia... pelo menos, pra mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pena que o vocabulário é tão limitado, e recheado apenas de palavras simplistas quanto ao que sinto. Até me desanima um pouco em fazê-lo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando isso acontece, volto aos seus olhos, em deleite infinito e viciante, à buscar mais algum detalhe que segundos antes, eu ainda não percebera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse espaço que nos empurra à virtualidade compulsória, pode parecer tudo muito etéreo, olhando de fora... Mas só Deus sabe o quanto você me domina a atmosfera dos pensamentos. Respiro mesmo, sua lembrança em imagens quase vivas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez seja melhor mesmo você nem saber de nada disso... Talvez, você descobrindo, vá me ter como um louco obsessivo, digno de ser trancafiado no esquecimento, pela eternidade. Afinal, quem ainda hoje, agiria assim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou nada disso... Sou manso ditador de vibrações amorosas. Quero apenas muito, o seu bem. É o que me resta, não é? O furor das chamas fica retido dentro da candeia ajustada...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num sonho distante -quem sabe?- respirar teu perfume embriagador, tocar seus lábios com os meus, colher-te como pequena flor em minhas palmas, e ouvir sua voz como doce canção do vento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está na sua opção prestar um pouco de atenção nessa deliciosa angústia que me faz sorrir nervoso... aqui ao lado ou mesmo a centenas de quilômetros de distância... Pelo simples fato de saber que você existe. Que está por aí, vivendo no mesmo mundo que eu, contemporânea da minha vivência... ao alcance dos meus olhos, pelo menos."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2925873613628682746?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2925873613628682746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/percebe-isso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2925873613628682746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2925873613628682746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/percebe-isso.html' title='Carta-Pensamento: &quot;Percebe isso?&quot;'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-1203707743052442748</id><published>2011-04-28T21:53:00.000-07:00</published><updated>2011-04-28T21:56:31.740-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Isso é amor?</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que amor é esse que andam amando por aí?...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cheio de imposições e condições...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lotado de vontades de gosto duvidoso, de inaceitações e exigências...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até ali esses tais amantes vão, mas depois não?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o outro lado, como ama?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se contraria, então não ama?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, mas esse é o amor?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amador demais pra mim, esse amor...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo desse jeito egoísta, amam?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essas lágrimas, esses dramas, essas dores...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Discussões sem fim que não buscam soluções.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vozes que só querem ser expostas e compreendidas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só invasão, só domínio, só mandos e desmandos...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sublimam a paixão e o sexo pelo amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pobre desse amor...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afinal, sabem o que é o amor?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-1203707743052442748?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/1203707743052442748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/isso-e-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1203707743052442748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1203707743052442748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/isso-e-amor.html' title='Isso é amor?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2407103199986777316</id><published>2011-04-26T15:11:00.000-07:00</published><updated>2011-05-03T21:13:40.224-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Curiosidades e questionamentos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Terra rotaciona em torno de seu próprio eixo à 1.669 quilômetros por hora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À volta do Sol, desliza constantemente à 108 MIL km/h até que complete o circuito em um ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por sua vez, acompanhamos o Sol voando a vertiginosos 225 quilômetros POR SEGUNDO pela galáxia!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas no nosso sistema solar, são 200 mil milhões de astros variados em todos os sentidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro da Via Láctea, brilham de 200 à 400 bilhões de estrelas... Muitas, cada qual com seu próprio sistema solar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para percorrer toda a dimensão da nossa galáxia seriam necessários mais de 78 mil anos luz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos esses movimentos ininterruptamente à cerca de 14 bilhões de anos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nosso sistema possui aproximadamente de quatro a seis bilhões de anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nosso Sol é 332.946 vezes maior que a Terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por sua força magnética, seríamos -todos os planetas do sistema- sugados contra sua massa... Então, que força é essa que nos mantém delicadamente equilibrados e variando nossa trajetória, adequando o clima às estações que temos na Terra e nos demais planetas, cada qual na sua natureza?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto esforço e podemos mesmo só consideramos a vida pelos nossos meios de compreensão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Terra é descrita como um pálido ponto azul no universo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos seus movimentos próprios e os demais movimentos alheios são realizados em silêncio sinfônico, sem atrito algum, de forma perfeita, e imensuravelmente inteligente e poderosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto isso, nós -tão pequenos do ponto de vista material- aqui, fazendo tanto barulho e causando tanto atrito uns com os outros por tão pouco... Pra não dizer por nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(*Dados muito mal pesquisados... portanto...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.......&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Ouvir Estrelas&lt;/span&gt; &lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;  "Ora (direis) ouvir estrelas! Certo&lt;br /&gt;Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,&lt;br /&gt;Que, para ouvi-las muita vez desperto&lt;br /&gt;E abro as janelas, pálido de espanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E conversamos toda noite, enquanto&lt;br /&gt;A Via Láctea, como um pálio aberto,&lt;br /&gt;Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto,&lt;br /&gt;Inda as procuro pelo céu deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direis agora: "Tresloucado amigo!&lt;br /&gt;Que conversas com elas? Que sentido&lt;br /&gt;Tem o que dizes, quando não estão contigo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu vos direi: "Amai para entendê-las!&lt;br /&gt;Pois só quem ama pode ter ouvido&lt;br /&gt;Capaz de ouvir e de entender estrelas".&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;(Olavo Bilac)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2407103199986777316?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2407103199986777316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/curiosidades-e-questionamentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2407103199986777316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2407103199986777316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/curiosidades-e-questionamentos.html' title='Curiosidades e questionamentos'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-1713881418010157751</id><published>2011-04-20T20:54:00.000-07:00</published><updated>2011-04-20T21:00:02.908-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>É verdade, mesmo sem convencer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderia dizer tantas coisas pra fugir disso, mas não seria tão fácil de convencer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, um beijo pode ao mesmo tempo libertar a mente e aprisionar o coração...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não, prefiro a opção da incerteza...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois que a mesma confundiria, mas seria a mais pura verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra você não sentir dor e nem criar expectativas além.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;'Não que eu esteja preso, apenas amo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E nem que eu esteja só, apenas livre.'&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-1713881418010157751?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/1713881418010157751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/e-verdade-mesmo-sem-convencer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1713881418010157751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1713881418010157751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/e-verdade-mesmo-sem-convencer.html' title='É verdade, mesmo sem convencer'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-1512957914093242607</id><published>2011-04-19T10:12:00.000-07:00</published><updated>2011-04-19T10:39:39.889-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>(Falta de) Vontade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certo. Já chegou à conclusão de que seu coração não é fácil de ser trabalhado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra aceitar a necessidade imprescindível de uma mudança, foi necessária toda uma série de fatores e fatos. Preciso foi conhecer para compreender, para arar o coração, e com este preparado, o grande trabalho da transformação deve começar. Trabalho intransferível e que não permite hipocrisia, corpo mole e superficialidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, se depois de tudo pronto para o início, por que não inicia o processo? Será que ainda não mudou de verdade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já aprendeu o caminho, já percebeu que longe dele os resultados são negativos, já entendeu que sua felicidade depende dessa mudança...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que ainda cisma em se permitir a passear rente ao que te dói? Por que da vacilação de ainda ponderar? Será que o mal ainda te compraz? Se não, certamente que o prazer do momento é ainda maior que a dor dos resultados, não? Atente que nem tudo o que te é 'bom' te faz bem, e que nem tudo o que está ao alcance das mãos é para que toque.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredite que não é mais necessário machucar-se para despertar dessa ilusão. Basta mudar. De verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, superadas as dúvidas, angariados os  conhecimentos necessários, assimilados os problemas a serem resolvidos -&lt;i&gt;"Conhece-te a ti mesmo"&lt;/i&gt;... agora depende apenas da sua responsabilidade. Agora é questão de (falta de) vontade. Já que com vontade, tudo lhe é possível, tudo tem saída. Até mesmo o aparentemente impossível e sem saída.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-1512957914093242607?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/1512957914093242607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/falta-de-vontade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1512957914093242607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1512957914093242607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/falta-de-vontade.html' title='(Falta de) Vontade'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-1121820772466425174</id><published>2011-04-13T13:47:00.000-07:00</published><updated>2011-04-14T11:22:42.668-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Essa dor vai passar?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Triste daquele que precisou perder quem o amava para despertar pra vida...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando se perde vários que o amavam? Por cada um, deverá pagar o preço devido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando, nas tentativas do despertar, ainda se vê em muitos momentos vacilantes, sobre o merecimento de recomeçar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais que digam que não é possível viver para sempre acorrentado ao remorso, que fazer quando enfim é percebido o quão complicador foi-se na vida de cada um que cruzou seu caminho?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;'O remorso é a voz da consciência ouvida tardiamente'...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as noites eu volto àqueles passos e meio que me forço a viver acorrentado nessa lembrança, como se fosse um meio de me punir, de tentar pagar de forma desesperadora, a dívida que assumi inconsequentemente. É nessa consciência pontiaguda que me martirizo nas horas vagas... É quando bato no peito a me condenar: 'Culpado! Culpado!'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recomeçar é um direito, mas não sei... ficaria parecendo sempre que estou passando batido pelo que devo, e acaba que por isso emperro novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero mais derrubar ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decidi que não cairei mais...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até porquê ainda não me sinto totalmente reerguido. Do jeito que foi, levará tempo. Isso se eu conseguir completar o movimento ainda nessa vida...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, não gostaria que aqueles aos quais me fiz de trauma, me vissem sorrir... mesmo que fosse um sorriso para disfarçar a dor mais íntima e verdadeira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-1121820772466425174?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/1121820772466425174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/essa-dor-vai-passar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1121820772466425174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1121820772466425174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/essa-dor-vai-passar.html' title='Essa dor vai passar?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-4598332634782708043</id><published>2011-04-11T07:25:00.000-07:00</published><updated>2011-04-11T07:54:50.784-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>A tristeza nos olhos dos outros</title><content type='html'>Por mais que eu saiba que a vida continua sempre, uma das duas coisas que ainda me deixam em maus lençóis é esse apego, ao mesmo tempo amoroso e egoísta... É prever a falta que fará a presença física, o contato, o carinho, a palavra... Como se não nos bastassem as boas lembranças e a saudade sadia.&lt;div&gt;A outra -e talvez maior dificuldade- é observar a tristeza nos olhos dos que pensam que a vida se extingue. A tristeza dos que estão a ponto de partir e dos que ficam, ambos que não possuem um conforto concreto e lógico. O amparo de um porto de esperança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas sei que até isso também é superável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Temos uma imensa capacidade de adaptação. Se a dor não se esvai, nos acostumamos à ela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A dor sempre existirá e para todos. Sofrê-la -mais ou menos- é que depende de nós.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Basta termos vontade suficiente e tudo se resolve, tudo se supera e se convive.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-4598332634782708043?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/4598332634782708043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/tristeza-nos-olhos-dos-outros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4598332634782708043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/4598332634782708043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/tristeza-nos-olhos-dos-outros.html' title='A tristeza nos olhos dos outros'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-1228583108131220128</id><published>2011-04-04T10:13:00.000-07:00</published><updated>2011-04-04T14:26:02.604-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>A Minha Liberdade Hoje</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebo que tenho optado estar a ser... No máximo, ando brincando de ser. Venho optando por ilusão à realização. Escolhendo sempre a liberdade e suas infinitas possibilidades. Priorizando outros interesses, ainda pessoais, mas não tanto 'egoístas'.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pretensão seria mesmo encarar 'ser livre' como egoísmo, como se o rumo que tomo privaria alguém de algo melhor só por estar ao meu lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é por aí...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas é certo que a liberdade permite mais. Muito, muito mais...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez seja por isso que seja um vício difícil de se livrar. Mas não estou voando de forma totalmente livre. Não me isolo de tudo e do todo. Só de um lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E justo do lado que não se pode brincar com essa ilusão. Pois seria o próprio cárcere iludir alguém. Uma prisão, um apego sem razão e sem fundamento de ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então não adianta insistir: não vou abrir mão da minha liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela, a liberdade, tem um poder irresistível e inexplicável sobre minha vida. Mas não é qualquer liberdade... É a minha liberdade, nas minhas medidas, nas minhas considerações, nos meus proveitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E você também, pode aproveitar a sua para buscar outras amarras mais justas. Um grilhão que te traga mais segurança...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-1228583108131220128?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/1228583108131220128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/minha-liberdade-hoje.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1228583108131220128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/1228583108131220128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/minha-liberdade-hoje.html' title='A Minha Liberdade Hoje'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-5332086203800683354</id><published>2011-04-02T23:26:00.000-07:00</published><updated>2011-04-02T23:43:24.199-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Poesia: prática do passado ou teoria do incerto?</title><content type='html'>&lt;div&gt;O poeta morre quando finalmente pratica suas poesias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E revive com elas, entre os amores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Entre o fim de um e o início de outro.)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ausência do amor concreto unida a um belo foco, é sua maior fonte de inspiração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E vive sua melhor fase quando está às voltas com suas teorias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É quando sonha mais alto, quando cria expectativas descomunais sobre a irrealidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim é que ele encontra as melhores palavras para mostrar o que sente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desse jeito se faz a magnitude do que expõe de forma tão envolvente, tão sublime.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando o poeta é amado, todo o resto fica em segundo plano, quase se extingue.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois que perto do amor correspondido, qualquer outra chama parece apagada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A poesia durante a reciprocidade é tão pobre, que o poeta a desconsidera e a inutiliza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em exercício de poetizar, deve se encontrar sempre só, a imaginar como seria... como seria...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-5332086203800683354?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/5332086203800683354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/poesia-pratica-do-passado-ou-teoria-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/5332086203800683354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/5332086203800683354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/poesia-pratica-do-passado-ou-teoria-do.html' title='Poesia: prática do passado ou teoria do incerto?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-2638129915166482954</id><published>2011-04-01T23:58:00.001-07:00</published><updated>2011-04-02T00:00:21.787-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Por que tanto se esconde?</title><content type='html'>&lt;div&gt;Você,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Querendo passar um certo desleixo... é puro charme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com essas cores que chamam de 'sujas'... Tentando se camuflar na multidão...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não adianta! Você pode até tentar, mas não há como passar despercebida...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não com esses olhos...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não com esses cabelos...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não com esse sorriso...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faça o que fizer, eu já te percebi, já te quis, já te jurei...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E te espero... meu doce.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa doce espera.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-2638129915166482954?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/2638129915166482954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/por-que-tanto-se-esconde.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2638129915166482954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/2638129915166482954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/por-que-tanto-se-esconde.html' title='Por que tanto se esconde?'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745818255776867327.post-7761895497952930459</id><published>2011-04-01T23:15:00.000-07:00</published><updated>2011-04-01T23:49:31.005-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias Registradas'/><title type='text'>Não reclame...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez, mais do que poderia, você amou mais do que devia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas olha só: quem é que sabe dosar o quanto se ama?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo menos, amanhã, você vai ter histórias pra contar e um atalho a tomar, evitando por esse mesmo caminho passar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas só se tudo isso se repetir, e se não quiser mais cair.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se for coisa nova, novidade, não se apegue ao que passou, é peso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não combina com liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745818255776867327-7761895497952930459?l=texticuloscronicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/feeds/7761895497952930459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/nao-reclame.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7761895497952930459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745818255776867327/posts/default/7761895497952930459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://texticuloscronicos.blogspot.com/2011/04/nao-reclame.html' title='Não reclame...'/><author><name>Flávio P. Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07398160691051932736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/--Hiwywi9RK4/Tlu6TZvTHmI/AAAAAAAAC_8/JfeHGfCqPnY/s220/boca2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
